Porfírio – Talento rebelde

Hugo Cardoso Porfírio nasceu a 28 de Setembro de 1973 em Lisboa. Foi “formado” no Sporting e internacional nos diversos escalões jovens.

Estreou-se oficialmente (com o treinador Bobby Robson) a 9 de Maio de 1993 num Sporting-Beira-Mar (3-1) para a 30ª jornada do Campeonato Nacional. Marcou o seu único golo (e magnífico!) numa partida para os quartos-de-final da Taça de Portugal em Alvalade frente ao Trofense (3-1) a 15 de Fevereiro de 1994.

Depois de ter sido emprestado ao Tirsense e à União de Leiria (onde esteve tão bem que chegou a internacional A e marcou presença na fase final do Europeu e nos Jogos Olímpicos de 1996), ainda alinhou de verde e branco no início da temporada 1996/97, tendo jogado pela última vez (com o técnico Robert Waseige) a 10 de Setembro de 1996 numa deslocação a Montpellier (1-1) para os 1/32 final da Taça UEFA.

Dele se chegou a esperar muito. Era um jogador de muita técnica e irreverência. Dava grande “alegria” ao flanco esquerdo, mas também era acusado de não ter a mentalidade mais adequada para um futebolista profissional…

No total participou em 3 temporadas na equipa principal do Sporting (1992/93, 1993/94 e 1996/97), fez apenas 17 jogos oficiais (normalmente como extremo-esquerdo) e marcou 1 golo.

Depois ainda esteve emprestado ao West Ham (encontrou Futre) onde deu muito boa conta de si, regressando inclusivamente à Seleção Nacional. No ano seguinte saiu definitivamente do Sporting para rumar ao Racing Santander. A partir daí a sua carreira foi um corropio com poucos momentos altos – passou por Benfica, Nottingham Forest, Marítimo, 1º Dezembro, Oriental e Al-Nassr (Arábia Saudita) – onde terminou a carreira em 2008.

Foi 3 vezes internacional A e tinha potencial para ser um futebolista duma dimensão muitíssimo superior aquilo que foi – ainda assim pode orgulhar-se de ter jogado em grandes clubes e ter passado por grandes momentos.

A partir de Fevereiro de 2012, e por um período de 6 meses, fez parte da equipa técnica do futebol sportinguista liderada por Ricardo Sá Pinto.

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