Anderson Polga – O 1º CM em Portugal e o estrangeiro que mais jogou de verde e branco

Anderson Corrêa Polga nasceu a 9 de Fevereiro de 1979 em Santiago – Brasil. Chegou ao Sporting proveniente do Grémio de Porto Alegre (onde sempre jogara) no defeso de 2003, tornando-se o 1º Campeão do Mundo (venceu pelo Brasil a Copa de 2002) a jogar em Portugal.

Estreou-se oficialmente (com o treinador Fernando Santos) a 16 de Agosto numa partida frente à Académica para a 1ª jornada do Campeonato (triunfo por 2-1) que decorreu em Taveiro. Demorou algum tempo a adaptar-se mas não tardou muito a fixar-se numa dupla de centrais com Beto. Na temporada seguinte, com José Peseiro, a situação manteve-se (apesar do brasileiro continuar a não convencer). Coletivamente os sucessos voltaram a não surgir e Polga “digeriu” mal a ausência na final da Taça UEFA em Alvalade frente ao CSKA Moscovo.

Depois dum início terrível de temporada em 2005/06, Paulo Bento substituiu José Peseiro no comando da equipa. Com o novo técnico, Anderson Polga (agora ao lado de Tonel) ganhou mais consistência no seu jogo. Na época seguinte o Sporting ganhou a Taça de Portugal e ficou a 1 ponto do Porto no Campeonato. Polga foi a par de Liedson um dos 3ºs mais utilizados (39 presenças), apenas superados por João Moutinho (41) e Nani (40). A sua prestação foi quase imaculada, mantendo apenas o senão de não fazer golos a nível interno, o que não sendo absolutamente fundamental para um central acaba por ser uma mais-valia importante. Ainda assim, a 2 de Outubro de 2007, marcou o seu 1º golo oficial num triunfo em Moscovo frente ao Spartak por 2-1 para a Liga dos Campeões (a 1ª vitória fora dos leões na competição).

Em 2007/08 continuou imprescindível  (ao lado de Tonel) para Paulo Bento e ganhou a Supertaça e a Taça de Portugal. No ano seguinte ganhou a Supertaça e no lugar de “parceiro” do setor defensivo Daniel Carriço começou a alternar com Tonel.

2009/10 marcou um viragem. Coletivamente o Sporting não conseguiu qualquer título, na frente da equipa estiveram 3 homens (Paulo Bento, Leonel Pontes e Carlos Carvalhal) e Anderson Polga perdeu o estatuto que tinha em todos os anos anteriores – o de titular indiscutível. Daniel Carriço passou a ser aposta forte ao lado de Tonel e Polga passou muito tempo no banco de suplentes, situação revertida em 2010/11 devido à saída de Tonel e ao fraco rendimento das aquisições Nuno André Coelho e Torsiglieiri.

2011/12 foi a última temporada de Polga em Alvalade. Tornou-se o estrangeiro com mais jogos oficiais pelo Sporting (10º em termos absolutos) e foi quase sempre titular embora as suas exibições não convencessem os adeptos. No final não foi surpreendente o facto de não ter renovado contrato, acabando assim uma longa ligação ao Sporting pautada por muitos bons momentos, outros menos “simpáticos”, mas o que fica é a memória dum central tranquilo, eficaz, com ótimo sentido posicional, e que permanecerá para sempre na História do clube.

Alinhou pela última vez a 20 de Maio de 2012 na final da Taça de Portugal perdida contra a Académica por 1-0.

Totalizou 9 temporadas na equipa do Sporting, pela qual realizou 337 jogos oficiais e marcou 4 golos (curiosamente, todos nas Competições Europeias). Ganhou duas Taças de Portugal e outras tantas Supertaças. Foi galardoado com o Prémio Stromp na categoria “Especial Carreira” em 2011.

Após sair do Sporting foi alinhar para os brasileiros do Corinthians. Terminou a carreira em 2012.

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