1954 – Campeões Nacionais de Basquetebol pela 1ª vez

12 de Junho de 1954. O Sporting sagrou-se pela 1ª vez Campeão Nacional de Basquetebol. A situação do Campeonato estava super-emotiva. Os leões necessitavam duma vitória frente ao FC Porto por 21 pontos de diferença, desde que o Sport Conimbricense não triunfasse por mais 5 pontos frente ao Belenenses que a vitória do Sporting frente ao FC Porto – contas complicadas!

No Pavilhão dos Desportos os sportinguistas acabaram por triunfar por 58-35 naquela que foi uma vitória dificil mas merecida, premiando uma equipa notável que, ao longo de todo o campeonato mostrou categoria e raça para merecer este desfecho. Alinharam neste último jogo: Garranha (11), Lenine, Gonçalves (20), Vaz (13), Almeida (14), Gaspar Neves, Fernando e Manuel Ribeiro.

No final do encontro, quando se soube que o Sport Conimbricense só havia batido o Belenenses por 10 pontos de diferença, houve um delírio avassalador de alegria e entusiasmo que no entanto não fez esquecer a manifestação de desagrado com que a equipa do FC Porto foi recebida e que nem sequer tinha justificação com receções semelhantes que ultimamente haviam sido dispensadas às equipas do sul quando jogavam na capital do norte.

Num jogo rico de pormenores táticos, técnicos e emocionais, com uma equipa a pensar numa vitória ampla e a outra a desejar que a derrota, a verificar-se, não o fosse por grande margem, o espetáculo foi de rara beleza. O Sporting foi autoritário, e ao intervalo já conseguira um resultado parecido com o alcançado no final pelos portistas na 1ª volta (31-19).

No recomeço o Sporting voltou a distanciar-se, e não fossem 8 lances livres falhados por Garranha, poderia ter alcançado a margem desejada mais cedo.

Voltas de honra e manifestações sem conta assinalaram o final dum jogo arrasante que correspondeu plenamente às expetativas. Numa fase final a 4, Sporting, FC Porto, Sport Conimbricense e Belenenses terminaram com os mesmo pontos, vencendo todos os jogos em “casa”. Os leões triunfaram por diferença de “cestos”, de forma fantástica e dramática.

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