1986 – 8º título europeu no Crosse com manos Castro a revelarem-se

2 de Fevereiro de 1986. Mesmo sem Carlos Lopes, o Sporting arrecadou o seu 8º título europeu de Crosse. A ausência do veterano campeoníssimo parece ter até estimulado o espírito coletivo da equipa, que dominou totalmente a prova.

Quando, logo no início, se viu que os gémeos Castro e Carlos Capítulo iam nos primeiros, começou a acreditar-se em mais um triunfo. Individualmente, os italianos Cova e Panetta combinaram muito bem, acabando por desgastar irremediavelmente Fernando Mamede (3º) e Ezequiel Canário (4º).

No final os sportinguistas fizeram mais uma grande festa, até porque antes da prova o professor Moniz Pereira chegou a dizer que renovar o título era missão impossível.

Esta competição realizada nas Açoteias, no Algarve, foi uma demonstração de categoria, raça e força dos leões. Um a um os atletas iam cortando a meta a caindo nos braços uns dos outros numa vitória que teve um sabor muito especial. Fernando Mamede estava felicíssimo no final: “Dedico esta vitória aos jovens atletas do Sporting que tão briosamente contribuiram para este êxito. O Sporting apresentou-se sem vedetas, mas muita atenção aos irmãos Castro, porque se continuarem a trabalhar como até aqui sob a orientação do prof. Moniz Pereira, se não se deslumbrarem, vão ser nomes muito grandes do Atletismo internacional. O salto qualitativo que deram do ano passado para este ano foi como da noite para o dia. Fomos 6 irmãos! Estou imensamente satisfeito. Os italianos eram francamente favoritos, não houve bluff da nossa parte ao referi-lo. Estou satisfeito com o meu 3º lugar. O que conta aqui é o coletivo, e fiz uma prova muito tática”.

Moniz Pereira, muito abraçado por João Rocha e depois por Rui Pignatelli, estava radiante: “Eu realmente chamei a esta uma missão impossível, mas também disse que a nossa equipa estava no seu máximo e que gostavamos de tentar as coisas impossíveis. Acabámos por pregar uma partida aos italianos. A corrida foi tática embora eu tenha dado liberdade de ação aos 2 primeiros (Mamede e Canário). Os manos Castro (5º Domingos e 6º Dionísio) e o Capítulo (8º) foram excecionais de disciplina tática, e partiram a corrida ao meio. Esta foi a vitória da renovação. Eu receava a inexperiência internacional dos mais jovens, mas os Castro foram fantásticos, correndo como homenzinhos!”

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