2015 – 16ª Taça de Portugal para o futebol (e para corações fortes!)

31 de Maio de 2015. A final da Taça de Portugal era a grande hipótese de o Sporting conquistar um troféu oficial nessa temporada. Após um bom e difícil (porque permanentemente questionado) trabalho de Marco Silva ao longo do ano, toda a gente reconhecia que o técnico leonino merecia terminar a época da melhor forma.

O adversário foi o Braga, um equipa bem orientada por Sérgio Conceição, que ficou no 4º lugar a 18 pontos dos leões no Campeonato, mas que tinha indiscutivelmente um belo conjunto de jogadores e que numa final poderia perfeitamente bater o pé aos leões.

A equipa: Rui Patrício; Cédric, Paulo Oliveira, Ewerton e Jefferson; William Carvalho, João Mário (Miguel Lopes 15 – Fredy Montero 73) e Adrien; André Carrillo (Carlos Mané 53), Slimani e Nani.

O Sporting entrou bem no jogo, mais dominador. Aos 5 minutos Nani rematou de longe por cima. Aos 14, na 1ª vez que o Braga subiu no terreno, grande jogada de Djavan e falta de Cédric para penalty e cartão vermelho. Eder converteu o castigo máximo e o Sporting viu-se muito cedo a perder e com menos um homem…

A equipa leonina procurou reagir, e aos 18 minutos William, na recarga após um canto rematou com perigo mas a bola foi intercetada. Aos 23 minutos Marco Ferreira (o árbitro) perdoou claramente o 2º amarelo a Baiano que colocaria as equipas em igualdade numérica, e logo seguir livre de Nani e cabeçada de Carrillo para boa defesa de Kritciuk. Aos 25 minutos, erro crasso de Miguel Lopes e Rafa a desmarcar-se pela esquerda (perante alguma complacência de Jefferson) e a marcar com categoria.

Com 0-2 e menos 1 homem as coisas pareciam praticamente perdidas. Ainda assim, aos 35 minutos, Slimani surgiu em boa posição mas atrapalhou-se. Aos 38, de novo o argelino, a rodar bem mas com o remate intercetado. Aos 39 confusão após a marcação de um canto e Ewerton a rematar com perigo.

O intervalo chegou com 2-0 e tudo a favor para o Braga apesar de ter sido o Sporting claramente a melhor equipa em termos de posse de bola, mais ataques, mais remates… mas mais erros individuais, também.

A 2ª parte foi um pouco diferente. O Braga tentou ter mais posse de bola mas o Sporting nunca se rendeu. A pouco e pouco os jogadores de um lado e de outro mostravam menor frescura física.

Aos 55 minutos Carlos Mané em bom lance individual mas desequilibrou-se no momento decisivo. Depois Eder rematou bem para defesa de Rui Patrício. Aos 69 boa jogada de Nani e defesa a condizer de Kritciuk. Aos 75 o Sporting esteve pertíssimo de reduzir após um belo centro de Jefferson e excelente cabeçada de Slimani para defesa “impossível ” de Kritciuk. Aos 79 Salvador Agra fugiu pela direita, cruzou para a área mas Paulo Oliveira salvou.

A partida virou aos 83 minutos com Slimani a aproveitar um mau passe de Baiano e adiantamento de Kritciuk para rematar com categoria para o fundo da baliza. 2 minutos depois da hora veio o empate com Fredy Montero a aproveitar uma bola bombeada, a rematar contra o guardião bracarense e a ganhar o ressalto para atirar para a baliza deserta! Era o delírio entre os adeptos verde e brancos e a boca aberta de espanto para os incrédulos braguistas.

Veio então o prolongamento e aí, com ambas as equipas cansadíssimas, Nani esteve muito perto do golo aos 97 minutos num lance típico nele em que descaiu da esquerda para o centro e rematou com efeito a rasar. Aos 113 Rui Patrício negou a vitória ao Braga ao defender de forma espantosa o remate do isolado Salvador Agra.

Houve então que recorrer aos penaltis, e aí o Sporting esteve perfeito com Adrien, Nani e Slimani a marcarem enquanto, do outro lado, Alan marcou, mas Rui Patrício defendeu o remate de André Pinto, Eder atirou por cima e Salvador Agra ao lado. Estava encontrado o vencedor – uma vitória épica do Sporting Clube de Portugal!

De acordo com o desenrolar do jogo acabou por ser uma vitória surpreendente do Sporting, mas inteiramente justa pois a equipa leonina foi, apesar de muito tempo em inferioridade numérica (dos 15 aos 115 minutos) sempre superior em todos os capítulos do jogo.

Individualmente, Rui Patrício (que alinhou claramente lesionado nos últimos minutos e assim esteve no desempate por pontapés da marca da grande penalidade) e Slimani foram as principais figuras duma equipa que teve o enorme mérito de nunca se ter rendido!

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