Margem escassa em boa partida frente ao CSKA de Moscovo

18 de Agosto de 2015. Pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, importantíssima para o Sporting. A viver um início de época muito positivo (com o novo treinador Jorge Jesus(, os leões apresentaram-se da seguinte forma: Rui Patrício; João Pereira, Paulo Oliveira, Naldo e Jefferson; Adrien; André Carrillo, João Mário (Carlos Mané 76) e Bryan Ruíz (Aquilani 65); Teo Gutíerrez (Gelson Martins 76) e Slimani.

O CSKA, equipa de muita qualidade do meio-campo para a frente, chegou a Alvalade com mais 5 jogos oficiais, um aspeto muito importante nesta fase da época.

O Sporting começou muito bem encostando o CSKA às “cordas” ainda antes do golo de Téo (12 minutos), que nasceu de uma bela combinação coletiva, começada nos pés de Ruiz e com passagem por Slimani, João Pereira e Carrillo. O peruano, com um passe de enorme visão, deixou Ruiz na cara de Akinfeev, e o costarriquenho assistiu o colombiano “com açúcar”.

A partir dos 20 minutos o CSKA reequilibrou-se  e Tosic e Musa, a partir dos flancos, começaram a fazer estragos. Aos 27 minutos, penalty de Jefferson (entrada imprudente) , mas Rui Patrício defendeu de forma fantástica o remate de Doumbia.

Aos 40 o guardião leonino já não pôde fazer nada para evitar que Doumbia fizesse mesmo o empate, isolado por um passe fabuloso de Eremenko e pela lentidão de Naldo a fazer a linha de fora de jogo.

Os primeiros minutos do segundo tempo confirmaram um Sporting algo intranquilo, mas sempre com o comando do jogo. A entrada de Aquilani (em estreia oficial) voltou a dar organização ao meio-campo, corrigindo o desgaste da dupla João Mário-Adrien. As entradas posteriores de Gelson e Mané deram um pouco mais de energia, permitindo a Carrillo tentar desequilíbrios mais a meio. Estava o jogo com o Sporting cada vez mais por cima quando Patrício voltou a ganhar um duelo a Doumbia que, isolado, tirou mal as medidas para um chapéu (79 minutos). 4 minutos depois Slimani, sempre combativo, iniciou um movimento de entrada na área e combinou com Carrillo que, de costas, teve um momento de magia – o seu toque encontrou o espaço que permitiu ao argelino ser feliz, com um remate de pé esquerdo que afastou algumas das nuvens negras que chegaram a pairar sobre Alvalade.

De realçar a má atuação do turco Çakir, um dos árbitros mais conceituados da atualidade. Num primeiro lance Bryan Ruíz parece derrubado por Berezutski (61 minutos). No segundo (72 minutos) foi mais que evidente que o mesmo Berezutski desviou claramente com o braço um cruzamento de Carrillo para a cabeça de Slimani… Mais uma vez o Sporting com claras razões de queixa da arbitragem de um jogo na Liga dos Campeões – já parecia algo inevitável!

O final chegou com um triunfo escasso por 2-1 perante um bom adversário. Seria necessário um Sporting ao seu melhor nível na Rússia para que os leões conseguissem o tão importante “passaporte” para a mais importante competição de clubes do mundo!

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