Inaugurado o Pavilhão João Rocha

21 de Junho de 2017. Neste dia foi tornado realidade um sonho de muitos sportinguistas, concretizado pela tenacidade do presidente Bruno de Carvalho e também pela contribuição de muitos milhares de adeptos, ao inaugurar-se o novo Pavilhão do clube, com o nome de um dos presidentes mais marcantes da sua História – João Rocha.

O evento aconteceu, curiosamente, 15 anos depois de aberta a Academia Sporting e 13 depois de demolida a mítica Nave de Alvalade.

A cerimónia começou perto das 17 horas, com a inauguração da rotunda Visconde de Alvalade (entre o pavilhão e o estádio), onde passou a ser a local definitivo da estátua do Leão. O momento foi presenciado por centenas de Sportinguistas que não quiseram perder um único instante do que todos sabiam ser o dia que ficará gravado na História e contou, igualmente, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa – Fernando Medina, que, já dentro do pavilhão, falou à família leonina: “Não há que ter medo das palavras. Vivemos um momento histórico para esta grande Instituição, logo, para a nossa cidade (…) Tenho memória daquela que foi a melhor equipa de sempre de Hóquei em Patins – Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento – formação base da Selecção Nacional. O imaginário dos adeptos leoninos está recheado de inúmeras figuras importantes das modalidades. Um grande Sporting é imprescindível ao desporto português”.

Quem também não faltou à cerimónia oficial de inauguração do Pavilhão João Rocha foi Margarida Rocha, filho do antigo Presidente leonino. “Onde quer que esteja, o meu pai volta a ver o ecletismo do Clube reforçado para os desafios que lhe espera”.

O Presidente Bruno de Carvalho foi, ele próprio, o apresentador do evento. Chamou os vários protagonistas ao palco, entre eles o arquiteto do projeto – o alemão Andreas Moerschel, e até começou por chamar ao palco Pedro Portela, ponta-direita da equipa de Andebol, para, em conjunto, repetir o cântico que se tornou viral logo após a conquista do título nacional da modalidade em Odivelas.

No seu discurso, citou Fernando Pessoa: “‘Deus quer, o homem sonha, a obra nasce’. É assim que começa o poema “Mar Português”. Nesta obra-prima da literatura portuguesa, o poeta, um dos maiores de sempre, propõe-se a analisar o sacrifício de todos os portugueses durante a era dos Descobrimentos. Tudo o que o nosso povo fez para conquistar o mar, para que tivéssemos um dos maiores impérios de todos os tempos. Normalmente é assim: Quando queremos muito algo, sabemos que é preciso sacrifício”.

Sacrifício que o líder leonino retribuiu aos Sportinguistas em forma de recompensa. O tão desejado Pavilhão João Rocha.

O Pavilhão João Rocha já era um desejo antigo de todos os Sportinguistas, e apesar de a sua inauguração se ter tratado do ponto alto do dia, não foi o único motivo de interesse. Antes de todas as atenções se terem apontado à nova casa das modalidades, Bruno de Carvalho encetou a série de inaugurações na que apelidou “Cidade Sporting”. Sempre na companhia de Fernando Medina e de Pedro Delgado Alves – presidente da junta de freguesia do Lumiar, o Presidente verde e branco inaugurou a Rua Prof. Moniz Pereira, contando com a presença da filha do “Senhor Atletismo”. Minutos depois, foi tempo da Rotunda Visconde de Alvalade ter sido apresentada a todos os presentes, destacando-se pela estátua de um leão gigante ao centro, onde está gravado o lema do Sporting: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Do monumento que se localiza entre o novo pavilhão e o Estádio José Alvalade seguiu-se para o Campo Peyroteo, com piso sintético e destinado ao futebol 7.

Do outro lado do Pavilhão João Rocha, as inaugurações não terminaram antes de serem dados a conhecer mais 2 campos sintéticos, ainda que de dimensões distintas e mais reduzidas: preparados para a prática de futebol 5, os dois homenageados desta feita foram os “bolas de ouro” formados em Alvalade – Cristiano Ronaldo e Luís Figo.

Agora resta-nos ter esperança no futuro, ansiando para que o novo Pavilhão seja palco de inúmeros momentos de glória para as nossas modalidades de alta competição, que tanta glória já trouxeram ao clube, e que mesmo em “casas emprestadas” nos últimos (largos) anos continuaram a proporcionar-nos grandes momentos.

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