Triunfo nos penaltis, frente ao Porto, no acesso à final da Taça da Liga

24 de Janeiro de 2018. Meia-final da Taça da Liga, competição que ainda faltava no palmarés de ambas as equipas. Em Braga, Sporting e Porto defrontaram-se num desafio muito curioso entre as duas equipas que melhor desempenho estavam a ter no futebol português nessa temporada. Sporting e Porto já se tinham encontrado uma vez essa época. Em Alvalade, para o Campeonato, ficou-nos o sabor amargo do resultado (0-0) e da exibição (inferior ao opositor).

Jorge Jesus fez alinhar a seguinte equipa: Rui Patrício; Piccini, Coates, Matthieu e Fábio Coentrão; William Carvalho; Bruno Fernandes; Gelson Martins (Battaglia) 43, Rúben Ribeiro (Fredy Montero 77) e Acuña (Bryan Ruiz 77); Bas Dost.

O Sporting entrou muito bem em jogo. Dominadora, impositiva, a nossa equipa parecia partir para uma exibição de grande nível. Logo aos 5 minutos Bas Dost foi claramente puxado e depois “engravatado” por Danilo dentro da área portista, mas o árbitro Nuno Almeida, estranhamente, nada assinalou!.. Até aos 35 minutos foi mais ou menos assim – o Sporting mais dominador e o Porto a usar e abusar do confronto físico perante a complacência da equipa de arbitragem.

Entretanto o Porto soltou-se, e Soares meteu mesmo a bola no fundo da baliza de Rui Patrício. Com recurso ao VAR o golo acabou anulado, e na verdade o brasileiro estava (muito ligeiramente) adiantado em relação a Fábio Coentrão – ficou um aviso forte para o Sporting.

Antes do intervalo Gelson Martins saiu lesionado, entrando Battaglia. O ataque do Sporting nunca mais foi o mesmo…

O Porto surgiu mais forte na 2ª parte. O Sporting ia mantendo a situação sem grandes sobressaltos, e aos 64 minutos, canto curto de Acuña para Fábio Coentrão, cruzamento deste e cabeçada de Coates no poste (depois, caprichosamente, a bola foi ter com Casillas!). Até final foi o Porto a ter mais lances de ataque, sem chegar a ter o golo iminente, mas Rui Patrício ainda foi chamado a mostrar algumas vezes a sua segurança.

O final chegou com o empate e foi nos penaltis que se decidiu a questão. O Porto teve a sorte de iniciar o processo. Depois de 2 penaltis convertidos por cada equipa (Bas Dost e Bruno Fernandes pelo nosso lado), Rui Patrício deteve o remate de Herrera. Logo a seguir Matthieu marcou, o Porto também, e ao 4º penalty Coates rematou denunciado e sem convicção… Depois Rui Patrício deteve o remate de Aboubakar e William teve nos pés o apuramento, que falhou, ao permitir (com um remate fraco e denunciado) a defesa a Casillas. No 1º penalty após a série de 5, Brahimi atirou no poste e Bryan marcou, levando assim o Sporting para a final da Taça da Liga.

O mais importante foi conseguido – o apuramento para a final. O Sporting entrou muito bem mas não conseguiu manter o andamento por mais de meia-hora. Depois o Porto foi superior. Tal como aconteceu no jogo do Campeonato frente ao Porto (e ao Benfica), o Sporting não se conseguiu superiorizar, o que não deixava de ser preocupante, e não foi além do empate. O nosso experiente treinador mais uma vez foi “batido” por um técnico inexperiente como Sérgio Conceição (o mesmo tinha acontecido, por exemplo, frente a Abel, do Braga, em Alvalade).

Apesar de tudo a festa foi nossa, e foi muito bom ver o contentamento dos nossos jogadores e treinadores, do nosso staff, do nosso Presidente (com quem muitas e muitas vezes discordávamos na forma mas com quem estávamos quase sempre em sintonia no conteúdo) e dos nossos adeptos. Agora esperava-se, obviamente, uma grande resposta no sábado seguinte e a conquista do troféu.

Uma nota para a arbitragem – permitiu demasiada rispidez dos portistas. Mostrou sempre uma clara tendência de maior condescendência para os nossos adversários, que usaram e abusaram (foi-lhes permitido) de meios “sujos” para tentarem levar a “água ao seu moínho”.

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