Beto

Roberto Luís Gaspar de Deus Severo nasceu a 3 de Maio de 1976 em Lisboa. Produto das escolas sportinguistas, “rodou” no Unão de Lamas e Campomaiorense quando atingiu o escalão sénior, chegando à equipa principal verde e branca no Verão de 1996.

Estreou-se oficialmente a 15 de Outubro (com Robert Waseige) numa deslocação a Metz (0-2) para a Taça UEFA, marcando o 1º golo 11 dias depois, e que valeu o triunfo na receção ao Benfica (1-0) para o Campeonato. Logo nessa 1ª época transformou-se na grande revelação da equipa, sendo alvo de aposta forte pelo treinador Octávio Machado (que entretanto substituira Waseige) e fazendo um dupla de sucesso com Marco Aurélio (o seu grande mentor e conselheiro nos primeiros tempos em Alvalade).

Fixou-se então a titular nos anos seguintes, atingindo um ponto de grande destaque na equipa que conquistou o título em 2000. Nessa temporada Beto esteve a um nível altíssimo fazendo parelha com André Cruz. Em 2001/02 voltou a ser campeão, mas Laszlo Bölöni preferia a dupla Babb-André Cruz para o centro da defesa, pelo que jogou com mais frequência no lado direito. Na temporada seguinte viveu tempos difíceis, com muitas lesões, mas em 2003/04 voltou ao seu lugar de defesa-central – agora ao lado de Anderson Polga, o mesmo acontecendo com o técnico Peseiro, em 2004/05, temporada em que os leões estiveram perto de conseguir feitos gloriosos e acabaram por nada ganhar…

A sua última época em Alvalade foi a de 2005/06. Paulo Bento não era grande admirador do seu futebol e acabou saindo em Janeiro para o Bordéus (por 1 milhão de euros). O seu último jogo pelo leões aconteceu a 4 de Novembro de 2005 num Sporting-União de Leiria (2-1) para o Campeonato (e marcou aí, também, o seu último golo).

Totalizou 10 temporadas, 313 jogos e 26 golos na equipa leonina, pela qual ganhou 2 Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal e duas Supertaças. Tornou-se um “símbolo” do clube, cuja equipa capitaneou inúmeras vezes – um defesa-central com bom jogo de cabeça e dotado de boa técnica, aliando uma razoável pujança física (fundamental para o seu posto) com capacidade para sair a jogar (e por isso chegou, também, a alinhar no meio campo defensivo). Para além de tudo isto tinha um certo dom para fazer golos. Aliás, na História do Futebol leonino, e no que diz respeito aos defesas, só o brasileiro Lúcio conseguiu fazer mais golos.

Depois de Bordéus, passou ainda pelo Recreativo Huelva e Belenenses. No início de 2011 juntou-se ao UD Alzira da 2ª divisão espanhola e após a eleição de Godinho Lopes para a presidência do Sporting assumiu um cargo na estrutura do Futebol leonino relacionado com as relações exteriores – posto que abandonou em 2013 na presidência de Bruno de Carvalho. Em 2018 voltou ao staff leonino com a eleição de Frederico Varandas.

Foi internacional A (esteve nos Europeus de 2000 e 2004 e no Mundial de 2002) por 31 vezes (2 golos), para além de ter representado Portugal nos escalões mais jovens (4º nos Jogos Olímpicos de Atlanta 96 e 3º no Mundial de sub-20 em 1995).

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