Futebol – Benfica-2 Sporting-1

1ª mão da meia-final da Taça de Portugal. 3 dias depois de ter sido quase “trucidado” no Alvalade pelo Benfica, o Sporting deslocou-se ao terreno do mesmo adversário (perante cerca de 55.000 pessoas) para tentar mudar a péssima imagem que tinha deixado.

Marcel Kaiser fez algumas alterações no “onze”. Francisco Geraldes e Miguel Luís continuam de fora (vá-se lá saber porquê), mas desta vez Jovane (outro proscrito dos últimos tempos) até surgiu de início. De realçar ainda a reestreia de Tiago Ilori (vários anos depois) e a estreia absoluta do lateral-esquerdo Borja. A equipa: Renan (5); Bruno Gaspar (4), Coates (6), Tiago Ilori (3) e Borja (6); Gudelj (4), Wendel (5) – Bas Dost (3) 76 e Bruno Fernandes (8); Jovane (5) – Diaby (5) 71, Luiz Phyllipe (5) – Raphinha (1) 90 e Acuña (7).

Melhor sportinguista em campo – Bruno Fernandes.

Apesar da derrota, o Sporting não fez um mau jogo na Luz. A nossa equipa foi digna, esforçada, dividiu a partida com o adversário, não ficou a perder em termos de posse de bola ou tentativas de golo, mas foi menos incisiva da hora de concretizar. Wendel, por exemplo, teve duas oportunidades de “ouro” para marcar e desperdiçou ambas (o brasileiro nunca vai ser um grande jogador de futebol enquanto não conseguir ter uma muito maior percentagem de concretização).

Outro aspeto negativo foi a organização defensiva (não há maneira de Kaiser resolver esta situação que se arrasta desde que o holandês assumiu o comando da nossa equipa). Gudelj (um indiscutível) nem defende nem ataca com qualidade (é nitidamente um jogador sem nível para jogar no Sporting). Bruno Gaspar é limitadíssimo, Tiago Ilori (que vinha jogando no Reading – uma das equipas mais fracas do 2º escalão inglês) cometeu vários deslizes e para cúmulo fez um auto-golo… Valeram Coates e Borja (uma boa estreia).

O Benfica marcou cedo, por Gabriel, num lance em que ficou a sensação que Renan poderia ter feito algo mais (apesar da dificuldade da situação). Na 2ª parte veio o 2-0 por Ilori na própria baliza (mau posicionamento, displicência…). Valeu o golaço de livre direto de Bruno Fernandes já nos últimos 10 minutos, a deixar a eliminatória completamente em aberto.

Alias, e mais uma vez, Bruno Fernandes foi o “sol” desta equipa do Sporting. Aquele que para nós é atualmente o 2º melhor futebolista português a seguir a Cristiano Ronaldo fez mais uma exibição super-esforçada, nem sempre inspirada, mas ainda assim com grandes momentos.

Uma palavra ainda para Acuña. Deu tudo o que tinha e o que não tinha. Em termos exibicionais esteve num plano bem positivo, mas aquele feitio traz muitos problemas a ele próprio e à equipa. Ou muda, ou muda…

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