Com Vagner e Baltazar em destaque, suiços batidos sem apelo em Alvalade

6 de Março de 1974. Em jogo a contar para a 1ª mão dos 1/4 final da Taça das Taças (onde fazia uma bela carreira) o Sporting de Mário Lino recebeu os suíços do FC Zurich perante cerca de 50.000 pessoas que geraram um receita de 2.100 contos. Este foi o 62º jogo e a 29ª vitória do Sporting na Europa do Futebol. A equipa: Damas; Manaca, Bastos, Alhinho e Carlos Pereira; Vagner (cap), Nelson e Baltazar; Marinho, Yazalde e Chico.

A equipa helvética entrou em Alvalade com a firme disposição de defender o nulo. A fama de Yazalde já era grande na Europa – à sua conta andavam 2 suiços…, e o 0-0 manteve-se até ao intervalo apesar da equipa leonina porfiar no ataque causando grande desgaste ao adversário.

Na 2ª parte o Sporting foi brilhante, com um futebol rápido, imaginativo e eficaz. Aos 55 minutos surgiu o 1-0. Após uma falta sobre Vagner, o mesmo brasileiro picou a bola sobre a barreira e Nelson surgiu, oportuníssimo, a desviar para a baliza com um toque subtil. 2 minutos depois chegou o 2º numa excelente jogada de futebol corrido, com a bola a passar sucessivamente por Baltazar, Yazalde, Marinho, de novo Yazalde e Marinho a concluir. A 10 minutos do fim os leões construíram o 3-0 final num penalty cometido sobre Yazalde após um belo “slalom” do argentino. Ele próprio concretizou a grande penalidade.

A classe de Vagner e a fibra de Baltazar (os dois na foto) foram os principais destaques duma equipa que, 15 dias depois, empataria na Suiça (1-1), seguindo em frente na competição. O técnico Mário Lino afirmou no final ao jornal “A Bola”: “O Zurich só não nos surpreendeu porque estávamos bem prevenidos. A equpa suíça jogou muito bem taticamente e impressionou pela técnica dos seus jogadores. 1-0 já era bom, 2-0 ainda melhor, 3-0 é ótimo em relação à categoria do adversário. Quero dar os parabéns aos meus jogadores pelo espírito de camaradagem demonstrado mais uma vez. A defesa deles tapou-nos todos os caminhos para o golo, o que, aliás, eu já esperava que acontecesse, e foram perigosos no contra ataque”.

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