Um incrível Jovane no acesso à final da Taça da Liga!

20 de Janeiro de 2021. Leiria. Meia-final da Taça da Liga entre Sporting e FC Porto. Altura de pandemia. Ambas as equipas surgiram desfalcadas embora se esperasse que as ausências de Sérgio Oliveira, Otávio e Luiz Diaz tivessem mais impacto no Porto que as de Neto, Nuno Mendes e Sporar no Sporting.

A partida foi quase toda ela sensaborona e mal jogada de parte a parte. O Porto começou melhor e na 1ª parte esteve perto de marcar num remate ao poste de Marega. O Sporting teve um bom lance por Pote, mas o remate saiu perto da trave.

No 2º tempo o jogo continuou mau até o Porto marcar num lance extremamente feliz de Marega (79 minutos) que no meio de vários sportinguistas conseguiu fazer um remate aparentemente inofensivo mas que apanhou Adán em contrapé (ficou mal na “fotografia” o guardião sportinguista) e a bola entrou na baliza leonina.

As 4 substituições efetuadas por Rúben Amorim na parte final foram todas importantes. Todos os que entraram melhoraram o jogo da equipa, com destaque óbvio para Jovane, que fez o empate após uma falta ganha por Plata, um livre bombeado para área, corte de Mbemba e na quina da área, sobre a esquerda, Jovane ajeitou para um remate fantástico junto ao poste mais distante.

Aos 90 + 4 Coates ganhou uma bola na defesa, Pote abriu muito bem em Jovane que na meia-esquerda rematou colocado fazendo mais um belo golo. Era a vitória duma equipa que nunca desistiu!

Em suma, triunfo saborosíssimo numa exibição muito sofrível de parte a parte. Foi um jogo muito fraco no qual o Porto até esteve ligeiramente menos mal, mas o Sporting soube ser eficaz quando mais era preciso e “carimbar” assim o “passaporte” para a final. Lá seria preciso, com toda a certeza, estar muito melhor.

Individualmente, destaque positivo para Coates (sempre um “monstro” no centro na defesa), Pote a fazer pela vida no último terço ofensivo e claro, Jovane, que entrou para resolver com classe transbordante.

Pela negativa a inoperância de João Mário (tinha que jogar muito mais!) e também o jogo horrível de Nuno Santos (que até era até à altura, se não o principal, pelo menos um dos principais destaques da temporada). O extremo-esquerdo esteve macio, pareceu com falta de força e ambição, com quase todas as intervenções desastradas… Pedro Porro também não estava na sua melhor fase – já de há uns jogos ia evidenciando uma quebra de forma que urgia reverter…

Uma palavra final para os outros (para além de Jovane) que entraram na parte final. Tanto Matheus Nunes, como Daniel Bragança e Gonzalo Plata mudaram o jogo da equipa para melhor e tornaram possível esta reviravolta “deliciosa”.

A equipa: Adán; Gonçalo Inácio, Coates e Feddal; Pedro Porro, João Palhinha (Daniel Bragança 85), João Mário (Matheus Nunes 69) e Antunes (Gonzalo Plata 85); Pote, Tiago Tomás (Jovane 78) e Nuno Santos.

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