2021 – 3ª Taça da Liga de Futebol conquistada com sangue, suor e sorrisos!

23 de Janeiro de 2021. Estádio Municipal de Leiria. Perante um relvado muito pesado, sobre o qual caiu uma chuva forte e insistente na 1ª parte (na 2ª parte as condições melhoraram um pouco), o Sporting (que tinha derrotado na meia-final o FC Porto por 2-1 com”show” de Jovane) defrontou o Braga (que derrotara o Benfica pelo mesmo resultado).

Esperava-se uma partida extremamente competitiva de uma equipa muito jovem e em construção perante um adversário que estava talvez na sua melhor fase de sempre, composta por gente experiente e com “sede” de títulos.

O jogo começou muito “apertado” com ambas as equipa a darem tudo por tudo perante grandes dificuldades em jogar num relvado que em algumas zonas prendia a bola. Por isso Sporting jogou duma forma diferente do habitual, muito mais direta, sem arriscar aquela circulação de bola que lhe é típica, sem atrasos ao guarda-redes, sem trocas de bola na zona defensiva.

Os lances de perigo rareavam. Aos 33 minutos ambos os treinadores (Rúben Amorim e Carlos Carvalhal) foram expulsos por Tiago Martins. É óbvio que não sabemos com rigor os motivos que levaram a esta decisão do árbitro, no entanto, numa final, pareceu-nos uma decisão manifestamente exagerada.

Aos 42 minutos Al Musrati atingiu Palhinha. Gonçalo Inácio marcou abrindo muito bem na direita em Pedro Porro, que progrediu e rematou cruzado ao ângulo inferior contrário batendo sem remissão o guarda-redes Matheus – um belo golo!

Antes do intervalo, grande lance individual de Pote que obrigou o guardião contrário a uma boa defesa.

Na entrada para a 2ª parte Nuno Santos surgiu na equipa em vez de Jovane, e no Braga entrou Paulinho. O Braga surgiu a dar tudo por tudo e a tentar chegar á baliza do Sporting de toda a maneira e feitio. Os leões defendiam muito bem e saíam para o ataque de vez em quando. Aos 66 minutos Pote podia ter acabado com as dúvidas mas Matheus defendeu muito bem. Aos 71 Paulinho esgueirou-se muito bem na meia-esquerda e atirou um “míssil” na trave leonina (foi a grande oportunidade do Braga em todo o jogo). Aos 81 Matheus Nunes assistiu muito bem Sporar, que na “cara” do golo atirou de primeira para defesa por instinto de Matheus.

Tiago Martins deu 5 minutos de descontos, e ao 7º minuto, livre discutível para o Braga na lateral da área, com Adán a defender com categoria para canto – isto já depois do vermelho direto a Pote (supostamente por palavras ao árbitro).

O final chegou com uma grande vitória leonina numa partida muito equilibrada na 1ª parte e com mais Braga no 2º tempo, embora os “guerreiros”, jogando perto da área sportinguista, muito raramente tenham criado situações de golo iminente.

A equipa do Sporting foi extremamente solidária, criou mais oportunidades flagrantes de golo, foi lutadora ao mais alto nível e teve um Coates numa noite excecional (o uruguaio “limpou” praticamente tudo o que foi jogo aéreo na nossa área – e o Braga usou e abusou dessa estratégia para tentar fazer mossa). Pote também se destacou criando vários desequilíbrios em termos ofensivos. Adán deu total confiança, o miúdo Gonçalo Inácio esteve muito bem tal como Feddal. Porro foi decisivo, Palhinha esteve ao seu nível, João Mário cumpriu e Nuno Mendes também. Na frente, Tiago Tomás e Jovane lutaram quanto puderam perante condições bem adversas, assim como Nuno Santos no 2º tempo – no entanto, tal como frente ao Porto, o extremo nortenho mostrou que não estava no seu melhor momento. Matheus Nunes e Sporar integraram-se bem no trabalho coletivo.

A equipa: Adán; Gonçalo Inácio (Neto 89), Coates e Feddal; Pedro Porro, João Palhinha, João Mário (Matheus Nunes 67) e Nuno Mendes; Pote, Tiago Tomás (Sporar 59) e Jovane Cabral (Nuno Santos (46).

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