1996 – Triunfo fantástico na Supertaça de Futebol

30 de Abril de 1996. A Supertaça teve os seus 2 jogos logo no início da temporada, e depois de um 0-0 amorfo em Alvalade e um 2-2 emocionante nas Antas (em ambos os jogos ainda era Carlos Queiroz o técnico leonino), ficou para o final da temporada a partida decisiva, que se disputou em Paris, no Parque dos Príncipes. Octávio Machado escalou a seguinte equipa: Costinha; Luís Miguel, Naybet, Marco Aurélio e Nelson; Peixe (Yordanov), Vidigal e Afonso Martins (Paulo Alves); Pedro Barbosa (Carlos Xavier), Sá Pinto e Amunike.

O Sporting entrou na partida em grande estilo. Depois dum curto período de estudo mútuo os leões começaram aos poucos a ganhar prevalência. Aos 9 minutos Naybet, pela direita, abriu largo no flanco contrário em Amunike, que assistiu muito bem Sá Pinto, que com um toque precioso inaugurou o marcador.

O FC Porto procurou reagir, mas o Sporting concedia um domínio apenas aparente ao seu adversário que não se traduziu em qualquer oportunidade de golo – antes pelo contrário, pois aos 32 minutos Pedro Barbosa teve uma magnífica jogada não conseguindo, no entanto, bater Eriksson.

A 6 minutos do intervalo os leões aumentaram a contagem, de novo por Sá Pinto. Afonso Martins abriu largo em Vidigal, este rematou de cabeça, o guardião sueco do FC Porto defendeu para a frente e Sá Pinto de cabeça não perdoou.

Na 2ª parte o cariz da partida manteve-se, com um domínio aparente dos portistas e um controlo de jogo quase total por parte do Sporting, que jogou em toda a partida com grande personalidade e querer. Aos 87 minutos os leões fecharam a contagem. Vidigal foi derrubado na área por Eriksson e Carlos Xavier, na conversão da respetiva grande penalidade, enganou muito bem o seu antagonista, estabelecendo o 3-0 final.

No final, apesar de discreto como habitualmente, o presidente José Roquette estava notoriamente feliz: “Tinha uma enorme confiança no empenhamento, no brio e na classe dos jogadores do Sporting. Os meus sinceros parabéns a este maravilhoso grupo de trabalho”. Octávio Machado estava emocionado com tal demonstração de capacidade da sua equipa: “Em primeiro lugar quero dizer que esta Supertaça também pertence a Carlos Queiroz pois a escolha destes jogadores pertenceu-lhe por inteiro. Este foi um prémio para o seu talento. Estou muito feliz”. Para os milhares de emigrantes sportinguistas foi uma noite de grande festa, a equipa sportinguista vencera com todo o mérito mais uma competição nacional (a 3ª Supertaça da sua História).

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vídeo pós-jogo

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