Madjer

João Víctor Saraiva nasceu a 22 de Janeiro de 1977 em Luanda – Angola. Com apenas 5 meses de idade viajou para Lisboa.

Desde muito jovem que gostava muito de futebol. Tinha apenas 10 anos quando lhe puseram a alcunha de Madjer (que veio do famoso jogador do FC Porto, Rabah Madjer) devido à sua artística forma de jogar.

Teve uma passagem pelas camadas jovens do Estoril. Depois, um acidente de mota tirou-o dos relvados durante algum tempo. Tentou relançar a carreira no V. Guimarães, mas efetuou apenas 3 treinos e não ficou no plantel.
Pouco tempo depois partipou num torneio de Futebol de Praia e o treinador da Seleção portuguesa, João Barnabé, admirando a sua forma de jogar, convidou-o (tal como o seu amigo Carlos Xavier, que alinhava nessa equipa) para entrar no conjunto, mas não aceitou logo à primeira. Aliás, quando, algum tempo depois, Madjer começou no Futebol de Praia, não vislumbrava grande futuro para a modalidade. No entanto, desde logo começou a deslumbrar com a sua arte na areia: golos, remates fortíssimos e muitas acrobacias, destacando-se os pontapés de bicicleta.

Estreou-se pela Seleção Nacional em 1998, frente ao Chile, e marcou 2 golos, num jogo que Portugal venceu por 11-1. A sua prestação deixou a certeza de que iria ter um futuro brilhante como jogador de Futebol de Praia.

A aptidão para jogar na areia, os golos e os remates acrobáticos fizeram de Madjer uma figura ímpar no Futebol de Praia, o que lhe valeu inúmeros prémios de melhor jogador e melhor marcador em vários torneios, sendo de realçar que foi considerado por 5 vezes (2003, 2005, 2006, 2015 e 2016) o melhor jogador do Mundo da modalidade.

Na Seleção, Madjer foi fundamental e ajudou Portugal à vitória em muitas competições, com destaque para a medalha de ouro na Copa do Mundo de Futebol de Praia de 2001, na Costa do Sauípe, no Brasil, pelo Campeonato do Mundo em 2015 realizado em Espinho e pelo Mundial de 2019.

Conquistou também muitos prémios de melhor jogador e melhor marcador de vários torneios, devendo realçar-se o prémio de melhor jogador e melhor marcador, com 21 golos, na Copa do Mundo FIFA de Futebol de Areia de 2006, uma competição que foi organizada pela FIFA.

De todos os títulos que Madjer conquistou, o de campeão nacional pelo Sporting, em 2010, foi “o mais especial”: “É o clube do meu coração. Deu-me imenso orgulho. Ser campeão pelo nosso clube é um sentimento inesquecível”, afirmou o jogador, que também somou conquistas na Rússia, Turquia e até no Dubai!

Ao serviço do Sporting venceu 2 Campeonatos Nacionais (2010 e 2016), 1 Campeonato de Elite, 1 Campeonato Distrital e 1 Taça Nacional de Clubes.

Foi distinguido com o Prémio Stromp na categoria Mundial em 2015 e na categoria Europeu em 2019.

Em Fevereiro de 2020, após 22 anos de carreira, terminou a sua carreira. O Sporting Clube de Portugal despediu-se dele assim:
“Em Dezembro de 2019, Madjer disse adeus à Selecção Nacional após conquistar o seu terceiro Campeonato do Mundo. Em Fevereiro de 2020, o melhor jogador de Futebol de Praia da História – distinguido pela France Football – termina a sua carreira de Leão ao peito, despedindo-se de todos os sportinguistas.
Com um palmarés que fala por si, Madjer, ao longo da sua extensa carreira, foi 5 vezes melhor do Mundo FIFA; 4 vezes melhor da Europa; 3 vezes Campeão do Mundo; 5 vezes Campeão Europeu e 2 vezes Campeão Nacional pelo Sporting Clube de Portugal.
Enquanto Leão, o internacional português realizou 210 jogos e marcou 167 golos.
O Sporting Clube de Portugal deseja a Madjer as maiores felicidades pessoais e profissionais e manifesta o enorme orgulho em poder ter na sua História o melhor jogador de sempre de Futebol de Praia.
Como o próprio disse recentemente: “É muito bom ser considerado o melhor de sempre, mas é ainda melhor ser do Sporting Clube de Portugal”.
Obrigado por tudo, Campeão!”

As juras de amor foram retribuídas por Madjer, que em declarações ao Jornal do Sporting salientou o orgulho por terminar a carreira de verde e branco: “No Sporting não vesti só a camisola, também vesti o coração e, quando é assim, o sabor das derrotas e das vitórias também é diferente”. O ala explicou ainda o que o levou a tomar a decisão nessa altura: “Para além de fisicamente já não estar a 100% para acompanhar os ‘miúdos’, já me estava a preparar para terminar e queria terminar com um grande título”, referiu, reconhecendo algum amargo de boca “de não ter dado mais títulos ao Sporting”.

Post to Twitter

Deixe o seu comentário