Um clube em “estado de graça”

11 de Abril de 1913. Neste dia saiu um interessante artigo no jornal “O Século” que rezava assim: “Há clubes desportivos que marcam o seu progresso pelo desenvolvimento material, prosperidade associativa, aumento inscritivo de sócios e excelentes performances dos seus atletas. Nesse número de clubes fluorescentes deve contar-se o Sporting Clube de Portugal, cuja sede é na Alameda do Lumiar e cujas instalações são modelares, completas, higiénicas e apropriadas à execução do todos os sports de ar livre. O Sporting é mesmo aquele que tem melhores instalações, que compreendem courts de ténis, sala de hidroterapia, campos de futebol, um magnífico stand de tiro aos pombos, etc. Em Maio mais um melhoramento vai ser construído. Consiste num vasto rinque de patinagem construído em cimento e pelos melhores processos adoptados no estrangeiro, projectando a direcção do Sporting torná-lo num dos melhores de Lisboa. Paralelamente a esse modernismo de instalações, o Sporting possui também um núcleo de atletas que são campeões e se notabilizam em torneios onde se inscrevem. Nos Jogos Olímpicos Nacionais de 1912, os sócios do Sporting bateram um recorde ao ganharem todas as taças, que figuravam no programa dessa grande manifestação em atletismo. É em honra desses campeões olímpicos que se realiza amanhã uma festa. Serão distribuídos os prémios em sessão solene à qual assistem delegados da Sociedade Promotora de Educação Física Nacional”.

Presidiu à sessão Duarte Rodrigues (membro do Comité Olímpico), que elogiou o Sporting Clube de Portugal pelo muito que fazia em favor do desporto, enaltecendo os seus campeões. Finda a distribuição de prémios, foi oferecido a concorrentes e convidados um chá, tendo falado ainda Daniel Queirós dos Santos e José Alvalade (foto de arquivo). Foram levantados vários vivas à direção do clube, sócios e amigos.

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