Armando Manhiça – Central de grande envergadura física

Armando António dos Santos Manhiça nasceu a 12 de Abril de 1943 em Lourenço Marques – Moçambique. Começou por representar a Académica de Chamanculo e depois o Sporting de Lourenço Marques, antes de chegar ao Sporting Clube de Portugal para a temporada 1964/65.

Só se estreou  a 27 de Junho (com o técnico Armando Ferreira), no penúltimo jogo da época, em Alvalade, frente ao Vitória de Setúbal (1-1) para a Taça de Portugal. No ano seguinte não chegou a jogar qualquer partida oficial.

Em 1966/67, finalmente, começou a alinhar com alguma regularidade (13 presenças), como defesa-central. Na temporada seguinte, com Fernando Caiado, afirmou-se na equipa titular realizando 34 jogos, e fazendo dupla de centrais com o consagrado José Carlos. Coletivamente é que as coisas não correram muito bem, pois os leões perderam a liderança do Campeonato nas 3 derradeiras jornadas.

Em 1968/69 voltou a ser protagonista, sendo dos elementos mais utilizados da equipa. No entanto, na época seguinte, com o regresso de Caló (que estava emprestado ao União de Tomar), perdeu a titularidade, a ponto de não fazer uma única partida. Assim, acabou por sair – no Verão de 1970, para o FC Porto.  A sua última partida oficial de verde e branco aconteceu a 8 de Junho de 1969 em Alvalade frente à Académica (1-2) para a Taça de Portugal.

Esteve um total de 6 épocas no Sporting (se bem que em duas delas, 65/66 e 69/70, não tenha chegado a ser utilizado). Fez 82 jogos oficiais (não marcou golos) e não ganhou qualquer título. Deixou a imagem de um central com excelente pujança física, mas alguma irregularidade.

Na cidade invicta (onde permaneceu 4 anos) voltou a ser um jogador marcante, mas um dia teve a infelicidade de ser atingido, no automóvel onde seguia, por uns tordos de madeira que se soltaram duma camioneta de carga, ficando inutilizado para o futebol, onde foi por duas vezes internacional A (ambas ao serviço do Sporting).

Posteriormente regressou ao seu país, onde foi treinador, chegando até a selecionador da Guiné Bissau.

Devido a graves problemas de saúde que o foram acompanhando, o Núcleo Sportinguista de Moçambique e a Casa do FC Porto de Moçambique criaram um fundo de solidariedade para que fosse amparado. Ainda assim, morreu com apenas 66 anos, a 12 de Setembro de 2009.

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