Canário brilhou num triunfo suado no derby eterno

16 de Abril de 1950. Benfica e Sporting defrontaram-se no Estádio Nacional (casa emprestada ao Benfica), em jogo da 23ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol. A distância entre ambos era grande (6 pontos à maior para os encarnados), mas em jogo estava a honra de ambos emblemas em mais um derby apaixonante.

Sob o comando do húngaro Sándor Peics, os leões alinharam com: Azevedo; Octávio Barrosa e Juvenal; Canário, Passos e Veríssimo; Jesus Correia, Vasques, Martins, Travassos e Albano.

O início da partida foi tremendo, e tudo se decidiu na 1ª meia hora. Aos 8 minutos, de penalty, Rogério abriu o ativo para os da casa, mas 4 minutos depois Jesus Correia restabeleceu a igualdade. Aos 19 Martins pôs os verdes na frente, mas Júlio empatou aos 25. Finalmente, aos 30 minutos, Vasques fez o 3-2, que seria final, apesar da intensidade da partida e das várias oportunidades de parte a parte até final.

Canário foi considerado pela generalidade da crítica o melhor homem em campo. Segundo o jornal “A Bola”: “O médio leonino teve uma tarde em cheio. No início do jogo até levou uma bolada no estômago que o deixou inanimado e seria suficiente para tirar o fôlego a qualquer mortal, mas recompôs-se rapidamente e lutou do princípio ao fim com brio, saber, vontade e uma resistência que lhe permitiu estar em toda a parte e ser como que o eixo central de todo o trabalho da equipa”.

Com o triunfo, os sportinguistas reduziram para 4 pontos a diferença para o Benfica, mas, apesar de terem ganho os jogos que restavam, os leões não conseguiram o título. Aliás, foi a única vez que o falharam nos 8 Campeonatos realizados entre 1947 e 1954.

Na imagem, os capitães das equipas (o “leão” é Passos) e o árbitro Reis Santos.

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