Baltazar – Raça, polivalência e classe

Vítor Manuel de Jesus Gonçalves (conhecido no Futebol por Baltazar) nasceu a 13 de Maio de 1948 na Trafaria. Começou por alinhar no Costa da Caparica, passando depois pelo Seixal e finalmente pelo Atlético CP (onde começou a dar nas vistas) antes de chegar ao Sporting no Verão de 1973.

Estreou-se oficialmente (com o técnico Mário Lino) a 9 de Setembro, em Setúbal (0-1) na 1ª jornada do Campeonato. Marcou o 1º golo (bisou) a 17 de Fevereiro numa receção ao  Oriental (8-0). Logo nessa 1ª temporada mereceu a confiança do treinador sportinguista, alinhando normalmente sobre a esquerda do meio campo. No final festejou a “dobradinha”.

Nas temporadas que se seguiram foi uma presença assídua na equipa, fruto do seu voluntarismo, classe e polivalência. Verdadeiro jogador de equipa, mas também com ótimos recursos técnico-táticos, só nas duas últimas épocas em Alvalade passou a ser normalmente suplente, ainda assim com numerosas presenças na equipa.

Para além dos títulos que ganhou, e de inúmeras grandes exibições, uma partida ficou marcada na carreira de Baltazar pelo Sporting – disputou-se nas Antas a 19 de Outubro de 1975. Nesse jogo (perante intenso nevoeiro) os leões foram vítimas de um golo em claro fora-de-jogo  e de outro marcado por um “apanha-bolas”. No entanto, mesmo em inferioridade numérica, os sportinguistas tiveram arte e engenho para ganhar a contenda, tendo o golo decisivo, o 3-2, sido marcado por Baltasar com uma cabeçada fulminante após canto de Marinho.

A 1 de Julho de 1979 jogou pela última vez de leão ao peito, na finalíssima da Taça de Portugal frente ao Boavista (0-1). Marcara pela última vez na época anterior (15 de Abril de 1978), num triunfo por 2-1 sobre o Riopele.

Fez um total de 6 épocas e 130 jogos oficiais pelo Sporting, tendo apontado 11 golos. Ganhou 1 Campeonato Nacional e duas Taças de Portugal. Em 1976 ganhou o Prémio Stromp na categoria “Atleta Profissional”.

Do Sporting mudou-se para o Belenenses (onde fez várias épocas em bom nível). Mais tarde passou ainda por Vizela, Lixa e Valonguense. Depois tornou-se treinador, onde, como principal destaque, contribuiu para a subida à 2ª divisão do Lusitânia de Angra do Heroísmo.

Foi uma vez internacional A (ao serviço do Sporting).

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