Reviravolta heróica frente ao Porto, para a Taça de Portugal

8 de Junho de 1952. Foi titânica a luta entre Sporting e FC Porto nas meias-finais da Taça de Portugal. O 1º jogo (uma semana antes) marcou a estreia em jogos oficiais do Estádio das Antas. Talvez motivados pelo facto, os portistas conseguiram uma importante vitória por 2-0. No entanto a história estava longe de estar resolvida.

Nesta tarde, no Lumiar, houve direito a mais um encontro (e dramático!). Recém campeões nacionais (conseguindo o bi-Campeonato), os leões (orientados por Randolph Galloway) alinharam com: Carlos Gomes; Amaro e Joaquim Pacheco; Veríssimo, Passos e Juca; Pacheco Nobre, Vasques, Martins, Travassos e Albano.

Aos 3 minutos de jogo já os portistas venciam por 2-0 (golos de Diamantino e Carlos Vieira), o que acumulando aos 2 golos de vantagem no jogo da 1ª mão conferia um confortabilíssimo avanço de 4 golos aos nortenhos. O que não se esperaria (ou talvez se esperasse, porque estes leões eram capazes de tudo) era a reação do Sporting. Aos 23 Bibelino marcou na própria baliza, depois Travassos empatou o jogo. Entretanto as equipas ficaram 10 para 10 com as expulsões de Vasques e Correia. Com um querer e uma garra assinaláveis os sportinguistas insistiram e Albano fez o 3-2 aos 71 minutos. O “pequeno” extremo (foto de arquivo) tornou-se o verdadeiro herói da tarde ao fazer o 4-2 final, que igualou a eliminatória, em cima dos 90 minutos.

Os portistas Barrigana, Pinto Vieira, Bibelino e Monteiro da Costa ficaram em “estado de choque”, como que fulminados pelos acontecimentos… Havia pois que desempatar, e Coimbra foi o local escolhido, para daí a 3 dias. A História voltaria a ser apaixonante!

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