Tomé – Um “sadino” com sucesso em Alvalade

Fernando Massano Tomé nasceu a 10 de Julho de 1947 no Porto. Ainda muito jovem foi para Setúbal, e no clube local se iniciou na prática do futebol. Com apenas 18 anos chegou à equipa principal do Vitória onde ganhou uma Taça de Portugal (1968) e chegou por duas vezes (as suas únicas internacionalizações) à Seleção Nacional.

Chegou ao Sporting no Verão de 1970 (indicado pelo antigo avançado leonino Figueiredo) por 2.000 contos. Estreou-se oficialmente a 13 de Setembro de 1970 (com o técnico Fernando Vaz) no Barreiro (triunfo por 3-0) em jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional. A 30 do mesmo mês marcou pela 1ª vez, em Malta frente ao Floriana, para a Taça dos Campeões Europeus (4-0). Logo nessa 1ª temporada “pegou de estaca” no meio-campo da turma leonina realizando 35 jogos e marcando 10 golos (a sua temporada mais produtiva). No último jogo da época contribuiu para o triunfo na Taça de Portugal com 4-1 ao Benfica.

Nas temporadas que se seguiram voltou a ser um elemento de grande importância na manobra da equipa sportinguista. Em 1972/73 conquistou a Taça de Portugal, conseguindo o seu único título de campeão nacional no ano seguinte (a que juntou mais uma Taça), curiosamente, numa temporada em que jogou com menor frequência (16 partidas).

Depois de 5 anos a jogar no meio-campo foi, em 1975/76 (a sua última época no Sporting), mais utilizado como defesa direito – uma inovação do técnico Juca. Alinhou pela última vez oficialmente a 30 de Maio de 1976, na última jornada do Campeonato (derrota no Bessa por 3-1). O último golo marcara-o já na época anterior, a 5 de Abril de 1975, num Académico de Coimbra-Sporting (1-4) para a Taça de Portugal.

Esteve um total de 6 épocas no Sporting tendo realizado 130 jogos oficiais e marcado 18 golos. Ganhou 1 Campeonato Nacional e 3 Taças de Portugal. Deixou uma excelente imagem em Alvalade, de centrocampista completo, com boa capacidade de passe e grande voluntariedade.

Depois de sair do Sporting (após uma “revolução” promovida pelo presidente João Rocha) regressou ao “seu” Vitória de Setúbal onde permaneceu mais 2 anos. Jogou ainda 3 temporadas na União de Leiria onde chegou a ser campeão nacional da 2ª divisão (1981) – no ano anterior não conseguira evitar a descida como jogador-treinador. Encerrou aí a carreira, “abraçando” depois um percurso como treinador em clubes como o Penafiel e o Vitória de Setúbal, onde desempenhou também importante papel nas camadas jovens (setor por onde também passou no Sporting).

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