1975 – 3ª Taça de Portugal para o Andebol, com Carlos Silva e João Manuel em foco

12 de Julho de 1975. Nesse dia, no Pavilhão dos Desportos em Lisboa, o Sporting obteve uma vitória difícil mas merecida por 20-18 frente ao Benfica na final da Taça de Portugal de Andebol. Os leões conseguiram a sua 3ª vitória na competição,

A equipa verde e branca começou a partida de forma fulgurante chegando a 8-2! João Manuel (um caso sério nos remates em suspensão) marcava golos em série, mas pouco a pouco os benfiquistas foram-se aproximando. Ainda assim o intervalo chegou com 14-10 para o Sporting.

A certa altura da 2ª parte surgiu o caso do jogo quando o benfiquista Franco agrediu Brito a soco. O público afeto ao Sporting reagiu tentando vingar-se do jogador da equipa adversária cujo técnico, e muito bem, não o voltou a pôr em campo e o jogo esteve interrompido alguns minutos para que Brito fosse assistido. Os dirigentes e seccionistas do Sporting iam, no entretanto, tentando acalmar o público.

Nos últimos minutos o Benfica conseguiu aproximar-se, acabando a margem final de 2 golos por ser enganadora face à superioridade patenteada pelos leões durante toda a partida.

O guarda-redes Carlos Silva fez uma exibição extraordinária tal como Sacadura. João Manuel mostrou grande facilidade de remate e o capitão Brito “orientou” sempre muito bem a equipa.

Mesmo sem poder contar com 3 dos seus principais elementos (Manuel Marques, Carlos Correia e Alfredo Pinheiro) os leões (orientados por Matos Moura) obtiveram um valoroso triunfo. Alinharam: Carlos Silva, Perrolas (1), Sacadura (1), João Manuel (8), Fernando Jorge (2), Adão (1), Brito (2) e Vasconcelos (5).

Carlos Silva afirmou no final: “O Sporting ganhou bem, e eu estive muito feliz”. No Jornal “Sporting” que se seguiu o vice-presidente Nunes dos Santos escreveu uma mensagem de felicitações aos vencedores a toda a largura da 1ª página enaltecendo a forma como Matos Moura conduzia o grupo e o espírito coletivo com que este encarou a final: “Quando, antes de abandonarem a cabina, os andebolistas se deram as mãos para um voto final de vitória era um pacto que se firmava entre homens de rija têmpera, facto que provocou em todos os presentes um frémito de emoção”.

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