Pedro Martins – Consistente e pendular

Pedro Rui Mota Vieira Martins nasceu a 17 de Julho de 1970 em Santa Maria da Feira. Começou por jogar no clube da sua terra (inclusivamente com uma passagem pela 1ª divisão, em 1989/90). De início era ponta de lança mas com o tempo foi recuando no terreno. Uma época de grande nível no Vitória de Guimarães despertou a cobiça leonina.

Chegou ao Sporting (em simultâneo com Pedro Barbosa) no Verão de 1995. Estreou-se oficialmente (com Carlos Queiroz) a 6 de Agosto numa receção ao FC Porto para a Supertaça (0-0). Marcou pela 1ª vez a 26 de Novembro, num Sporting-Estrela da Amadora (6-2) a contar para o Campeonato Nacional. Nessa 1ª temporada no clube, e apesar das várias mudanças técnicas (Queiroz, Fernando Mendes e Octávio Machado), manteve-se em lugar de destaque (37 presenças), conquistando uma posição no miolo do terreno ao lado de Oceano.

Na época seguinte a situação manteve-se (32 jogos). Tanto Robert Waseige como Octávio raramente abdicaram deste futebolista pendular que dava consistência ao meio-campo sportinguista.

1997/98 foi a sua última época de “leão ao peito”. Manteve-se na bitola habitual, jogando com regularidade (35 partidas) e nunca comprometendo. Ainda assim as suas prestações foram insuficientes para evitar a dispensa no final da temporada, numa altura em que o plantel leonino sofreu inúmeras mudanças com a chegada do técnico Mirko Jozic. Jogou pela última vez a 17 de Maio de 1998, em Braga, na última jornada do Campeonato (derrota por 2-0).

Esteve um total de 3 épocas no Sporting alinhando em 104 jogos oficiais (2 golos marcados). Ganhou uma Supertaça. Deixou a imagem dum jogador muito regular, como quem sempre se pôde contar, mas que, por outro lado, raramente sobressaía não conseguindo fazer a diferença. Ainda assim pode considerar-se como positiva a sua carreira de verde e branco vestido.

Prosseguiu o seu percurso no Boavista, passando depois por Santa Clara e Alverca (onde “pendurou as botas” no final de 2003/04). Mais tarde tornou-se treinador adjunto de José Couceiro (no Porto e Belenenses), assumindo posteriormente o cargo de técnico principal (tem feito uma carreira em crescendo), tendo já passado por clubes como União de Lamas, Lusitânia de Lourosa, Sporting de Espinho, Marítimo B , Marítimo, Rio Ave, Vitória de Guimarães e Olympiakos.

Foi uma vez internacional A (numa altura em que jogava no Sporting).

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