1976 – Campeões Nacionais de Basquetebol, contra a vontade da Federação…

21 de Julho de 1976. Ao vencer o Sangalhos por 92-82 na finalíssima disputada na Marinha Grande, o Sporting sagrou-se Campeão Nacional de Basquetebol pela 5ª vez.

Esta finalíssima disputou-se alguns dias depois da final, na qual o Sporting vencia por 61-45 a 12m52s do fim, mas uma tabela se partiu aquando dum lançamento do jogador do Sangalhos William Warner. Ainda houve quem fosse buscar outra a Leiria, tendo chegado uma hora e meia depois, mas as tabelas com que se jogava eram de fibra de vidro e esta era de madeira. O Sporting protestou pela situação, mas o jogo (estranhamente) teve mesmo de se repetir na íntegra.

O encontro decisivo disputou-se no Pavilhão Gimnodesportivo da Embra, com muitos sportinguistas na assistência. O Sporting entrou de rompante e chegou a 8-0. Os leões deram a sensação de pretender repor a diferença de que foram injustamente privados perante o entusiasmo duma multidão de adeptos – bem superior à que compareceu na final. Ainda na 1ª parte o Sporting chegou a 37-21, os 16 pontos estavam “reparados” e a multidão sportinguista incitava ironicamente: “Partam a tabela! Partam a tabela!”.
O jogo, porém, estava longe do fim e o Sangalhos, com o capitão Hilário e o norte-americano Bill em bom nível, não se dava facilmente por derrotado. O Sporting chegou com a vantagem de 53-41 ao intervalo. Os leões fizeram uma ótima 1ª parte, com um belo aproveitamento dos lançamentos de meia distância. A equipa “carburou” muito bem, funcionando como um todo homogéneo. Ambas as equipas defenderam individualmente, mas os bairradinos nunca conseguiram segurar Nélson Serra, Albuquerque ou José Carlos, qualquer deles em noite de grande inspiração.

Na 2ª parte o Sangalhos atuou com mais velocidade e determinação, conseguindo reduzir a certa altura para 63-66, culminando um período de desconcentração e numerosos lançamentos falhados pelos leões. Então, a “mão certa” de Manuel Sobreiro e a classe de Nelson Serra afastaram o perigo, retiraram moral aos bairradinos e, no final, o imparável José Carlos encerrou a conta com 92-82.

Fizera-se justiça. Os sportinguistas invadiram o recinto dando largas à sua grande euforia contrastando com o ar sisudo facilmente identificável nos dirigentes federativos que cumpriram a obrigação de entregar o troféu aos novos campeões nacionais.

Sem norte-americanos – que já começavam a proliferar no Basquetebol português, a equipa do Sporting fez História pela sua eficácia, espírito coletivo e classe. Entusiasmava não apenas os sportinguistas mas quem gostava de Basquetebol.

A turma leonina presente nesta conquista: Ventura, Nélson Serra (16), Roque, Carlos Sousa, Tó Mané, Manuel Sobreiro (13), Rui Pinheiro (8), Mário Albuquerque (13), José Carlos (26) e Quim Neves (16).

Na foto, uma das equipas leoninas nesta temporada (de cima para baixo e da esquerda para a direita): Rui Pinheiro, Hélder, Quim Neves, Encarnação e Mário Albuquerque; Tó Mané, Nélson Serra, Sobreiro, Carlos Sousa e Carlos Lisboa (ainda junior).

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