Jaime Pacheco – Um “patrão” trabalhador

Jaime Moreira Pacheco nasceu a 22 de Julho de 1958 em Paredes. Começou a jogar no Rebordosa, dando depois nas vistas no Aliados de Lordelo, onde despertou a cobiça do FC Porto. Nas Antas ficou 6 anos com alguns sucessos colectivos.

Chegou ao Sporting (com o seu companheiro Sousa) no Verão de 1984 proveniente do FC Porto (por 30.000 contos), numa investida do presidente João Rocha sobre o clube de Pinto da Costa, que se “vingou” contratando Paulo Futre.

Estreou-se oficialmente (com John Toshack) a 2 de Setembro, em Coimbra, num triunfo por 3-2 sobre a Académica para a 2ª jornada do Campeonato. Marcou pela 1ª vez a 19 de Setembro numa receção ao Auxerre (2-0) para a Taça UEFA. Nessa 1ª temporada não foi um titular indiscutivel (até porque esteve muito tempo lesionado), num meio campo fabuloso que tinha homens como Oceano, Litos, Lito, Oliveira, Kostov, Sousa e Romeu. Ainda assim alinhou em 19 jogos apontando 4 golos.

Em 1985/86, com Manuel José, aí sim, foi o verdadeiro “patrão” da equipa. Jogou quase sempre (39 presenças – só Damas e Manuel Fernandes jogaram mais) mas não marcou qualquer golo. No final da temporada acabou por regressar ao Porto (o Sporting não teve capacidade financeira para lhe renovar o contrato). Jogou pela última vez de “leão ao peito”a 20 de Abril de 1986, num Sporting-Salgueiros (2-1) para a última jornada do Campeonato Nacional.

Esteve um total de duas épocas no Sporting, alinhando em 58 jogos oficiais e marcando 4 golos. Foi um dos futebolistas de qualidade que passaram pelo clube no tão falado “jejum” de 17 anos. Com uma voluntariedade enorme (nunca parava durante os 90 minutos), tinha uma boa capacidade de passe (curto e longo), visão de jogo e técnica.

Depois de regressar à “Invicta” esteve lá mais 3 anos, ganhando tudo o que havia para ganhar. Passou ainda por Vitória de Setúbal (com sucesso), Paços de Ferreira (onde chegou a acumular as funções de jogador e treinador), Braga, Rio Ave e Paredes (onde terminou a carreira).

Encetou depois um percurso de treinador (no União de Lamas), chegando rapidamente ao Vitória de Guimarães (onde realizou um trabalho notável). Mais tarde foi para o Boavista, onde conseguiu o histórico título de 2001. Rumou depois a Maiorca, regressou ao Boavista e passou ainda por Vitória de Guimarães e Belenenses. A sua trajectória conheceu depois outros caminhos, no estrangeiro (Arábia Saudita e China). Reconhecidamente um bom treinador, é no entanto acusado de formar equipas demasiado rudes, muito faltosas, e nas quais as capacidades físicas imperam acima de tudo.

Foi 25 vezes internacional A (13 enquanto jogador do Sporting), tendo marcado presença no Europeu de 1984 e no Mundial de 1986.

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