1973 – 11º triunfo coletivo na Volta a Portugal, mas doping voltou a ensombrar Agostinho

19 de Agosto de 1973. Nesse dia terminou mais uma edição da Volta a Portugal em bicicleta. Joaquim Agostinho venceu com total autoridade e mais de 17 minutos de vantagem de Jesus Manzaquene, mas a História repetiu-se e o triunfo do leão foi anulado… A equipa sportinguista alardeou uma superioridade impressionante, triunfando coletivamente com mais de 40 minutos (!) de avanço do Messias. Individualmente as classificações: Vítor Rocha (8º), António Marçalo (12º), Leonel Miranda (13º), João Curto (25º), Francisco Miranda (27º), Manuel Luís (31º), Emiliano Dionísio (40º).

O pior estava reservado para o fim. A ingenuidade de Agostinho levou-o a tomar um medicamento que continha uma substância proibida pela União Ciclística Internacional, pelo que foi desclassificado. A 5ª vitória consecutiva do ciclista na Volta não contou, tal como tinha acontecido 4 anos antes. Assim, para o seu palmarés, fica o registo de 3 triunfos na mais prestigiada prova nacional.

De realçar ainda que, cerca de 1 mês antes, Joaquim Agostinho sagrou-se campeão nacional de fundo pela 6ª vez consecutiva! Para os 256km da prova, o ciclista leonino gastou 7h06m31s a uma média de 36,012km/h. O leão dominou como quis, tendo deixado o 2º classificado, Herculano Oliveira do Sangalhos, a mais de 3 minutos.

Ainda nesta temporada, na qual o Ciclismo sportinguista era fortíssimo, Firmino Bernardino venceu o “Lisboa-Algarve” derrotando ao sprint o benfiquista Venceslau Fernandes. Emiliano Dionísio também esteve em foco ao vencer o 16º Circuito de Rio Maior (triunfo colectivo do Sporting), o 3º Circuito da Serra de Tomar (mais um triunfo coletivo leonino) e o Regional de pista (que também foi arrebatado pelo Sporting).

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