Em honra de Carlos Sobral

22 de Dezembro de 1929. O Sporting conquistou o seu único troféu duma época sem grandes motivos de regozijo no Futebol. A chamada Taça Carlos Sobral, disputada entre Sporting e Belenenses (Campeão de Lisboa e de Portugal) tinha consigo um sentimento de grande emoção. Sobral (que chegou a jogar pelo Sporting em 1911/12) fora um dos fundadores dos azuis e o seu primeiro capitão-geral. Corajoso e destemido, como sempre fora dentro do campo, dedicou-se à caça do leão em África após o abandono do Futebol, até que um dia morreu despedaçado por um exemplar do rei da selva que não conseguira dominar…

Outro facto que enalteceu a pertinência do jogo foi a vitória (tremendamente feliz e com uma mãozinha da arbitragem, pois o penalty que deu a vitória foi muito forçado) dos azuis sobre os leões em pleno Campo Grande uma semana antes, que havia destronado os sportinguistas do comando do Regional lisboeta

Sob o comando de Charles Bell o Sporting alinhou com: Cipriano; Martinho e Jorge Vieira; Varela, Serra e Moura (a última conquista da sua vida pelo futebol sportinguista) e Matias; Abrantes Mendes, Fernando Ferreira, Rogério, Abelhinha e Armando Marques.

O Sporting fez uma 1ª parte de grande qualidade, desperdiçando inúmeras oportunidades de golo. Ainda assim os leões conseguiram chegar ao descanso com uma vantagem mínima, obra de Abrantes Mendes (foto).

O novo “doutor” aumentou a contagem ao quarto-de-hora do 2º tempo e só aí os azuis conseguiram esboçar e mesmo concretizar uma reação com um “bico” fortíssimo de Pepe.

Até final ambas as equipas podiam ter marcado, mas o 2-1 final foi escasso para a predominância leonina.

Abrantes Mendes, Serra e Moura e Cipriano foram os melhores elementos do 11 sportinguista numa vitória que foi “uma questão de honra”.

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Comments (1)

 

  1. marcos says:

    Ainda bem que morreu, caçadores tem que morrer, imbecis.

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