Bom início de época com 7º triunfo na Taça de Honra da AFL

5 de Setembro de 1965. Começou bem a época para o Futebol do Sporting com a conquista (pela 7ª vez) da Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Depois de bater o Torreense por 2-1 (golos de Osvaldo Silva e Rudolfo Seminário), os leões defrontaram na final o Benfica. A partida disputou-se no Estádio do Restelo, tendo os leões alinhado com: Carvalho; Lino, Alfredo, Dani e Hilário; Ferreira Pinto e Peres; Osvaldo Silva, Carlitos, Lourenço e Oliveira Duarte.

Este jogo teve a curiosidade de fazer defrontarem-se pela 1ª vez os irmãos José Ferreira Pinto (pelo Benfica) e Fernando Ferreira Pinto (pelo Sporting). Os leões levaram a partida mais a sério fazendo alinhar, ao contrário do seu rival, uma equipa muito próxima daquela que se calcularia ser a base da temporada.

Durante todo o 1º tempo o Sporting pareceu acusar muito a responsabilidade de ter a “obrigação” de ganhar perante uma equipa desfalcada, e às poucas jogadas de perigo que criou faltou convicção na hora do remate. Os leões até estavam a favor do vento, mas afunilaram muito o jogo criando dificuldades a eles próprios, ainda por cima com o abuso do passe comprido.

Aos 37 minutos surgiu um aspeto importante da partida, com uma carga violenta de Alfredo sobre Nélson que o impossibilitou e fez o Benfica jogar o tempo restante apenas com 10 homens. Ainda assim, foi no último fôlego da 1ª parte que as águias inauguraram o marcador. A centro de Ferreira Pinto, Pedras elevou-se completamente à vontade, fazendo o golo.

A surpresa não durou muito tempo, pois na 2ª parte o Sporting melhorou muito e teve momentos de futebol muito bem jogado, inspirado na categoria de Peres, um ex-Belenenses. Oliveira Duarte e Lino estiveram muito bem, assim como os defesas Hilário e Dani. Perto dos 60 minutos os verde e brancos chegaram ao empate. Do centro do meio-campo benfiquista Peres cruzou para o lado direito onde Jacinto conseguiu afastar com dificuldades a bola da sua área. Surgiu então o leão Ferreira Pinto, em corrida, a fazer um remate portentoso de força e colocação para dentro da baliza de Melo.

O Sporting criou neste período diversas oportunidades, mas Lourenço esteve desinspirado, Carlitos e Osvaldo Silva com pouco ritmo de jogo. A 3 minutos do final do prolongamento o Sporting chegou à vitória através dum estupendo remate de Peres de fora da área.

Peres foi mesmo a grande figura da equipa leonina, jogando, fazendo jogar e prometendo muito para a temporada que agora começava. No final os leões estavam satisfeitos pela conquista do troféu. Na opinião do Arq. Anselmo Fernandez (o treinador): “Nunca desconsideramos o público do futebol (aludindo ao facto de o Benfica ter apresentado uma equipa de recurso). Sobre o jogo acho que a vitória assenta bem à nossa equipa”. Para Juca (adjunto) a vitória também “não teve discussão possível, fomos sempre superiores em todos os aspetos”.

Foto: A equipa com o troféu conquistado.

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