Géo a brilhar e 3-0 ao Benfica na conquista da Taça de Honra da AFL

10 de Setembro de 1961. Tinha sido em 1947 que o Sporting havia conquistado a sua última Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Verdade se diga que pouquíssimas vezes a competição se voltou a realizar, mas dando seguimento a um início de época muito favorável, o Sporting voltou a conquistar o torneio, 14 anos depois.

O 1º jogo da competição realizou-se a 31 de Agosto, frente ao Belenenses. Com o golo solitário do “miúdo” Serranito (por essa altura uma grande esperança do futebol leonino), o Sporting foi apurado para a final a disputar com o Benfica.

O encontro decisivo disputou-se no Jamor nesse 10 de Setembro de 1961, tendo o Sporting (sob o comando de Otto Glória) alinhado com: Carvalho; Lino e Hilário; Péridis, Morato e Lúcio; Hugo, Serranito, Figueiredo, Géo e Morais.

Ainda não havia 1 minuto de jogo quando, sobre o centro do terreno, Géo recebeu um passe, e apesar de estar muito longe da baliza procurou “ser feliz”. O remate saiu forte e certeiro, mesmo ao ângulo superior direito da baliza encarnada, e Costa Pereira nada pôde fazer… Um golão.

O intervalo chegou com 1-0 para o Sporting, resultado lógico face ao desenrolar da partida. Os leões entraram para a 2ª parte mantendo o domínio de jogo, e aos 73 minutos, após receber mais um passe curto, agora ligeiramente descaído para a direita, Géo correu de forma fulgurante e aplicou um “missíl” rasteiro e letal, aumentando a contagem.

A 6 minutos do fim, o jovem Serranito obteve o justo prémio pela sua prometedora atuação ao marcar o último golo da partida, após receber um lançamento em profundidade, e esgueirando-se muito bem aos defesas benfiquistas. À entrada da grande-área rematou pela certa e marcou – estava feito o 3-0 final.

No jornal “A Bola”, escreveu-se que: “Os campeões europeus foram vencidos e ridicularizados”. Serranito parecia ser uma “estrela” a despontar, enquanto Péridis e Géo foram os melhores numa equipa esclarecida. No final, na cabina do Sporting, viveu-se um clima de alegria contida. Géo referiu, acerca do seu magnífico 1º golo: “Sempre fiz destes golos no Brasil. O Benfica tem um bom quadro, mas o nosso também tem jeito”.

O Sporting não fez uma exibição espantosa mas a sua defesa mostrou-se muito firme, sem situações de apuro, e a qualidade foi infinitamente superior à do Benfica. Apesar de não apresentar reforços de monta, com exceção de Carlos Gomes (que após mais problemas disciplinares nem chegou a alinhar no Campeonato Nacional), a equipa do Sporting parecia consolidada em relação à época anterior, prometendo um regresso aos tempos de glória.

Foto (de arquivo): Géo, a grande figura do Sporting no 5º triunfo na Taça de Honra da AFL.

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