André Cruz – Classe, tranquilidade e um dom especial para marcar livres-diretos

André Alves da Cruz nasceu a 20 de Setembro de 1968 em Piracicaba – Brasil. Foi no Ponte Preta que se começou a notabilizar. Em 1988 foi vice-Campeão Olímpico pelo seu país e no ano seguinte ganhou a Copa América. Em 1990 passou para o Flamengo onde conquistou a Copa do Brasil.

Chegou à Europa no Verão desse ano rumo ao Standard Liège onde permaneceu 4 anos e ganhou uma Taça da Bélgica. Mais tarde alinhou no Nápoles e no AC Milan (onde se sagrou Campeão italiano em 1999). Passou depois de novo pelo Standard e ainda esteve no Torino antes de chegar ao Sporting no “mercado de Inverno” de 1999/2000, onde teve de imediato um papel preponderante no aumento qualitativo da equipa.

Estreou-se oficialmente (com o treinador Augusto Inácio) a 9 de Janeiro num empate na Luz sem golos e marcou o 1º golo a 26 do mesmo mês, também na Luz, num triunfo por 3-1 para a Taça de Portugal.

Rapidamente ganhou o lugar de indiscutível na equipa fazendo parceria com Beto no centro da defesa. No final da temporada o Sporting foi Campeão Nacional (18 anos depois) e o brasileiro contabilizou 23 jogos e 5 golos (1 na partida decisiva para o assumir da liderança  – frente ao Porto, e 2 no jogo fundamental em Vidal Pinheiro).

A temporada seguinte foi agitada mas o experiente central manteve a bitola. Foi o 2º mais utilizado da equipa, a seguir a Acosta (45 jogos e 4 golos), mas coletivamente só conseguiu ganhar a Supertaça.

2001/02 foi a sua última temporada de verde e branco. Aos 33 anos compensava alguma falta de velocidade com um sentido posicional apreciável. Jogou mais 37 vezes (6 golos) e ganhou o Campeonato e a Taça de Portugal. Alinhou pela última vez a 12 de Maio de 2002 na final da Taça ganha ao Leixões por 1-0. Marcara o golo derradeiro a 7 de Abril, num triunfo por 4-0 sobre o Marítimo.

Assim, esteve um total de 3 temporadas no Sporting. Realizou 105 jogos oficiais e marcou 15 golos. Ganhou 2 Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Ficou para a História como, muito provavelmente, o melhor marcador de livres-diretos de sempre do clube. Na memória dos sportinguistas ficou para sempre a forma como se posicionava com rigor para os bater, a maneira como alternava o olhar entre a bola e a baliza e a precisão com que chutava. Foi um defesa-central muito tranquilo, com excelente sentido posicional – um verdadeiro craque.

Depois do Sporting ainda jogou no Goiás e Internacional (onde foi Campeão gaúcho). Terminou a carreira em 2004.

Foi 33 vezes internacional A pelo Brasil (1 golo) e um dos raros futebolistas internacionais em todos os escalões.

O seu ídolo no Futebol foi Zico, e para além do Brasil adora a Itália. Em toda a sua brilhante carreira a maior frustração foi não ter conseguido ser Campeão do Mundo pelo seu país.

Regressou a Portugal na festa de homenagem a Yordanov e depois na apresentação do plantel do Sporting para a temporada 2011/12. Mais recentemente voltou a estar entre nós por fazer parte (como candidato a diretor-desportivo) da lista de João Benedito à presidência do clube nas eleições de 2018 – lista que ficou em 2º lugar com mais votantes mas menos votos que a vencedora (Frederico Varandas).

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