Galaz – Excelente porte físico e muita fiabilidade

José João Galaz de Abreu Pimenta nasceu a 4 de Outubro de 1931 em Lagos. Começou a jogar futebol muito cedo num clube de Lagos denominado Faísca (como avançado). Com um físico imponente, rapidamente passou para os juniores do Portimonense (onde alinhou normalmente como interior) e depois destacou-se enormemente no Vitória de Setúbal onde despertou a cobiça do Sporting.

Chegou a Alvalade no defeso de 1953. Estreou-se oficialmente (com o treinador Álvaro Cardoso)  a 18 de Outubro num empate na Covilhã a duas bolas para a 3ª jornada do Campeonato Nacional. Marcou pela 1ª vez a 6 de Dezembro num Sporting-Boavista (2-1). Logo nessa 1ª temporada, apesar de ainda ser bastante jovem, ganhou um lugar de indiscutível na defesa fazendo parelha com Caldeira. Essa foi uma época brilhante para os leões que conquistaram a “dobradinha”.

Na temporada seguinte Pacheco ganhou-lhe o lugar, mas, ainda assim, fez 15 jogos. Em 1955/56 voltou a ser o mais utilizado como defesa-esquerdo (esteve presente no 1º jogo da História da Taça dos Campeões Europeus), tendo Pacheco derivado para a direita e Caldeira sido relegado para suplente. Numa equipa em que eram “3 galos” para “2 poleiros”, Galaz manteve-se como titular em 1956/57, agora ao lado de Caldeira.

Na época 1957/58 o Sporting voltou a ser Campeão (pela 14ª vez) e Galaz foi desta vez o pêndulo da equipa, a ponto de ser o futebolista mais utilizado com 31 jogos, jogando como defesa/médio centro. Manteve a posição no ano seguinte e 1959/60 foi a sua última temporada no clube, aí alinhando apenas em 3 jogos (perdeu protagonismo com a chegada do brasileiro Lúcio). Jogou pela última vez de verde e branco no dia 24 de Abril de 1960 numa derrota em Faro por 4-3 para a Taça de Portugal (em Alvalade os leões tinham ganho por 6-0 e por isso passaram tranquilamente a eliminatória).

Esteve um total de 7 épocas na equipa principal do Sporting, tendo realizado 139 jogos oficiais e marcado 3 golos. Ganhou 2 Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal.

Depois regressou ao Vitória de Setúbal onde ainda fez 3 temporadas, este defesa/médio fiável com um porte físico que impunha respeito e que chegou a internacional B e Militar.

Afirmava que o Futebol não era uma profissão mas sim uma forma de estar na vida, praticando-o por puro prazer. Dele próprio afirmava que a sua principal qualidade era a concentração.

Em 2009 ganhou o Prémio Stromp na categoria “Saudade”. Morreu a 1 de Junho de 2016.

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