Rodrigo Tello – O chileno com “mais encanto” na época da despedida

Rodrigo Álvaro Tello Valenzuela nasceu a 14 de Outubro de 1979 em Santiago do Chile. Foi na Universidade do Chile que começou a dar seriamente nas vistas, sagrando-se bi-Campeão e obtendo a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000.

Chegou ao Sporting no “Mercado de Inverno” de 2000/01 (como a contratação mais cara da História do clube até à altura – cerca de 7 milhões de euros), estreando-se (juntamente com o novo treinador Manuel Fernandes) a 27 de Janeiro com um triunfo por 3-1 sobre o Vitória de Guimarães. Vinha rotulado de grande craque, mas no que restou da temporada não se conseguiu impôr definitivamente como médio-ala esquerdo, realizando apenas 13 partidas. Ainda assim teve a consolação de ganhar a Supertaça ao FC Porto.

Na temporada que se seguiu, que foi de glória para o clube, contribuiu para os triunfos no Campeonato e na Taça de Portugal jogando 24 vezes (normalmente sobre a esquerda do meio campo).

A 29 de Setembro de 2002 marcou finalmente o seu 1º golo de verde e branco (derrota em Braga por 4-2), numa temporada aziaga para o coletivo e onde, mais uma vez, não se conseguiu impôr em termos individuais. Nos anos seguintes (com Fernando Santos e José Peseiro) manteve uma bitola discreta, não sendo raras as vezes que os adeptos leoninos lhe “cobravam” pelo facto do investimento no seu passe não ser compensado “dentro do campo”.

A chegada de Paulo Bento e sobretudo, mais tarde, a sua fixação como lateral-esquerdo levou à sua melhor época de sempre no clube, por sinal a última. Em 2006/07 Tello correspondeu finalmente às enormes expetativas sobre ele depositadas. Fazia todo o corredor esquerdo com bom rendimento, mostrando ainda apetência pelo remate de meia distância. Numa equipa que esteve pertíssimo do título (ficou a 1 ponto do Porto), teve o seu momento mais alto precisamente no Estádio do Dragão, onde marcou o golo solitário do triunfo leonino na execução fantástica dum livre-direto. Essa vitória embalou os leões para uma ponta final de Campeonato magnífica.  Nessa época somou 34 jogos e 3 golos, mas acabou por sair no final para o Besiktas – uma “novela” que causou alguma polémica, pois já tinha acertado a renovação com o Sporting.

Alinhou pela última vez de “leão ao peito” a 27 de Maio de 2007, no triunfo por 1-0 frente ao Belenenses na final da Taça de Portugal.

Assim, esteve um total de 7 temporadas no Sporting, tendo realizado 158 jogos oficiais e marcado 7 golos. Ganhou 1 Campeonato Nacional, duas Taças de Portugal e outras tantas Supertaças.

No Besiktas esteve 3 anos em bom plano, conquistando 1 Campeonato e uma Taça. Em 2010 mudou-se para um clube menos mediático, o Eskisehirspor, mais tarde rumou ao Sanliurfaspor e depois voltou ao seu país, alinhando no Audax Italiano.

Foi 35 vezes internacional chileno (3 golos).

Depois de abandonar a alta competição, Tello dedicou-se a outros negócios no Chile. Em Outubro de 2017 afirmava “Abri um hotel, mas o projeto principal está relacionado com a representação de jogadores jovens. Já tenho alguns aqui, em Portugal, e quero trazer mais para a Europa para que no futuro próximo se possam destacar (…) Continuo a seguir o Sporting e ser procurado para opiniões sobre o clube. Houve vários jogadores que falaram comigo e me pediram conselhos, como o Valdés, o Matías Fernandes ou o Rubio. Sempre lhes disse que era um clube grande, com uma Academia muito boa e adeptos incríveis. É uma equipa que dá todas as capacidades para os jogadores desfrutarem o máximo (…) Acho que, desde a altura em que cheguei até 2007, aprendi muito aqui, como pessoa e como jogador. A nível futebolístico, mas muitos valores também. O campeonato que vencemos foi muito bom, mas parece mentira que tenha sido o último. Pela qualidade que o Sporting tem, já devia ter acontecido mais vezes. O ano passado ficou perto e espero que esta época aconteça (…) o momento mais triste da minha carreira foi perder a final da Taça UEFA, depois de perder o campeonato. Mas são muitas as lembranças felizes.”

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