Pedro Polainas – Ciclista versátil e polivalente

Pedro António Cerejo Polainas nasceu a 28 de Outubro de 1931 em S. Lourenço – Portalegre. Chegou ao Sporting em finais de 1949 através de Inácio Bardalino (que também levou João Roque para Alvalade), e, ainda como amador, teve o seu 1º triunfo na Rampa do Vale de Stº António.

Em 1951 foi Campeão Regional de fundo de Amadores seniores. No mês de Outubro do mesmo ano foi Campeão Nacional de Amadores em velocidade. No ano seguinte, em Fevereiro, foi Campeão Regional de corta-mato ciclo-pedestre em Amadores seniores. 2 meses depois repetiu o título da época anterior no Regional de fundo, para pouco mais tarde repetir também o título nacional de velocidade no seu escalão. Entretanto venceu algumas “clássicas” como o Circuito de Moscavide ou Circuito de Lourel.

Em 1953 voltou aos triunfos na Rampa do Vale de Stº António, mas seria quase 2 anos depois, a 16 de Julho de 1955, que conquistaria a sua vitória mais mediática, ao sagrar-se Campeão Nacional de fundo depois de ser o melhor num sprint fantástico quando ia integrado num grupo de 7 fugitivos. Em Novembro foi Campeão Regional de velocidade.

No mês de Setembro de 1957 fez parte da equipa leonina (a par de Américo Raposo e Manuel Graça) que se sagrou Campeã Nacional de fundo. No ano seguinte venceu a Volta a Lisboa (uma prova com extraordinária adesão popular e na qual o Sporting também triunfou coletivamente) e o Circuito da Malveira.

Em Fevereiro de 1959 foi o melhor na Prova de Abertura naquele que foi o seu último triunfo de verde e branco, pois acabaria por sair em litígio com o clube para o FC Porto. Em 1961 ainda voltou a Alvalade mas permaneceu apenas 4 meses e terminou a carreira.

Correu 5 Voltas a Portugal, nas quais ganhou 12 etapas. Na classificação geral o melhor que conseguiu foi um 8º e um 9º lugares.

Mais tarde fez com Alves Barbosa, Camilo de Oliveira (e outros) parte do elenco do filme “O Homem do Dia”.

Foi homenageado pelo Núcleo Sportinguista de Torres Vedras, tendo-lhe sido atribuído o “Troféu Agostinho”.

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