Tavares da Silva – O “inventor” da expressão “cinco violinos”

João Joaquim Tavares da Silva nasceu a 29 de Novembro de 1903 em Estarreja. Como futebolista nunca passou da mediania, dedicando-se mais tarde à arbitragem onde teve grande sucesso e chegou a internacional (o 2º português depois de Jorge Vieira) em 1932 (estreou-se num Espanha-Jugoslávia). Já antes iniciara o seu percurso como selecionador nacional de futebol (onde se estreou em 1931 – mas apenas permanecendo na Federação por 2 jogos).

Simultaneamente dedicou-se também ao jornalismo desportivo passando por publicações como “A Bola”, “Stadium”, “Diário de Lisboa” e “O Norte Desportivo”. Foi autor também do livro “História dos Desportos em Portugal”.

Em 1945 voltou à Seleção (substituindo Cândido de Oliveira) e foi sob o seu comando que Portugal venceu pela 1ª vez a Espanha e obteve a 1ª vitória “fora de portas” (Irlanda). Esse período acabou com a derrota que deu brado por 10-0 perante a Inglaterra.

Na sua qualidade de jornalista desportivo “inventou” a expressão “cinco violinos” para definir o magnífico quinteto avançado do Sporting formado por Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano. O nome, segundo ele próprio, foi inspirado na harmonia e entrosamento que os 5 jogadores revelavam em campo.

Em 1951 veio mais um período na Seleção, de novo por pouco tempo. Nos primeiros dias de 1954 estreou-se como Secretário (ou orientador) Técnico da equipa de futebol do Sporting (o treinador era Jozef Szabo). Nessa temporada de sucesso os leões ganharam o Campeonato Nacional (o famoso 1º tetra do nosso Futebol) e a Taça de Portugal. Na época seguinte permaneceu em funções, mas o deficiente desempenho da equipa levou-o a sair (com Szabo) para darem lugar a Alejandro Scopelli (isto aconteceu em finais de Fevereiro de 1955).

Nesse mesmo ano elaborou o “Estatuto do jogador de futebol” e iniciou a sua última estada como selecionador de Portugal, onde ficou até 1957, acumulando 30 jogos à frente da “equipa de todos nós”. Mais tarde treinou outros clubes como a Académica (coincidiu com a sua licenciatura em Direito), Belenenses, Lusitano de Évora, Sporting da Covilhã, Oriental e Caldas.

Exerceu ainda outros cargos como dirigente da arbitragem distrital de Lisboa e da Federação, e Inspetor de Desportos na FNAT.

Morreu a 19 de Outubro de 1958.

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