Vujacic – Um razoável central transformado num bom lateral

Budimir Vujacic nasceu a 4 de Janeiro de 1966 na cidade de Bar – Montenegro. Entre finais dos anos 80 e início dos 90 do século passado tornou-se uma referência da defesa do Partizan de Belgrado, onde era capitão de equipa.

No início da temporada 1993/94 foi contratado pelo presidente Sousa Cintra para “patrão da defesa” sportinguista. Sem ter sido uma escolha do técnico Bobby Robson, nunca chegou a ser por ele utilizado, pelo que se estreou apenas a 5 de Fevereiro de 1994 frente ao Salgueiros (1-0) já com Carlos Queiroz no comando técnico da equipa. O seu 1º golo surgiu uma semana depois na receção ao Vitória de Setúbal (2-1). Nesse final de temporada jogou assiduamente, sempre como defesa-central. No último jogo da época ficou na memória a correria com que se dirigiu a Bobby Robson (então técnico do FC Porto) após ter marcado um golo aos portistas na finalíssima da Taça de Portugal.

Na época seguinte, com a chegada de Naybet e Marco Aurélio ao clube, Carlos Queiroz optou por fazer derivar Vujacic para o lado esquerdo da defesa e em boa hora isso aconteceu, pois aquele que era um razoável central tornou-se num bom lateral. Muito regular, com razoável velocidade e ótimo jogo de cabeça, Vujacic mostrou-se sempre duma utilidade enorme fazendo 35 jogos (3 golos) e conquistando os adeptos.

Em 1995/96, uma época muito conturbada, o montenegrino voltou a ser “dono” da lateral esquerda, sempre com atuações pendulares. Sem que nada o fizesse prever a sua última temporada no clube (96/97) foi fraquíssima, com lesões em cima de lesões e apenas uma presença. Alinhou pela última vez frente ao Boavista a 15 de Junho de 1997 (1-2).

Em suma, Vujacic realizou 4 temporadas e 79 jogos oficiais pelo Sporting, apontando 9 golos. Ganhou uma Taça de Portugal (94/95) e uma Supertaça (95/96). Foi internacional por 12 vezes pela antiga Jugoslávia.

Terminou a sua carreira em 1998 após duas épocas no futebol japonês. Mais tarde tornou-se olheiro do Manchester United (indicado por Carlos Queiroz).

Afirma convictamente que nunca esqueceu o Sporting: “Tenho saudades de Portugal e do Sporting. Continuo a ser sportinguista, todos os que me conhecem o sabem. Tenho 2 clubes, o Partizan e o Sporting”.

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