Grande exibição dos pupilos de Sá Pinto (vs. Jorge Jesus) no derby eterno

9 de Abril de 2012. O Sporting recebeu nessa noite o Benfica num jogo fundamental para os encarnados, para quem só a vitória servia para se manterem na luta pelo título. Para os leões havia a hipótese de voltarem ao 4º lugar e claro, um derby é sempre um derby – uma partida recheada de paixão que é fundamental ganhar.

Sá Pinto apresentou a seguinte equipa: Rui Patrício; João Pereira, Xandão, Anderson Polga e Insúa; Elias e Schaars (Daniel Carriço 62); Izmailov, Matias Fernández e Diego Capel (André Carillo 89); Van Wolfswinkel (Diego Rubio 73).

O Benfica começou melhor perante um Sporting que apostou na tática que vinha sendo habitual perante adversários da mesma igualha – bloco relativamente baixo, grande concentração nas ações defensivas e muita velocidade a sair no contra-ataque. Logo no 1º minuto Anderson Polga foi imprudente e cometeu falta na área sobre Gaitán que André Soares Dias não assinalou.

O Benfica dominava mais mas não criava perigo e aos 17 minutos Van Wolfswinkel, após uma saída em velocidade, foi tocado no pescoço por Luisão na área benfiquista. Grande penalidade indiscutível que o holandês transformou no 1-0. 8 minutos depois, em mais uma saída rápida para o ataque, Van Wolfswinkel voltou a sofrer falta na área, agora de Garay, mas o árbitro desta vez não assinalou…

O intervalo chegou com 1-0 que premiava o maior pragmatismo e concentração da equipa do Sporting.

Na 2ª parte o jogo continuou na mesma toada. Aos 51 minutos Van Wolfswinkel atirou com perigo por cima. No minuto seguinte, após um lance confuso, Insúa salvou sobre a linha aquele que seria o empate na única verdadeira oportunidade de golo dos encarnados em toda a partida.

Nuns primeiros minutos eletrizantes de 2ª parte, e após um excelente lance de Izmailov, Schaars rematou muito bem para grande defesa de Artur. Aos 61, completamente isolado, Van Wolfswinkel (muito perdulário) permitiu nova defesa a Artur (grande exibição do guarda-redes do Benfica). Aos 63 Izmailov em lance de génio estourou à trave. Aos 72, depois dum passe brilhante de Elias, o ponta-de-lança holandês voltou a perder um “golo cantado”.

Sá Pinto entretanto já fizera entrar Daniel Carriço (jogou muito bem) e Rubio, e o jovem chileno isolou-se aos 84 minutos sendo o lance cortado por pretenso fora-de-jogo (aparentemente mal assinalado). No minuto seguinte Izmailov obrigou Artur a mais uma grande defesa. Finalmente, aos 90+2, Izmailov rematou em jeito perto do poste.

O final chegou com um triunfo escasso do Sporting perante a quantidade de oportunidades de golo criadas. É verdade que o Benfica teve mais posse de bola, jogou mais no meio-campo leonino, mas foi o Sporting a estar sempre muito mais perto do golo.

Individualmente toda a equipa do Sporting esteve em muito bom plano. Não houve ninguém que se destacasse particularmente, foi mesmo o coletivo que obteve esta importante e soborosíssima vitória!

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