2019 – Campeãs europeias de Crosse pelo 2º ano consecutivo!

3 de Fevereiro de 2019. A equipa feminina do Sporting revalidou o título de campeão europeu de corta-mato, em Albufeira, com 25 pontos, pontos, numa prova vencida individualmente pela leoa Fancy Cherono, em 20m15s. Cherono foi a mais rápida nos 6.090 metros da prova, impondo-se a Jeptoo Kimely (Kasimpasa) 2ª classificada, a 3 segundos, e Trihas Gebre (Bilbao Atletismo Santutxo), 3ª a 28. A equipa leonina somou o segundo triunfo consecutivo na Taça dos Clubes Campeões Europeus de corta-mato, depois da vitória em 2018 em Mira, ao somar menos 22 pontos do que as espanholas do Bilbao Atletismo Santutxo e menos 30 do que as polacas do Podlasie Bialystok, segunda e terceiras classificadas, respetivamente. Além da vencedora, Fancy Cherono, a equipa do Sporting assegurou o título graças aos desempenhos de Sara Catarina Ribeiro, 5ª classificada a 38 segundos, Sara Moreira, 6ª a 42, e Jessica Augusto, 13.ª a 1m12s. Inês Monteiro ficou com 20º lugar e Carla Salomé Rocha em 28ª. A equipa masculina ficou na 3ª posição com 69 pontos, mais 26 que o Atletismo Bikila (campeões) e mais 17 que o Casone Noceto Club. Davis Kiplangat, que foi o mais rápido em 2018, terminou os quase 10km no 2º lugar, tendo Licínio Pimentel (15.º) sido o colega de equipa que mais se aproximou. Rui Teixeira foi 25º, Miguel Marques 27º, Alberto Paulo 29º e Rui Pedro Silva...

1985 – O “eterno” Lopes no 7º título Europeu de Crosse

3 de Fevereiro de 1985. O Sporting conquistou mais um título europeu, com grande brilhantismo. Carlos Lopes, Ezequiel Canário e Fernando Mamede foram os 3 primeiros na prova realizada nas Açoteias. Rafael Marques fechou a equipa em 11º. Dionísio Castro foi 23º e Hélder de Jesus 33º. Os leões totalizaram, assim, 17 pontos, menos 12 que os italianos do Pro Patria. O Sporting venceu pela 7ª vez a competição, 5ª consecutiva(!), feito invulgar no desporto nacional e internacional. A corrida fez vibrar o público como poucas vezes se vira em Portugal. Canário esteve brilhante, Lopes igual a si próprio e Mamede, se bem que fora de forma, a lutar desalmadamente pela equipa. Curiosas as declarações finais de Canário: “Houve uma altura em que o Alberto Cova me começou a chamar filho disto e filho daquilo e a dizer que eu não ía ganhar nada. O Carlos Lopes ouviu e disse para eu arrancar, o que fiz e os italianos ficaram todos partidos. A culpa foi deles porque me picaram”. No final Cova abraçou Canário e pediu-lhe desculpa pelo que tinha dito, afirmando que eram “coisas da competição”. Moniz Pereira era efusivamente abraçado e felicitado por todos. “Esteve sempre tudo debaixo de controlo. O Canário é muito atrevido. Era o atleta ideal para desgastar os italianos, o que fez brilhantemente”. Foto: Rafael Marques, Carlos Lopes, Mário Moniz Pereira (treinador), Dionísio Castro, Fernando Mamede, Hélder de Jesus e Ezequiel...

1986 – 8º título europeu no Crosse com manos Castro a revelarem-se

2 de Fevereiro de 1986. Mesmo sem Carlos Lopes, o Sporting arrecadou o seu 8º título europeu de Crosse. A ausência do veterano campeoníssimo parece ter até estimulado o espírito coletivo da equipa, que dominou totalmente a prova. Quando, logo no início, se viu que os gémeos Castro e Carlos Capítulo iam nos primeiros, começou a acreditar-se em mais um triunfo. Individualmente, os italianos Cova e Panetta combinaram muito bem, acabando por desgastar irremediavelmente Fernando Mamede (3º) e Ezequiel Canário (4º). No final os sportinguistas fizeram mais uma grande festa, até porque antes da prova o professor Moniz Pereira chegou a dizer que renovar o título era missão impossível. Esta competição realizada nas Açoteias, no Algarve, foi uma demonstração de categoria, raça e força dos leões. Um a um os atletas iam cortando a meta a caindo nos braços uns dos outros numa vitória que teve um sabor muito especial. Fernando Mamede estava felicíssimo no final: “Dedico esta vitória aos jovens atletas do Sporting que tão briosamente contribuiram para este êxito. O Sporting apresentou-se sem vedetas, mas muita atenção aos irmãos Castro, porque se continuarem a trabalhar como até aqui sob a orientação do prof. Moniz Pereira, se não se deslumbrarem, vão ser nomes muito grandes do Atletismo internacional. O salto qualitativo que deram do ano passado para este ano foi como da noite para o dia. Fomos 6 irmãos! Estou imensamente satisfeito. Os italianos eram francamente favoritos, não houve bluff da nossa parte ao referi-lo. Estou satisfeito com o meu 3º lugar. O que conta aqui é o coletivo, e fiz uma prova muito tática”. Moniz Pereira, muito abraçado por...

1981 – Campeões Europeus de Crosse pela 3ª vez

31 de Janeiro de 1981. O Sporting alcançou o seu 3º triunfo na Taça dos Campeões Europeus de Crosse. A competição decorreu no hipódromo delle Bettole em Varese – Itália. Carlos Lopes não estava no seu melhor fisicamente, Aniceto Simões mostrava-se um tanto descrente, Rafael Marques estava a 50% e Bernardo Manuel apostado em fazer boa figura. Tudo dependia muito da prestação de Fernando Mamede e do espírito de sacrifício de Carlos Lopes. Na verdade, Fernando Mamede fez uma corrida do “outro mundo”, quase sempre sozinho, sendo de salientar também a última volta de Carlos Lopes, que foi buscar forças que já não tinha para recuperar do 6º para o 4º posto (isto pouco depois de ter gritado para Moniz Pereira que não aguentava mais e iria desistir), contribuindo em boa parte para que os leões não tivessem problemas com a classificação coletiva. E assim, fruto da extraordinária classe de Fernando Mamede e da coragem e companheirismo de todos os outros o Sporting arrecadou mais uma vitória de enorme prestígio para o seu palmarés. Fernando Mamede foi 1º, Carlos Lopes 4º, Aniceto Simões 15º, Rafael Marques 20º e Bernardo Manuel desistiu perto do fim. Para Moniz Pereira a vitória foi natural: “Anormal seria o contrário pois o Sporting possui a melhor equipa de Crosse da Europa. Mamede foi extraordinário, fantástico, correndo como se fosse de outro Atletismo, fazendo 7.000 metros isolado e ganhando com 100 metros de avanço. Carlos Lopes mostrou grande coragem e utilidade, Aniceto Simões teve grande espírito de sacrifício e o Rafael Marques pode ser este ano a grande surpresa do meio-fundo português. O Bernardo Manuel estava...

1983 – Festival leonino no 5º triunfo na TCE de Crosse

30 de Janeiro de 1983. Na Taça dos Campeões Europeus de Corta-Mato, em Lyon, o Sporting colocou os seus 4 atletas que contavam para a classificação coletiva nos 10 primeiros lugares. Fernando Mamede venceu brilhantemente, Carlos Lopes foi 2º, Ezequiel Canário 6º e Hélder de Jesus 10º. Artur Pinto (46º) e Rafael Marques (49º), também fizeram parte da equipa. O Sporting foi demolidor com uma exibição extraordinária dos seus atletas, mostrando possuir indubitavelmente a melhor equipa de clube do mundo em Corta-Mato. Alberto Cova, o chefe-de-fila dos italianos do Pro-Pátria (que ficaram a 39 pontos dos leões), não chegou a incomodar minimamente Lopes e Mamede. Para Moniz Pereira: “Tudo correu como se esperava, pois o Sporting possui a melhor equipa de todas que aqui vieram. A superioridade foi esmagadora, pois dominámos de todas as maneiras e feitios. Ao que parece, para alguns, isto ainda não será suficiente quanto aos progressos do nosso Atletismo, mas julgo oportuno recordar que, anos atrás não tínhamos campeonatos europeus nem recordes europeus. Parece-me que isto é alguma coisa…” Na opinião de Fernando Mamede, o grande vencedor: “Não se pode considerar que tenha sido uma vitória sem história, pois nem sempre estive confiante. Fiquei mesmo um tanto alarmado quando começou a cair aquela chuva gelada de que eu, como se sabe, não gosto muito… Fui particularmente feliz nos primeiros 2 esticões que dei, no 1º em que arrumámos o Cova no qual eu disse ao Lopes para vir comigo, e depois quando o Steve Jones começou a aproximar-se um tanto perigosamente e onde me pareceu a altura de arrumar de vez a questão. Tive sorte, repito, porque...

1982 – Campeões Europeus de Crosse após despique com o Barcelona

30 de Janeiro de 1982. Já começava a tornar-se habitual. Mais uma vez, a equipa de Crosse do Sporting sagrou-se campeã europeia. Nesta 19ª edição da Taça dos Campeões, disputada em Clusone (França), Carlos Lopes foi a grande figura, tendo regressado em pleno às suas jornadas gloriosas não deixando a ninguém hipóteses de lhe disputar o 1º lugar, praticamente desde o princípio, repetindo a façanha de Fernando Mamede (ausente) no ano anterior. Esta foi a mais difícil vitória de sempre do Sporting na competição, pois se Lopes e José Sena (4º) renderam aquilo que deles se esperava, Rafael Marques falhou totalmente devido a uma lesão que se agravou ao longo da prova. Quando tudo parecia irremediavelmente perdido, o que salvou a situação foi a força do jovem Joaquim Pinheiro, que apercebendo-se de alguma debilidade do 3º representante do FC Barcelona, “fez das tripas coração” e ultrapassou-o já à entrada da reta final, alcançando o 16º lugar. Foi esta ultrapassagem que deu a vitória ao Sporting. Pinheiro estreou-se num Crosse internacional numa data que nunca mais esqueceu devido ao seu merecido protagonismo. No final Carlos Lopes afirmou: “Eu apostava a sério na vitória, mas admito que tudo acabou por ser mais fácil do que esperava. Sofri mais pela equipa que por mim, mas o triunfo acabou por chegar e sinto-me imensamente satisfeito”. Os leões venceram pela 4ª vez a competição, agora apenas com 1 ponto de avanço do FC...

Dionísio Castro

Dionísio da Silva Castro nasceu a 22 de Novembro de 1963 em Fermentões – Guimarães. Tal como Domingos, o seu irmão gémeo, deu os primeiros passos no Atletismo ao serviço do Lameirinho. Em 1984 passou para a equipa da Grundig e no ano seguinte ingressou no Sporting trazido por Moniz Pereira, que assim o juntou ao irmão. Deparou-se desde o início da sua estada em Alvalade com o problema de não ser tão talentoso como Domingos, mas manteve sempre uma excelente relação com o irmão, aproveitando todas as oportunidades (e foram muitas) para se afirmar como um atleta de eleição, dos melhores que alguma vez passou pelo Sporting. Ajudou a turma leonina a conquistar 7 títulos de Campeão Europeu de Crosse, chegando inclusivamente à vitória individual em 1990 e aí as suas afirmações foram elucidativas: “É uma vitória com um significado muito especial. Tenho sido marginalizado porque tenho ficado sempre em 2º lugar, só que sempre atrás de um dos melhores atletas do mundo. Provei aqui que tenho muito valor. Com esta vitória tenho de perder os meus complexos de inferioridade, e ver o Domingos mais como adversário que como irmão.” Nesse mesmo ano,a 31 de Março, atingiu um dos pontos máximos da sua carreira ao bater o recorde do mundo dos 20.000 metros em pista, com 57m18,4s, ficando, na mesma prova, a 1 metro do recorde do mundo da hora… Acrescente-se que Dionísio Castro foi convidado para a corrida para servir de “lebre” (até aos 15kms), só que o sportinguista prosseguiu em prova, aos 18kms isolou-se e nunca mais ninguém o apanhou! O máximo mundial de Dionísio só durou...

Domingos Castro

Domingos da Silva Castro nasceu a 22 de Novembro de 1963 em Fermentões – Guimarães. Começou a correr no Lameirinho em 1982, ingressando no Sporting 2 anos mais tarde. “Descoberto” por Moniz Pereira, por quem foi treinado até 1992, esteve depois sob a orientação de Bernardo Manuel. Sempre foi um atleta de grande raça e muito cedo começou a dar nas vistas de verde e branco. Em pista foi campeão ibérico dos 10.000 metros (1992), campeão de Portugal dos 5.000 metros por 3 vezes (1986, 1987 e 1989) e dos 10.000 metros em outras 3 ocasiões (1986, 1987 e 1992). Para além disso ajudou o Sporting coletivamente a sagrar-se campeão nacional de pista por 6 vezes. No Corta-mato foi campeão nacional por equipas 10 vezes (com 4 títulos individuais em 1990, 1993, 1994 e 1998). Teve presença ainda na conquista de 7 Taças dos Campeões Europeus (alcançando 5 triunfos individuais). Internacionalmente a sua 1ª grande vitória ocorreu nos Jogos da Boa Vontade em 1986, nos 10.000 metros. No ano seguinte foi 2º nos 5.000 metros dos Campeonatos do Mundo de Roma. Em 1992 fez parte da equipa nacional que se classificou em 2º lugar no Campeonato do Mundo de estafetas em estrada. No ano seguinte ajudou Portugal no 3º lugar obtido no Campeonato do Mundo de Crosse. Em 1995 foi 2º no Campeonato da Europa de Crosse de Ainwick. Finalmente, em 1999, foi um dos atletas que conquistaram para Portugal o 3º lugar nos Campeonatos do Mundo de Crosse. Em Jogos Olímpicos esteve muito perto da medalha em 1988 nos disputados em Seul na prova de 5.000 metros, mas...

Manuel de Oliveira

Manuel Figueiredo de Oliveira nasceu a 20 de Outubro de 1940 em Mangualde, ingressando no Sporting 19 anos depois, em Outubro de 1959. Curiosamente, chegou a Alvalade para praticar Ciclismo, mas como não levou bicicleta tentou o Atletismo – em boa hora o fez! Acumulou vitórias importantes ao serviço dos leões (sob a orientação técnica de Moniz Pereira), tornando-se numa verdadeira “lenda” do Atletismo leonino. Entre 1962 e 1968 foi por 5 vezes Campeão Nacional de Crosse. Na pista brilhou a grande altura, alcançando 4 títulos nacionais de 1.500 metros, 1 de 3.000 metros obstáculos e 5 de 5.000 metros, para além de ter contribuído com vitórias para diversos títulos coletivos e de ter alcançado inúmeros recordes nacionais. Nas olimpíadas de Tóquio em 1964, nos 3.000 metros-obstáculos, chegou à final, onde obteve o 4º lugar com a marca de 8m36,2s (melhor marca europeia do ano). Nunca estivera nem nunca voltou a estar tão perto duma medalha olímpica. Aliás, já 2 anos antes fizera um bom Campeonato da Europa em Belgrado, ao conseguir o 5º lugar nos 5.000 metros. Ainda a nível internacional será de destacar a vitória obtida em Madrid, em 1962, nos 1.500 metros da Taça da Europa, competição na qual ainda obteve o 2º lugar nos 3.000 obstáculos e 5.000 metros. Como recordes pessoais obteve os tempos de 1m56,4s nos 800 metros em 1966; 2m26,1s nos 1.000 metros em 1961; 3m48,8s nos 1.500 em 1962; 5m14,6s nos 2.000 metros em 1964; 8m02,2s nos 3.000 metros em 1966; 8m36,2s nos 3.000 metros obstáculos em 1964; 13m50,8s nos 5.000 metros em 1968 e 30m03,6s nos 10.000 metros no mesmo...

Aniceto Simões – Figura importante da “era dourada” do Crosse leonino

Aniceto Silva Simões nasceu a 8 de Setembro de 1945 em Lorvão – Penacova. Começou no Atletismo no Salatinas do ACM de Coimbra, passando depois para o Santa Clara (da mesma cidade). Mais tarde correu pelo Benfica (entre 1973 e 1975). Em finais de 1976 ingressou no Sporting – após os Jogos Olímpicos de Montreal onde foi 8º classificado na final dos 5.000 metros batendo o recorde nacional que então pertencia a Carlos Lopes e que viria a ser batido 2 anos mais tarde por Fernando Mamede. A sua 1ª vitória de verde e branco foi o Grande Prémio do Natal de 1976. Logo a seguir, no Grande Prémio dos Reis, obteve o 2º triunfo em duas provas pelo Sporting! Em Fevereiro de 1977 ajudou a equipa de Crosse leonina a conquistar o seu 1º título europeu ao classificar-se no 8º lugar na prova realizada em Palência. Nos Nacionais de pista por equipas os leões ganharam folgadamente e Aniceto Simões contribuiu para o feito ao triunfar nos 5.000 e 10.000 metros. A época seguinte também começou bem para Aniceto Simões e para o Sporting. Os leões venceram o Crosse de Lyon, e Simões foi 5º. Nos Nacionais de Crosse o Sporting venceu e Aniceto Simões foi 3º. Nos Nacionais de pista o Sporting venceu pela 11ª vez consecutiva e Simões triunfou nos 5.000 metros. Em Fevereiro de 1979 a equipa de Crosse do Sporting foi Campeã Europeia (em Arlon) pela 2ª vez. Aniceto Simões foi 7º e dias depois venceu o Regional de Crosse. No Nacional foi 3º ajudando à vitória coletiva. Nos Nacionais Individuais de pista venceu os...
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