{"id":1888,"date":"2025-12-19T08:00:35","date_gmt":"2025-12-19T07:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sportingcanal.com\/?p=1888"},"modified":"2025-12-19T17:25:53","modified_gmt":"2025-12-19T16:25:53","slug":"americo-raposo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sportingcanal.com\/?p=1888","title":{"rendered":"Am\u00e9rico Raposo"},"content":{"rendered":"<p>Nasceu a 19 de Dezembro de 1932\u00a0em Lajeosa do D\u00e3o \u2013 Tondela. Filho de Joaquim Raposo (um dos primeiros ciclistas portugueses), teve nos irm\u00e3os (Alberto e J\u00falio) e posteriormente no seu &#8220;mestre&#8221; Eduardo Lopes (treinador pessoal de 1948 a 1953), os apoios para ser um grande ciclista portugu\u00eas, o melhor do seu tempo na velocidade, especialidade na qual era quase imbat\u00edvel.<\/p>\n<p>Chegou ao Sporting em 1948, e no ano seguinte j\u00e1 obtinha triunfos, no Grande Pr\u00e9mio de Sangalhos e no Circuito da Encarna\u00e7\u00e3o. Ainda no escal\u00e3o de Amadores, em Junho de 1950, deu nas vistas no 1\u00ba Festival de Ciclismo (na pista de Alvalade) sob a \u00e9gide das organiza\u00e7\u00f5es Benfica-Sporting, triunfando nas duas provas da sua classe. Em Setembro foi campe\u00e3o regional de velocidade em Amadores Seniores e triunfou no Circuito de Parada em Cascais. Em Novembro foi campe\u00e3o nacional de velocidade na sua categoria.<\/p>\n<p>Em 1951 chegou pela 1\u00aa vez aos \u201cp\u00edncaros\u201d ao sagrar-se campe\u00e3o nacional de velocidade, j\u00e1 no escal\u00e3o mais alto (independentes). No ano seguinte, Fevereiro, sagrou-se campe\u00e3o regional de crosse. Triunfou ainda no Circuito das Libras e sagrou-se, pela 2\u00aa vez, campe\u00e3o nacional de velocidade (Outubro).<\/p>\n<p>No Regional de Crosse de 1953 voltou a vencer. Em Novembro foi pela 3\u00aa vez campe\u00e3o nacional de velocidade ap\u00f3s uma disputa fraticida com o companheiro Pedro Polainas numa jornada de grande espet\u00e1culo na pista de Alvalade.<\/p>\n<p>Em Julho de 1954 triunfou na cl\u00e1ssica Porto-Lisboa, deixando, mais uma vez, o companheiro Pedro Polainas em 2\u00ba.<\/p>\n<p>Em 1956 (Abril) sagrou-se campe\u00e3o regional de velocidade. Triunfou tamb\u00e9m na \u201cProva Associa\u00e7\u00e3o\u201d. 1 ano depois venceu o Festival de Ciclismo de Alpiar\u00e7a. Em finais de Agosto fez parte da equipa que triunfou no Campeonato Nacional de Fundo (com Pedro Polainas e Manuel Gra\u00e7a). Em Outubro, no Est\u00e1dio do Lima, sagrou-se pela 4\u00aa vez campe\u00e3o nacional de velocidade, batendo o portista Onofre Tavares, um dos seus grandes rivais de sempre &#8211; um dia, ap\u00f3s derrotar o advers\u00e1rio, foi convidado pelo clube das Antas, que lhe oferecia 5 vezes mais do que ganhava em Alvalade, mas recusou.<\/p>\n<p>Em 1958 recebeu a medalha C\u00e2ndido de Oliveira por vencer as \u201cprimeiras pedaladas\u201d da Volta a Portugal em bicicleta. Em Setembro foi campe\u00e3o nacional de velocidade pela 5\u00aa vez!<\/p>\n<p>Entretanto, por esta altura, j\u00e1 prenunciava uma habilidade manual e sentido est\u00e9tico apurados (ele pr\u00f3prio constru\u00eda os seus quadros de bicicleta, tendo em conta a sua ergonomia e outros pormenores). Desejou incrustar na sua bicicleta de\u00a0\u201cpistard\u201d\u00a0um emblema em ouro esmaltado com o Escudo Nacional, comemorando, dessa forma muito pessoal, os in\u00fameros t\u00edtulos de campe\u00e3o nacional amealhados na d\u00e9cada de 50. Esse desejo levou-o a visitar a oficina de um amigo e admirador, que possu\u00eda \u00e0 \u00e9poca uma das casas mais reconhecidas na \u00e1rea da medalh\u00edstica, com sede na baixa Lisboeta. Nos seus poucos tempos livres foi experimentando os buris, as fresas, as m\u00e1quinas, os materiais, e n\u00e3o foi preciso muito tempo para constatar que\u00a0Am\u00e9rico\u00a0Raposo\u00a0era um predestinado tamb\u00e9m nessa arte.<\/p>\n<p>Em 1959, \u201ccumprindo um ritual\u201d, segundo o jornal \u201cA Bola\u201d, foi o 1\u00ba a vestir a camisola amarela na Volta a Portugal &#8211; Raposo participou em 6 edi\u00e7\u00f5es da \u201cprova rainha\u201d do velocipedismo portugu\u00eas (numa delas chegou a vencer 7 etapas e a andar de amarelo por 5 vezes), mas considerava que a prova n\u00e3o se adaptava ao seu temperamento nervoso.<\/p>\n<p>Depois de terminar a sua carreira de ciclista tornou-se treinador do Sporting, lan\u00e7ando, entre outros, uma grande figura da Hist\u00f3ria leonina na modalidade &#8211; Jo\u00e3o Roque.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 60 abriu a 1\u00aa oficina sua de grava\u00e7\u00e3o e da\u00ed para a frente nunca mais parou nessa \u00e1rea. Em 1979 Paes de Villas-Boas, conceituado cr\u00edtico de medalh\u00edstica, conferiu-lhe o estatuto de \u201cMestre Gravador&#8221; e at\u00e9 muito tarde continuou no neg\u00f3cio, sendo, reconhecidamente, um dos melhores do pa\u00eds na sua arte, tal como o f\u00f4ra no Ciclismo.<\/p>\n<p>Morreu a 17 de Janeiro de 2021.<\/p>\n<div class=\"tweetthis\" style=\"text-align:left;\"><p> <a target=\"_blank\" rel=\"nofollow\" class=\"tt\" href=\"http:\/\/twitter.com\/home\/?status=Am%C3%A9rico+Raposo+https%3A%2F%2Fis.gd%2FiQVxB5\" title=\"Post to Twitter\"><img decoding=\"async\" class=\"nothumb\" src=\"http:\/\/www.sportingcanal.com\/wp-content\/plugins\/tweet-this\/icons\/en\/twitter\/tt-twitter6.png\" alt=\"Post to Twitter\" \/><\/a><\/p><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nasceu a 19 de Dezembro de 1932\u00a0em Lajeosa do D\u00e3o \u2013 Tondela. 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