Da possível goleada a um triunfo que viria a ser insuficiente…

20 de Fevereiro de 2020. 1/16 avos de final da Liga Europa. Jogo 334 nas competições europeias de futebol. No Alvalade o Sporting (orientado por Silas) recebeu uma das equipas mais fortes do Campeonato turco, com vários jogadores de bom nível que prometia vida difícil a um Sporting instável. Afinal acabou por ser um fim de tarde bem agradável. Os leões, estiveram inspirados, entraram a vencer e até podiam ter resolvido a eliminatória  tantas foram as oportunidades desperdiçadas ao longo do jogo. Logo aos 3 minutos, canto marcado por Acuña e golo de Coates que só teve de encostar no coração da área. Nos minutos seguintes os sportinguistas criaram várias oportunidades diante dum adversário que jogou abaixo do esperado devido à bela exibição leonina. O Sporting, bem organizado atrás, com Battaglia e Wendel a limpar a zona central, libertava Bolasie, Vietto, Jovane e Sporar para criarem constantes “dores de cabeça” aos adversários. Bolasie, Vietto e Sporar tiveram claras oportunidades para ampliar o resultado, mas desperdiçaram-nas… Vietto “enchia” o campo, Ristovski e Acuña subiam pelas alas e Bolasie e Jovane imprimiram velocidade. Alvalade chegou a festejar novo golo aos 28 minutos, na sequência de um grande passe de Vietto a destacar Sporar. O avançado atirou ao ferro e, na recarga, Jovane marcou, mas já tinha sido assinalado o adiantamento do esloveno e não valeu. O Basaksehir começou a “acordar” já perto do intervalo, conseguiu, por instantes, ter posse de bola, mas acabou por consentir o 2º golo antes do descanso, em mais uma transição rápida do Sporting. Grande passe de Vietto, mais um, a lançar Ristovski pela direita, o lateral...

2022 – Campeãs Nacionais de Pista Coberta pela 12ª vez consecutiva!

20 de Fevereiro de 2022. A equipa feminina de Atletismo do Sporting CP conquistou neste domingo o Campeonato Nacional de clubes em Pista Coberta pelo 12.º ano consecutivo. Na prova realizada em Pombal, as leoas conquistaram o 27.º do historial sportinguista em 29 edições! O Sporting CP apenas não venceu duas das provas, tendo dominado a competição praticamente por inteiro, chegando ao fim com 101 pontos, à frente de ACD Jardim da Serra (74) e Sp. Braga (64), que completaram o pódio. No setor masculino, destaque para o triunfo de Abdel Larrinaga nos 60 metros barreiras e da estafeta de 4×400 metros, com o Sporting CP a classificar-se na 2ª posição, atrás do SL Benfica e à frente do Sp. Braga. OS RESULTADOS DAS LEOAS Salto em altura – 1.ª Anabela Neto – 1m67cm 60 metros – 1.ª Lorène Bazolo – 7,32s Salto em comprimento – 1.ª Evelise Veiga – 6m54cm 1500 metros – 1.ª Salomé Afonso – 4m22,3s Lançamento do peso – 1.ª Auriol Dongmo – 19m38cm 3000 metros marcha – 3.ª Carolina Costa – 13m37,07s 400 metros – 1.ª Vera Barbosa – 54,85s Triplo salto – 1.ª Patrícia Mamona – 13m77cm Salto com vara – 1.ª Raquel Marques – 3m60cm 800 metros – 1.ª Salomé Afonso – 2m06,96s 3000 metros – 2.ª Lia Lemos – 9m42,18s 60 metros barreiras – 1.ª Olímpia Barbosa – 8m32cm 4×400 metros – 1.º Sporting CP (Cátia Azevedo, Beatriz Andrade, Juliana Guerreiro e Vera Barbosa) –...

José Moraes – Nordestino talentoso

Nasceu a 20 de Fevereiro de 1942 em João Pessoa (terra onde se tornou um verdadeiro ídolo) – Brasil. Começou por dar nas vistas no Sport Recife de onde transitou para o Vitória de Guimarães. Na “cidade berço” mostrou magníficas capacidades despertando a cobiça leonina. Chegou ao Sporting já a meio da temporada 1966/67 proveniente dos brasileiros do Treze FC após um verdadeiro imbróglio jurídico com o Vitória de Guimarães (onde jogara). Estreou-se (de forma auspiciosa) oficialmente a 12 de Fevereiro de 1967 (pela mão de Fernando Argila) numa receção ao FC Porto para o Campeonato Nacional (2-2) na qual apontou os 2 golos dos leões. Nessa 1ª época realizou apenas 8 jogos e na seguinte também não foi muito utilizado, mas em 1968/69 (com Fernando Caiado, Mário Lino, Armando Ferreira e Fernando Vaz – 4 treinadores numa só época!) ganhou um lugar na esquerda do meio campo ao lado de Gonçalves e Pedras. A sua última temporada em Alvalade foi a de 1969/70 na qual os leões se sagraram campeões nacionais, sendo bastante utilizado (24 presenças). Jogou pela última vez a 31 de Maio de 1970, em Alvalade, frente ao Belenenses para a Taça de Portugal (4-2). O último golo marcara-o já na época anterior (na estreia de Fernando Vaz), a 8 de Junho, perante a Académica (1-2). No total esteve 4 épocas no Sporting tendo realizado 75 jogos oficiais e marcado 6 golos. Ganhou 1 Campeonato Nacional. Em Alvalade deixou a imagem de bom jogador com capacidade para jogar no meio campo ou nas faixas do ataque. Como senão o facto de ser muito irregular, capaz de fazer...

Zé Mário

José Mário Soares nasceu a 20 de Fevereiro de 1940. Iniciou-se no Sporting no dia 1 de Janeiro de 1952, no campo do Passadiço (sede do clube). A história da sua chegada ao clube é curiosa. Jogava Voleibol no liceu e o seu pai, como sportinguista que era, inscreveu-o em Alvalade. Quando se apresentou estranhou não ver a rede de Volei no campo e só soube que o treino era de Basquetebol quando entrou no vestuário. Não recusou a sessão, já que estava ali foi experimentar, gostou e ficou, vindo a tornar-se um dos melhores atletas da modalidade por muitos anos na posição de ala ou extremo (e pontualmente como poste). Destacava-se por ser excelente nos ressaltos, sobretudo nos defensivos. Distinguia-se ainda pela sua conduta sempre correta e pelo grande espírito desportivo. Segundo as suas próprias palavras, todo o seu percurso de jogador ficou marcado pelo prof. Mário Lemos – prática desportiva sim, mas com correção e com muitas chamadas de atenção para a persistência da aprendizagem dos movimentos técnicos. A repetição dos movimentos técnicos era constantemente transportada para a prática em situações de jogo. Esteve no Sporting de 1952 a 1965 e depois em 1968 e 1969, o que totalizou 15 anos. Nesse período, para além de títulos nas camadas jovens, foi por 3 vezes campeão nacional, acumulando também vários outros títulos regionais. Desportivamente, os colegas que mais o marcaram foram Hermínio Barreto e Abílio Ascenso. Movimentos técnicos, atitudes e reações foram objecto de fixação e de correção. Por motivos profissionais mudou-se mais tarde para Angola, país onde viria a acabar a sua magnífica carreira enquanto jogador depois...

2017 – Campeões Nacionais de Atletismo (pista coberta) em ambos os sexos!

19 de Fevereiro de 2017. O Atletismo do Sporting CP conquistou neste dia (e no anterior), em Pombal, os Campeonatos Nacionais de Pista Coberta. Os leões fizeram a dobradinha, algo que já não conseguiam atingir desde 2011. A equipa feminina manteve a hegemonia, tendo conquistado o 7º título consecutivo e o 22º no total em 24 edições, tendo acabado a competição com 108 pontos, mais 21 que o Benfica (87). Já o setor masculino recuperou um título que escapava há 5 temporadas, terminando a prova com 104 pontos contra os 99 do eterno rival. Importa ainda referir que este foi o 17º título dos leões em 24 edições dos campeonatos. Depois de ter conquistado 7 provas em 13 no primeiro dia da competição, o Sporting CP conquistou 10 em 15 no derradeiro dia dos campeonatos. No setor masculino destaque para nova vitória de Nelson Évora. Depois de vencer o salto em comprimento na prova de sábado, o atleta leonino voltou a conquistar os 8 pontos para o Sporting CP no triplo salto. Évora (uma dos maiores nomes do Atletismo português, e recrutado este ano ao Benfica) dominou completamente a competição, tendo triunfado com um salto de 16m55cm, contra os 15m43cm do atleta do Sp.Braga, Ricardo Jaquite. Depois de conquistar a 1ª competição por clubes de leão ao peito, Nelson Évora era um homem feliz: “Acabámos por dar uma alegria a todos os sportinguistas. Não é só o futebol que interessa, embora claro tenha uma grande importância para o clube. Foi feita uma aposta e poucos meses depois está aqui a resposta com a conquista deste título”. Quanto ao lado...

Rodrigo Garrido – “Voava” sobre duas rodas

Entre 1930 e 1935 Rodrigo Garrido impôs-se com grande classe em quase todas as provas de Ciclismo de velocidade em que participou. A 14 de Setembro de 1930 obteve o seu 1º grande triunfo, ao dominar o Regional de velocidade. Uma semana depois, na Avenida Todi, em Setúbal (perante grande assistência), levou a melhor sobre o companheiro de equipa João de Sousa. Em 18 de Outubro de 1931 voltou a ser campeão regional (derrotando de novo João de Sousa), para a 8 de Novembro de sagrar bi-campeão nacional, desta vez deixando Alfredo de Sousa em 2º. O grande rival do seu tempo foi Francisco Assunção e Silva, outro ciclista velocíssimo e que também corria no Sporting. A 2 de Outubro de 1932 Garrido levou a melhor sobre Assunção e Silva, vencendo o seu 3º Regional de velocidade consecutivo. O mesmo aconteceu 3 semanas depois no Nacional, por uma diferença de uma roda. Por estes anos, no final da Volta a Portugal, realizava-se um Festival com provas de velocidade. A 20 de Agosto de 1933, no Estádio do Lumiar, Francisco Garrido foi (desta vez) batido por Assunção e Silva. No entanto, o melhor estava para vir, e Garrido voltou a” impor a sua lei” no Distrital e no Nacional (sempre perante Assunção e Silva), neste caso, e segundo o jornal “Os Sports”, “com um sprint verdadeiramente fenomenal”. A 15 de Julho de 1934, aquilo que já parecia uma inevitabilidade aconteceu, Rodrigo Garrido foi pela 5ª vez consecutiva campeão regional de velocidade (outra vez com Assunção e Silva em 2º). Partiu, por isso, como favorito (era tetra-campeão) para o Nacional a...

Vitória clara frente ao FC Porto numa época de transição

19 de Fevereiro de 1950. O Sporting, no 2º lugar do Campeonato atrás do Benfica, recebeu o FC Porto para a 18ª jornada do Campeonato Nacional. Os leões eram tri-campeões nacionais e nas temporadas que se seguiram a esta conseguiram o tetra. No entanto, apesar de não ter sido uma época de conquistas, os sportinguistas fizeram uma grande exibição na receção aos nortenhos. Orientados por Sándor Peics, os leões em campo foram: Azevedo; Octávio Barrosa e Juvenal; Canário, Passos e Juca; Jesus Correia, Vasques, Wilson, Travassos e Albano. O Estádio do Lumiar registou uma enchente magnífica numa boa partida de futebol. O Sporting começou com muita velocidade e logo a criar perigo, mas só perto do intervalo, aos 43 minutos, Canário atirou forte para as imediações da baliza portista e Wilson (que se estreava esta época na equipa – vindo de Moçambique – e que constituía a 1ª tentativa para fazer esquecer Peyroteo) fez o 1-0 num fulminante salto de mergulho. A 2ª parte continuou com o domínio sportinguista. Aos 76 minutos Travassos serviu Wilson, que com um pontapé rasteiro fez o 2-0. 4 minutos depois Barrigana, que durante toda a 1ª parte defendera até o… impossível, acabou por sofrer um “frango monumental”, num pontapé, de quase meio campo, de Albano – reza a História que o guardião portista terá exclamado: “Senhora da Hora! Como é que foi aquilo?!”, ao que o rapidíssimo extremo sportinguista ripostou: “Como foi?… Foram as tenazes do Barrigana que não suportaram a brasa do Albano…” . A 5 minutos do fim Wilson passou a Vasques, que se internou perigosamente marcando o 4-0 em toque de...

13 títulos individuais na pista coberta provam hegemonia leonina

19 de Fevereiro de 2012. Os atletas do Sporting presentes no Campeonato de Portugal de Pista Coberta que decorreu na Nave Desportiva de Espinho neste dia e no anterior conquistaram 13 títulos. O grande destaque da competição foi Patrícia Mamona (foto), que bateu o recorde nacional do triplo salto. Foram vários os atletas leoninos que triunfaram nas várias corridas da prova, onde estava igualmente inserido o Campeonato de Portugal de Provas Combinadas. No primeiro dia de competição, Ricardo Lima, nos 400m, Hélio Gomes, nos 1500m (melhorou em 4 centésimos o seu recorde pessoal), Edi Maia, na vara, e João Vieira, nos 5000m marcha, sairam vitoriosos. Entre as leoas o domínio foi igualmente avassalador. Tal como nos masculinos (venceram 4 das 6 provas), não deram hipótese, alcançando 5 triunfos, num total de 7. Vera Barbosa venceu e melhorou a sua marca pessoal nos 400m, com Sandra Teixeira nos 1500m, Marisa Anselmo na altura, Irina Rodrigues no peso e Shaina Mags no comprimento (melhorou o seu recorde pessoal) a saírem igualmente vitoriosas. Já no 2º dia de competições, melhor início seria impossível, com Patrícia Mamona a bater o recorde nacional do triplo salto com a marca de 13m94cm na sessão da manhã. Ainda no setor feminino, Maria Leonor Tavares venceu a prova do salto com vara. Entre os leões, João Almeida venceu os 60 m barreiras e, mesmo não tendo vencido a prova, Francisco Belo, com a marca de 18m64cm, destacou-se ao bater o recorde nacional sub-23 no lançamento do peso. Na última prova da competição, nos 4×400 m, o Sporting fechou na melhor maneira a sua participação com uma vitória....

2018 – Campeãs nacionais de Atletismo em pista coberta, e homens a 1 ponto do título…

18 de Fevereiro de 2018. Em Pombal (Leiria) as leoas sagraram-se campeãs nacionais de pista coberta, revalidando o título nacional e alcançando o consequente 23º troféu nacional pelo Sporting CP. Nos masculinos, os verdes e brancos não conseguiram levar a melhor sobre o Benfica, perdendo por um ponto (100-99), mas a história teria sido bem diferente se Jordin Andrade não tivesse visto a sua prova desqualificada (400m). Os leões entraram a “todo o gás”, conseguindo no 1º dia de competição alcançar 41 pontos contra 34 do rival, no setor feminino, e um empate técnico de 48 pontos nas provas masculinas, sendo que nos homens Jordin Andrade foi desqualificado (pisou a linha na primeira curva da prova), o que fez toda a diferença. Catarina Fonseca, atual campeã nacional de salto em altura, foi a primeira a entrar em acção, porém não conseguiu ir além do 3.º lugar, com a marca de 1m68cm. Seguiu-se Lorene Bazolo. A atleta leonina superiorizou-se perante as rivais, vencendo nos 60m femininos, com um extraordinário tempo de 7,29s. No comprimento feminino, Evelise Veiga foi a escolhida para representar o emblema de Alvalade. No entanto, a atual detentora do título nacional não superou a rival encarnada Yariadmis Arguelles. Quanto aos 1.500m femininos, Susana Godinho não foi feliz no último tempo de prova, não conseguindo ir além do 5º posto (4m32,8s). Na marcha o poderio leonino esteve em clara evidência, tanto no masculino, com João Vieira, como no feminino, com Vitória Oliveira. O dorsal 28 verde e branco dispensa apresentações, com um currículo de 18 títulos nacionais, bastou pisar o tartan para se destacar perante os rivais (19m30,20s). Também a atleta verde e branca...

Marco Aurélio – Classe, elegância e tranquilidade

Marco Aurélio Cunha dos Santos nasceu a 18 de Fevereiro de 1967 no Rio de Janeiro. Depois de alinhar no América e no Vasco da Gama foi recrutado pelo União da Madeira onde realizou 5 temporadas de muito bom nível. Chegou ao Sporting, por indicação de Carlos Queiroz, proveniente da equipa insular no Verão de 1994. Estreou-se oficialmente a 20 de Agosto, em Faro (2-0), para o Campeonato Nacional, tendo marcado o 1º golo a 26 de Novembro, em Leiria (3-0), para a mesma competição. Defesa-central de classe e aparentando grande tranquilidade foi uma aposta imediata do técnico português, fazendo uma dupla de sucesso com Naybet no centro da defesa. Nessa 1ª época contribuiu para o triunfo na Taça de Portugal. Na temporada seguinte manteve a parelha com o marroquino numa equipa que conquistou a Supertaça, já com Octávio Machado ao leme. Em 1996/97 os leões já não contaram com Naybet, e aí Marco Aurélio foi fundamental para que Beto se tornasse a grande revelação da temporada, jogando a seu lado e passando-lhe toda a sua experiência e maturidade. Na temporada 1997/98, verdadeiramente tumultuosa, e na qual o Sporting teve 4(!) treinadores, Marco Aurélio foi um dos poucos que passou incólume às muitas transformações, sendo mesmo, a par de Quim Berto, o futebolista com mais presenças (40). A sua última temporada (até Dezembro) foi a de 1998/99, com Mirko Jozic. Escolhido para capitão de equipa atuava em grande nível quando lhe surgiu uma proposta tentadora de Itália, o que o levou a abandonar o clube. Jogou pela última vez de “leão ao peito” a 15 de Janeiro de 1999...

Jozef Venglos – Um “cidadão do Mundo”

Jozef Venglos nasceu a 18 de Fevereiro de 1936 em Ruzomberok – antiga Checoslováquia. Centrocampista de bom nível (internacional pela Seleção B checa), tendo feito percurso de monta no Slovan Bratislava, acabou prematuramente a carreira devido a uma hepatite. Começou então a treinar, tendo-se iniciado na Austrália – onde chegou à Seleção. Depois voltou ao seu país, orientando os sub-23. Em 1973 regressou ao Slovan onde se sagrou campeão por duas vezes, ao mesmo tempo que era adjunto da Seleção principal do seu país. De 1978 a 1982 chegou a selecionador, conseguindo um 3º lugar no Europeu de 1980. Em 1983 (parte final da época) chegou ao Sporting pela mão de João Rocha. A temporada já estava perdida e pela orientação da equipa já tinham passado António Oliveira e Marinho Mateus. Estreou-se no banco leonino a 15 de Maio de 1983 com um empate em Vidal Pinheiro frente ao Salgueiros (1-1). Na temporada seguinte pôde começar um trabalho de raiz. As coisas até começaram bem, mas a eliminação da Taça UEFA perante o Celtic (com uma derrota em Glasgow por 5-0) e o falhanço nos jogos fulcrais do Campeonato e Taça de Portugal (sobretudo frente aos outros “grandes”) acabaram por resultar no seu despedimento antes, ainda, do final da época. Dirigiu pela última vez a equipa numa receção ao Sp. Braga (1-2) a 6 de Maio de 1984… Da sua passagem por Alvalade ficou o lançamento de alguns novos jogadores como Futre, Fernando Cruz ou Morato, mas paradoxalmente, ficou também o “pouco rasgo” que teve, por exemplo, na utilização do jovem Paulo Futre, um extremo genial que fazia a...

Chen Shi-Chao

Nasceu a 18 de Fevereiro de 1961 em Quangjiou, uma região da China. Começou a praticar Ténis de Mesa na escola, com 9 anos, e desde logo revelou ter muito talento para a modalidade. Com apenas 13 anos integrou a equipa profissional de Cantão, e com 19, em 1981, foi campeão do Mundo em pares mistos. No ano seguinte conseguiu um magnífico 2º lugar na Taça do Mundo e o vice-campeonato chinês pela equipa de Cantão. Representou a selecção chinesa de 1978 a 1986, participando na Taça do Mundo, Campeonato da Ásia e em Campeonatos do Mundo. Em 1989 chegou a Portugal para jogador-treinador do Sporting numa altura em que com homens como Pedro Miguel, Nuno Dias e João Portela, os leões já haviam conquistado a hegemonia da modalidade em Portugal. Com a sua inestimável contribuição os mesatenistas leoninos refinaram as suas qualidades e os campeonatos nacionais foram ganhos uns atrás dos outros. Em 1995 Chen recebeu melhores contrapartidas financeiras do Ginásio do Sul e saiu de Alvalade. Em 5 anos de ausência do chinês os leões só conquistaram 2 títulos, e o seu regresso para a época 2000/01 foi muito saudado. Aí passou a ser sobretudo treinador (coadjuvado pelo histórico Pedro Miguel), embora, de vez em quando, “pegasse na raqueta”. João Pedro Monteiro, embora ainda muito jovem, passou então a ser figura principal dos leões e um dos melhores de sempre em Portugal, facto a que esteve intimamente ligada a orientação técnica de Chen. De 2001 a 2003 o Sporting alcançou mais um tri-campeonato, repetindo o feito de 2007 a 2009. Em 2012, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020 voltámos a...

Bobby Robson – Uma figura do Futebol internacional

Robert William Robson nasceu a 18 de Fevereiro de 1933 em Sacriston – Inglaterra. Influenciado pelo pai, descobriu o encanto pelo futebol e com 17 anos já era profissional no Fulham. Em 7 anos no clube londrino destacou-se como ponta-de-lança passando depois para o West Bromwich Albion. A seguir chegou à Seleção. Em 1962 regressou ao Fulham onde se tornou treinador de sucesso. Em 1969 começou um grande trabalho no Ipswich Town construindo uma equipa que anos depois brilharia a nível interno e na Europa. Em 1982 chegou à Seleção inglesa onde se manteve 6 anos, partindo então para o PSV Eindhoven onde se sagrou por duas vezes campeão holandês. No defeso de 1992 chegou ao Sporting pela mão de Sousa Cintra (tendo como adjuntos Manuel Fernandes e José Mourinho – este mais no papel de tradutor) e por sua iniciativa homens como Stan Valckx, Juskowiak, Capucho, Cherbakov ou Porfírio começaram a dar nas vistas no Alvalade. O início do seu percurso de verde e branco foi complicado e apesar de alguns bons momentos nada conseguiu conquistar. Ainda assim continuou para 1993/94, contando então com reforços como Costinha, Paulo Sousa ou Pacheco. Começou bem a temporada mas uma eliminatória que pareceu “embruxada” frente ao Casino Salzburgo, no qual o Sporting venceu em casa por 2-0 (com Figo a atirar duas bolas nos postes) e perdeu fora por 3-0 (após prolongamento), sofrendo o 2º golo aos 90 minutos, atirando 3 bolas aos postes e ainda sendo vítima duma péssima exibição do guarda-redes Costinha, levou a que Sousa Cintra perdesse a paciência e o substituisse por Carlos Queiroz, por quem o...

Carlos Lopes

Carlos Alberto de Sousa Lopes nasceu a  18 de Fevereiro de 1947 em Vildemoinhos, São Salvador – Viseu. Nos tempos de meninice queria ser jogador de futebol, mas como tal não foi possível, acabou por enveredar pelo Atletismo. Iniciou-se no Lusitano Futebol Clube onde brilhou no escalão de juniores e despertou a atenção do Sporting onde ingressou em 1967. O clube arranjou-lhe emprego e os treinos não eram muitos por falta de tempo. Depois de trabalhar numa oficina e no “Diário Popular”, passou para um banco, onde começou a ter condições para se preparar mais adequadamente. Em Julho de 1968 conquistou o seu 1º título nacional, nos 5.000 metros dos Campeonatos Nacionais individuais e a partir daí foi um sem-número de conquistas e vitórias a nível nacional e internacional, na pista, no crosse e na estrada. A 28 de Fevereiro de 1976 foi Campeão do Mundo de Crosse em Chepstown, naquela que foi a 1ª medalha em competições de nível planetário arrebatadas por um atleta português. Nesse mesmo ano foi o 1º português a baixar dos 28 minutos nos 10.000 metros, com 27m45,8s obtidos em Munique. Nos Jogos Olímpicos de Montreal ganhou a medalha de prata nos 10.000 metros, alcançando novo máximo nacional com 27m45,17s. Em 1981 foi medalha de ouro nos 10.000 metros na Taça da Europa realizada em Varsóvia. Em Junho de 1982, em Oslo, bateu o recorde da Europa dos 10.000 metros (27m24,39s), tirando-o a Fernando Mamede (que o recuperou cerca de 1 mês depois) e triunfou na S. Silvestre de S. Paulo. Em 1983 começou a brilhar na Maratona ao conseguir novo recorde europeu com 2h08m39s....
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