Sobreiro

Manuel Pedro Relvas Sobreiro nasceu a 12 de Abril de 1949. O Sporting era uma das suas paixões, e apesar da baixa estatura para um basquetebolista compensava essa desvantagem com uma entrega ao jogo e espírito de luta magníficos, aliados a excelentes qualidades táticas. Tecnicamente de grande qualidade, com excecional visão de jogo e grande resistência física, tinha a vantagem de, sendo uma figura do clube, manter uma notável humildade. No Sporting ganhou 3 Campeonatos Nacionais (1968/69, 1975/76 e 1977/78) e 3 Taças de Portugal (1974/75, 1975/76 e 1977/78.) Foi 5 vezes internacional por Portugal. Morreu prematuramente, a 12 de Janeiro de 1982, com apenas 32 anos. Cerca de 2 meses depois, e como reconhecimento dos valiosos serviços prestados ao clube a Direção do Sporting de então decidiu, por unanimidade, conceder-lhe um louvor a título...

Lourenço

João Matos Moura Lourenço nasceu a 8 de Abril de 1942 em Alcobaça. Tinha 22 anos quando foi contratado pelo Sporting após ter dado nas vistas na Académica (começara no Alcobaça). Recebeu 300 contos de prémio de assinatura, mais um salário de 4 contos mensais. Logo na 1ª época no Alvalade mostrou ao que vinha. Avançado com bom domínio de bola, bom drible, excelente pontapé com ambos os pés e ótimo jogo de cabeça, apontou 25 golos. Estreou-se oficialmente no dia 6 de Dezembro de 1964 no Lusitano de Évora-Sporting (0-0) da 8ª jornada do Campeonato Nacional, apontando o 1º golo a 3 de Janeiro do ano seguinte no Sporting-Académica (2-4). Nessa sua 1ª época o Sporting não ganhou nada, mas na temporada a seguir, sob a orientação de Otto Glória e Juca, os leões voltariam aos títulos. Aí Lourenço teve um papel importante. Foi o 3º melhor marcador do Campeonato com 19 golos (a 6 de Eusébio e do seu companheiro Figueiredo) e faria no total 29 tentos, com assinalável presença também na Taça das Cidades com Feira e na Taça de Portugal. A 17 de Outubro de 1965 teve o seu momento de maior glória, ao marcar os 4 golos com que o Sporting venceu na Luz por 4-2 à 6ª jornada do Campeonato, um momento que ficou para todo o sempre. A 23 de Maio de 1971 contribuiu de forma decisiva (com 6 golos) para o jogo que está na História como a maior goleada de sempre no futebol profissional em Portugal (21-0), frente ao Mindelense, para a Taça de Portugal. A 28 de Maio de 1972 despediu-se...

Joaquim Agostinho

Joaquim Francisco Agostinho nasceu a 7 de Abril de 1943 em Brejenjas, concelho de Torres Vedras. Viveu alguns anos em Moçambique onde ouvia as reportagens na Emissora Nacional dos grandes triunfos de 2 homens – também de Torres Vedras, João Roque e Leonel Miranda, que corriam no seu clube de coração – o Sporting. Já na juventude ligava todos os dias duas localidades (Brejenjas – Torres Vedras) numa bicicleta pasteleira a fim de trabalhar como hortelão na quinta cujo caseiro era o pai de Ana Maria, sua futura mulher. Num fim de tarde de Outubro, quando regressava a casa, passou por ele o ciclista António Marta (pai de outro ciclista que apareceria mais tarde, Carlos Marta), que andava na estrada a treinar numa bicicleta de corrida. Agostinho viu-o passar e foi na pasteleira atrás dele. Marta ficou impressionado com a força do jovem de 25 anos (que nunca tinha feito desporto), mas forçou o andamento, afastou-se e escondeu-se nuns caniços para perceber até onde podia ir Agostinho. Foi então que o viu passar numa pedalada fortíssima, estrada acima. No dia seguinte encontraram-se de novo e Marta perguntou-lhe se ele queria experimentar uma bicicleta de corrida, recomendando-lhe que procurasse João Roque (o ciclista mais experiente da região), corredor do Sporting. Agostinho assim fez, mostrou-lhe vontade de ter um equipamento próprio e comprar uma bicicleta mais leve e mais rápida. O diálogo entre os dois foi curioso, tendo João Roque combinado com Agostinho dar-lhe um 1º programa de treino para que o candidato a ciclista pudesse participar em Dezembro seguinte na tradicional Corrida do Bairro em Torres Vedras, reservada a amadores. Nesse...

Visconde de Alvalade

Alfredo Augusto das Neves Holtreman nasceu a 6 de Abril de 1837 em Santarém. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo-se tornado um dos mais prestigiados advogados de Lisboa. Por decreto de 22 de Junho de 1898 foi-lhe concedido o título de Visconde pelo rei D. Carlos. Ao contrário de muitos outros homens da sua estirpe, numa altura em que Portugal vivia momentos difíceis, Alfredo Holtreman não estava na classe dos numerosos fidalgos arruinados. Pertencente a “boas famílias”, era proprietário de inúmeras casas e terrenos possuindo uma assinalável fortuna pessoal. Tinha uma maneira de ser muito “aberta” e cultivava o gosto por estar rodeado de jovens. A solicitação do seu neto, José Holtreman Roquette (José Alvalade), cedeu o terreno onde foi construído o 1º campo de jogos e sede do Sporting (no Sítio das Mouras), financiando com grande entusiasmo todas as despesas para as respetivas instalações. Aliás, era curioso o facto de ser apelidado de “anjo bom” por outros dos entusiastas no novo clube. Fez parte do núcleo de fundadores do Sporting e redigiu os seus primeiros estatutos, aprovados pelo Governo Civil de Lisboa a 22 de Agosto de 1907. Foi o 1º presidente da coletividade, posto onde se manteve até 3 de Janeiro de 1910. Nesse ano foi declarado Sócio Benemérito e 2 anos depois Sócio de Honra. Morreu a 22 de Junho de 1920 numa fase em que vivia com grande desgosto pela morte prematura do seu neto, José Alvalade, 2 anos...

José Leandro

José Leandro nasceu a 5 de Abril de 1899. Chegou ao Sporting no defeso de 1921 proveniente dum modesto clube lisboeta – o Palmense FC. Estreou-se oficialmente (com o treinador Augusto Sabbo e simultaneamente a Filipe dos Santos) no dia 13 de Novembro de 1921, no Campo Grande, numa receção ao CIF (3-0) para a 1ª jornada do Campeonato Regional. Na ocasião fez também o seu 1º golo. Nessa 1ª temporada foi o titular na posição de extremo-esquerdo, estando presente nas decisões do Regional (que o Sporting venceu pela 3ª vez) e do 1º Campeonato de Portugal. Na temporada seguinte as coisas correram ainda melhor! Para além de ter mantido o seu estatuto na equipa, José Leandro pôde festejar não só o 4º Regional para o clube como a conquista do 1º Campeonato de Portugal da História do Sporting! Augusto Sabbo mudou de ideias no ano que se seguiu, colocando agora José Leandro como médio-direito, posição na qual o futebolista leonino voltou a dar boa conta. Julius Lelovitch (o treinador em 1924/25) foi da mesma opinião, e os leões conquistaram o seu 5º Regional. Mantendo uma impressionante regularidade com presença em quase todos os jogos oficiais ao longo dos anos, José Leandro foi ainda mais recuado no terreno para 1926/27 (Augusto Sabbo regressara ao comando técnico da equipa) – agora jogava como defesa-direito, fazendo dupla com Jorge Vieira. A 27 de Março de 1927 fez o seu último golo pelo Sporting – num jogo de má memória (derrota por 3-1 que decidiu o Regional a favor do Vitória de Setúbal). Nas duas épocas que se seguiram passou a suplente –...

Orlando Duarte

Orlando Francisco Alves Duarte nasceu a 5 de Abril de 1957 em Lisboa, e é uma das maiores figuras da História do Futsal em Portugal. A sua carreira de treinador iniciou-se em 1987/88 no Atlético CP onde esteve até 1991/92. Seguiram-se 9 temporadas no Sporting onde foi Campeão Nacional por 5 vezes (de 1993 a 1995 consecutivamente e depois em 1999 e 2001 – ano da despedida), sendo o principal responsável por tornar o clube hegemónico na modalidade. Depois, na Seleção nacional, ficou ligado aos maiores feitos da equipa das quinas, a qual colocou no primeiro plano europeu e mundial. Foi 3º no Campeonato do Mundo em 2000 (na Guatemala) e 2º no Campeonato da Europa (na Hungria) em 2010. Pelo meio levou a equipa a mais 3 Europeus e 2 Mundiais. Já depois de abandonar a Seleção recebeu o prémio “Fernando Vaz” da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), pelo bom trabalho realizado à frente da turma das quinas. Afirmou na altura: “Há reconhecimentos e reconhecimentos e este é ótimo porque vem dos meus colegas treinadores. Entendo que é um prémio que vem da competência, da qualidade do trabalho, atribuído por pessoas que sabem aquilo que é feito e isso deixa-me muito satisfeito” Regressou ao comando do Futsal do Sporting para a temporada 2010/11. Logo no início da época ganhou a Supertaça. No período final, das decisões, chegou à final da UEFA Futsal Cup, venceu a Taça de Portugal frente ao Benfica e conquistou o Campeonato perante o mesmo adversário (com 3 vitórias em 3 jogos da final do play-off). Ainda antes do final da época de 2012...

Jesus Correia

António Jesus Correia nasceu a 3 de Abril de 1924 em Paço d`Arcos. Já era um nome importante no Hóquei em Patins do clube da sua terra quando foi convidado a ir fazer testes ao Futebol (modalidade que praticava apenas por brincadeira e onde já tinha sido recusado duas vezes no Belenenses) do Sporting. Jozef Szabo ficou encantado e a direção de António Ribeiro Ferreira ofereceu-lhe 10 contos para jogar no clube leonino. Maravilhado com a proposta (ganhava 300$ por mês a trabalhar num armazém) logo começou a alinhar como avançado-centro nas reservas. As suas exibições convenceram o técnico sportinguista, que o pôs rapidamente a jogar na equipa principal na extrema-direita aproveitando a sua notável velocidade. Estreou-se oficialmente pelos leões no dia 17 de Outubro de 1943 num Sporting-Fósforos para o Campeonato de Lisboa. 3 meses depois marcou o seu 1º golo (bisou) na 9ª jornada do Campeonato Nacional num 6-0 frente ao Vitória de Guimarães. A partir da época seguinte firmou-se definitivamente na titularidade ficando no Sporting 10 épocas nas quais apontou 152 golos em jogos oficiais (em 199 jogos), que fazem dele o 9º maior goleador de sempre na História do clube, pelo qual ganhou 7 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal e 2 Regionais lisboetas. Foi o extremo-direito dos famosos “cinco violinos” que aterrorizavam qualquer adversário que lhes aparecesse pela frente. Salientava-se pela sua magnífica capacidade técnica, com um drible estonteante, grande velocidade e enorme capacidade tanto nas assistências como nos golos (alguns quase “impossíveis” e que se dizia serem “à Hóquei”). O “Necas”, apelido pelo qual também era conhecido, afirmava que o seu doping era o arroz...

Passos

Manuel Passos Fernandes nasceu a 26 de Março de 1922 no Machico – Ilha da Madeira. Começou a jogar futebol muito miúdo, mostrando grande habilidade, e aos 15 anos recebeu os primeiros convites de clubes do Funchal, optando pelo União da Madeira. Aos 18 anos ingressou na CUF (onde lhe arranjaram um emprego) e começou logo a ser um dos preferidos dos adeptos pela sua fibra de grande lutador. Com pouca experiência de vida e algo instável  “perdeu-se” nas noites de Lisboa, e quando Cândido de Oliveira o pretendeu convocar para a seleção nacional adoeceu e teve de ser internado no sanatório do Caramulo. Esteve lá 1 ano, e quando regressou a Lisboa tinha engordado 22 kg! Só 6 anos depois o seu médico, José Maria Antunes, o deu como curado e foi aí que se ofereceu ao Sporting com a garantia de que se a doença voltasse não receberia um tostão do clube. Por compaixão aceitaram-no e em boa hora o fizeram. Estreou-se oficialmente pelo clube de Alvalade com 26 anos (sob o comando de Cândido de Oliveira), a 19 de Setembro de 1948, no Atlético CP-Sporting (0-3) da 1ª jornada do Campeonato Nacional. Nessa 1ª época jogou pouco, mas a partir do ano seguinte ganhou um lugar na equipa como defesa/médio centro, que manteve por longos anos. Apesar de não ser muito dotado tecnicamente, Passos era um futebolista tremendamente esforçado, que evoluiu muito com a experiência acumulada. Em 1953, por exemplo, numa deslocação do Sporting ao Brasil, os brasileiros ficaram deslumbrados com o futebol do médio leonino mas o presidente António Ribeiro Ferreira recusou uma oferta de...

João Lourenço

Nasceu em 25 Março de 1917. Começou a sua carreira de ciclista em Marrocos onde era conhecido por “Jean Lorenzo” e começou a dar nas vistas. No Outono de 1939, quando vivia em França, foi convidado pelo dirigente sportinguista Retamoza Dias (um grande entusiasta do Ciclismo), para ingressar no Sporting. A 22 de Outubro de 1939 obteve a sua 1ª vitória de verde e branco. Foi na “Taça Olympique”, realizada em Lisboa. No ano seguinte começou a colecionar triunfos. A 31 de Março de 1940 venceu a clássica de “100km da União Velocipédica a Portuguesa”. Cerca de 1 mês depois sagrou-se Campeão Distrital de Fundo e mais duas semanas se passaram até triunfar na prova “Lisboa-Caldas da Rainha-Lisboa”. A 23 de Junho foi Campeão Regional de Velocidade e uma semana depois venceu o “Lisboa-Peniche-Lisboa”. Na 9ª Volta a Portugal ficou no 4º lugar (numa prova em que dominou nos primeiros dias). Em Setembro voltaram os triunfos, no 2º “Grande Circuito da Foz” e no 11º “Giro do Minho”. Em 1941 voltou a ganhar os “100km da UVP” (em Março). No mês de Setembro triunfou no 2º “Circuito da Bairrada”. Na Volta a Portugal, onde ficou no 5º lugar final, ganhou 10 das 24 etapas estabelecendo um novo recorde da competição (que se mantém actual). A temporada de 1942 foi impressionante. João Lourenço venceu os “50km de Abertura”, foi Campeão Distrital de Fundo, triunfou nos “100km em Contra-Relógio”, foi Campeão Distrital de Velocidade, Campeão Nacional de Velocidade, Campeão Nacional de Fundo, venceu o 1º “Circuito da Mealhada”, o “Circuito do Comércio” (em Palma de Maiorca) e o “Circuito da Malveira” – uma...

Rui de Araújo

Nasceu a 25 de Março de 1910 em Lisboa. Começou a dar os primeiros “pontapés na bola” no Belenenses, onde esteve como infantil. Depois foi para o União de Lisboa, dando tanto nas vistas a ponto de ser contratado pelo Sporting. Estreou-se oficialmente pela turma leonina (com o técnico Rudolf Jeny) a 16 de Outubro de 1932 num Sporting-Barreirense (4-3) para a 1ª jornada do Campeonato Regional de Lisboa. Marcou o 1º golo a 22 de Janeiro de 1933 frente ao Chelas (7-1). Jogador polivalente – alinhava em qualquer posição da defesa ou do meio-campo – era apontado como um símbolo de dedicação, sempre pronto a ajudar os colegas tanto dentro do campo como fora dele. Talvez por isso tenha sido durante largos anos capitão da turma leonina, fazendo diversas épocas seguidas sem falhar um único jogo, mesmo que em más condições físicas. Chegou a defrontar o Benfica com um sobrolho aberto e o Belenenses com uma costela partida, mas nunca se atemorizou. Era um verdadeiro “corredor de fundo”, com um pulmão que nunca mais acabava, mas curiosamente muito rápido no Atletismo, fazendo 9,3s aos 80 metros. Esteve no Sporting durante 10 temporadas nas quais realizou 243 jogos e marcou 9 golos. Ganhou 13 provas oficiais (4 Campeonatos Nacionais, 1 Taça de Portugal e 8 Regionais de Lisboa). Despediu-se do Sporting e da carreira de futebolista no dia 5 de Julho de 1942 em Guimarães (1-2) para a Taça de Portugal. Foi 4 vezes internacional português Morreu a 8 de Janeiro de...
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