2005 – Recuperação fantástica frente ao Newcastle

14 de Abril de 2005. O Sporting chegara aos quartos-de-final da Taça UEFA, onde teve pela frente, de novo, a turma do Newcastle, a quem já vencera esta época no torneio de pré-temporada disputado na cidade inglesa e com quem empatara “fora” na fase de grupos. O 1º jogo, disputado em Inglaterra, saldou-se por uma derrota “cruel” por 1-0, numa partida em que o Sporting até merecia ganhar pelo futebol produzido. Jogar em casa na 2ª mão com 0-1 na eliminatória é sempre muito perigoso (ainda por cima sem o goleador Liedson, castigado), e pior se tornou o cenário quando, logo aos 19 minutos, e totalmente contra a corrente do jogo, os ingleses se colocaram a vencer no Alvalade. O que se passou depois não estaria, com toda a certeza, nas previsões de muitos. O Sporting arrancou para uma exibição fantástica (uma das melhores do seu historial europeu) e conseguiu triunfar por um claro 4-1, que levou a equipa às meias-finais. Niculae fez, aos 40 minutos, o 1-1 (o seu último golo de verde e branco) – para o romeno foi o maior momento de glória duma época em que teve um rendimento muito baixo. O intervalo chegou com o empate, mas na 2ª parte, sem nunca entrar em desespero, a turma leonina fez uns últimos minutos fantásticos, marcando por Sá Pinto aos 70, Beto aos 77 (foto – uma cabeçada na sequência dum canto que virou a eliminatória) e Rochemback aos 90. A turma leonina, orientada por José Peseiro, alinhou com: Ricardo; Rogério, Beto, Anderson Polga e Rui Jorge; Rochemback; Sá Pinto (Custódio), João Moutinho e Carlos Martins...

1986 – Título “roubado” ao Benfica

13 de Abril de 1986. O Sporting, de Manuel José, fez uma boa ponta final de Campeonato vencendo os últimos 5 jogos. Na penúltima partida da prova os leões deslocaram-se à Luz para defrontar o Benfica que tinha mais 2 pontos que o FC Porto mas desvantagem no confronto direto. Assim, para os encarnados a vitória seria importantíssima e o empate o menos mau. A derrota poderia ser praticamente o fim das esperanças, se aliada a uma vitória do FC Porto em Setúbal, o que se viria a verificar. Com um Estádio da Luz cheio, numa tarde sol, o Sporting jogou com: Damas; Gabriel, Venâncio, Morato e Romeu; Oceano; Jaime Pacheco, Carlos Xavier (Duílio) e Sousa; Manuel Fernandes (cap) (Mário Jorge) e Meade. O Sporting entrou na partida com uma excelente disposição com vista a vingar a pesada derrota sofrida no mesmo palco poucas semanas antes para a Taça de Portugal. Surpreendeu muita gente a demonstração de classe dada pelos leões desde o apito inicial do árbitro, mas a equipa leonina, mostrando o grande profissionalismo dos seus futebolistas, não veio para este jogo para fazer “favores” a quem quer que fosse, optando, isso sim, por fazer o seu jogo que em diversas fases da temporada se concluiu ter grande potencial. Logo aos 12 minutos começou a desenhar-se a “tragédia” para os encarnados. Na sequência dum passe em profundidade para as costas da defensiva encarnada, Morato arrancou de forma soberba vindo de trás e atirou a contar para o melhor sítio. 12 minutos depois o Sporting aumentou a contagem por Manuel Fernandes, que conseguiu perfurar a defensiva adversária e bateu Bento à...

1980 – Triunfo no derby, na caminhada para o título!

13 de Abril de 1980. 24ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol. O Sporting, em luta com o FC Porto pelo título, recebeu o Benfica (que nesta tarde ficou definitivamente arredado). Os leões estavam no 2º lugar, muito perto dos portistas, e perder pontos era proibido. Sob o comando de Fernando Mendes, a equipa: Vaz; José Eduardo, Bastos, Menezes e Barão; Eurico; Fraguito (Lito 75) e Marinho; Manuel Fernandes, Manoel e Jordão. Choveu “a cântaros” em Alvalade. O Sporting realizou uma excelente 1ª parte marcando aos 24 minutos por Jordão e aos 36 por Manuel Fernandes. Para a 2ª parte os leões entraram com a disposição de gerir o jogo e o cansaço, mas os forasteiros reduziram, por Diamantino, aos 78 minutos. Quando as coisas pareciam ficar um pouco “tremidas”, surgiu Jordão (de penalty) a descansar as hostes sportinguistas, aos 81 minutos. Os leões ficaram obviamente satisfeitos com mais um triunfo fundamental na luta pelo título. Algo surpreendentes foram as declarações do benfiquista Diamantino: “Agora só faço votos para que o Sporting seja campeão, era a melhor resposta às bocas nortenhas… E julgo que, depois deste animador resultado podem ganhar nas Antas, que o FC Porto não pratica nada um futebol de outro planeta…”. Na verdade o Sporting não ganharia nas Antas (empatou, porque não o deixaram fazer mais), mas o título foi verde e...

1919 – “Carinhosas deferências” com o Recreativo Huelva

13 de Abril de 1919. Já não era virgem a situação. O Recreativo Huelva (quase todos os jogos internacionais das equipas portuguesas contemplavam adversários espanhóis) deslocou-se a Lisboa para defrontar por duas vezes o Sporting. Como sempre, as partidas foram rodeadas de enorme expetativa, causando grande impacto. O 1º desafio fôra disputado na véspera e, para o Diário de Notícias: “O grupo espanhol jogou com grande combinação e conhecimento do que é o futebol”. Apesar de o Sporting (sem Artur José Pereira e Francisco Stromp) dominar mais no 1º tempo, os espanhóis não se desorientaram conseguindo realizar algumas avançadas magníficas. Na 2ª parte o jogo foi mais equilibrado, tendo os espanhois, na sequência dum canto, marcado de cabeça o golo da vitória. O Sporting reagiu, mas a defesa espanhola conseguiu anular todos os ataques leoninos. Neste dia 13 realizou-se a 2ª partida, e foi bem diferente. Talvez devido ao esforço da viagem e do jogo anterior os espanhois não conseguiram jogar tão bem. Ainda assim os primeiros 20 minutos foram animadíssimos. Os ataques rápidos e bem conduzidos sucederam-se de parte a parte. O futebol largo e bem combinado patenteava claramente todas as figuras e toda a tática de jogo de ambas as equipas. Após esse período o jogo tornou-se menos interessante e até monótono por vezes, havendo apenas uma ou outra fase movimentada digna de registo. O Sporting apresentou uma equipa fortíssima, jogou com rara energia, dominou quase sempre e apontou 5 golos, dos quais o 3º, por Perdigão (foto de arquivo), “foi o melhor de todos pelo ataque que o precedeu e pelo remate rápido e oportuno”. O desafio...

Tonel – Capacidade aérea nas duas áreas

António Leonel Vilar Nogueira Sousa, conhecido no mundo do futebol por Tonel, nasceu a 13 de Abril de 1980 em Lourosa. Começou no Sporting de Espinho mas muito cedo se juntou às equipas jovens do FC Porto onde fez um trajeto interessante. Chegado aos seniores, andou pela equipa B dos portistas até ser emprestado à Académica (onde permaneceu 4 anos). Chegou ao Sporting, proveniente do Marítimo (onde fez uma boa época), no Verão de 2005. Estreou-se oficialmente (com José Peseiro) a 19 de Agosto num Sporting-Belenenses (2-1) para a 1ª jornada do Campeonato. A 20 de Dezembro marcou pela 1ª vez, frente ao Rio Ave (3-0). Logo nessa temporada ganhou a titularidade (fazendo dupla com Anderson Polga), assumindo-se mesmo como um das revelações do ano pelas capacidades demonstradas (sobretudo no jogo aéreo, e tanto no plano defensivo como no ofensivo). Na temporada seguinte continuou em bom nível mas uma lesão a meio do percurso fê-lo perder a titularidade (que não mais recuperou) para Caneira, faltando à parte decisiva da época na qual o Sporting realizou uma magnífica campanha quedando-se apenas a 1 ponto do título e ganhando a Taça de Portugal. Em 2007/08 voltou a ser protagonista, somando 52 jogos oficiais e 6 golos, provando mais uma vez ser um jogador de raça e contribuindo para os triunfos na Supertaça e Taça de Portugal. Na temporada seguinte a história de 2 anos antes repetiu-se, e tendo começado como titular, uma lesão fê-lo perder o lugar para Daniel Carriço (que aproveitou para lançar-se). 2009/10 foi a sua última temporada no clube fazendo dupla com Daniel Carriço no eixo defensivo e...

2018 – Colchoneros perderam e sofreram no Alvalade, mas acabaram salvos por Oblak

12 de Abril de 2018. Quartos-de-final da Liga Europa. 2ª mão. Uma semana depois da derrota por 2-0 em Madrid e de todo o caos instalado após isso (declarações do presidente Bruno de Carvalho no Facebook criticando os seus jogadores em alguns lances geraram quase um tumulto – e foram o princípio do fim da sua presidência), o Sporting recebia os madrilenos com a ilusão de poder recuperar da desvantagem proporcionando uma noite memorável. Não esteve muito longe de se concretizar o sonho. Jorge Jesus montou uma equipa com 3 defesas que ganhou claramente o meio-campo no 1º tempo. Os leões criaram várias oportunidades de golo, marcaram por uma vez (Fredy Montero) e obrigaram Oblak a diversas defesas de categoria. O intervalo chegou com a vantagem magra, algo que se verificou, seria decisivo para o desfecho da eliminatória. No 2º tempo o Sporting foi menos autoritário. Quem esperava uma entrada poderosa buscando empatar a eliminatória enganou-se. Por razões físicas, técnicas ou táticas, o Sporting não foi capaz disso, mas a verdade é que ainda assim os leões foram também fortes no 2º tempo e voltaram a ter uma ou outra oportunidade para marcar. Do outro lado Griezmann esteve por duas vezes isolado perante Rui Patrício, mas uma defesa do nosso capitão e um remate ao lado (perante a mancha de Patrício) não possibilitaram ao francês o golo. O final chegou com um insuficiente 1-0 após uma exibição de bom nível do Sporting perante um adversário que era na altura uma das equipas mais competitivas da Europa. Individualmente praticamente toda a equipa esteve em bom plano, destacando-se os incansáveis Battaglia...

1959 – Leões conquistaram “Troféu dos Campeões” frente ao Porto

12 de Abril de 1959. Sporting (Campeão Nacional de 1958) e FC Porto (recém-Campeão Nacional de 1959) combinaram entre si disputar um troféu, espécie de tira-teimas, denominado Taça dos Campeões de 58 e 59. O 1º jogo foi em Alvalade, a 5 de Abril, com vitória dos leões por 2-1 fruto de um bis de Hugo (ambos golos de grande espetáculo numa exibição leonina com laivos de brilhantismo). A partida decisiva disputou-se na Antas, uma semana depois, tendo Sporting, sob o comando de Mario Imbelloni, alinhado com: Octávio de Sá; Lino, Morato e Hilário; Mendes e David Julius; Hugo, Vasques, Vadinho, Travassos e Morais. Os portistas, jogando em casa e necessitando de recuperar da desvantagem do jogo em Alvalade, entraram numa toada mais atacante. Ainda assim foi o Sporting a criar as primeiras sensações de golo, com Vasques a atirar com muito perigo, sem preparação aos 16 minutos, e Vadinho a perder ótimo ensejo, por lentidão, 1 minuto depois. Assim, não foi com grande surpresa que surgiu o 1º golo para os verde e brancos, à passagem do minuto 23, por Vasques. O FC Porto reagiu violentamente (no bom sentido do termo), criando então grandes problemas para a defensiva leonina. Aos 25 minutos Gastão apareceu isolado frente a Octávio de Sá mas atirou por alto. 1 minuto depois Morato salvou sobre a linha um remate de Noé. Pouco depois da meia-hora Virgílio atirou de longe um belo remate que bateu na trave, para 3 minutos depois uma tentativa de Noé encontrar o mesmo destino… A 1 minuto do intervalo lá surgiu o empate, quase inevitável, por Noé. Os portistas, moralizados, tomaram...

Armando Manhiça – Central de grande envergadura física

Armando António dos Santos Manhiça nasceu a 12 de Abril de 1943 em Lourenço Marques – Moçambique. Começou por representar a Académica de Chamanculo e depois o Sporting de Lourenço Marques, antes de chegar ao Sporting Clube de Portugal para a temporada 1964/65. Só se estreou  a 27 de Junho (com o técnico Armando Ferreira), no penúltimo jogo da época, em Alvalade, frente ao Vitória de Setúbal (1-1) para a Taça de Portugal. No ano seguinte não chegou a jogar qualquer partida oficial. Em 1966/67, finalmente, começou a alinhar com alguma regularidade (13 presenças), como defesa-central. Na temporada seguinte, com Fernando Caiado, afirmou-se na equipa titular realizando 34 jogos, e fazendo dupla de centrais com o consagrado José Carlos. Coletivamente é que as coisas não correram muito bem, pois os leões perderam a liderança do Campeonato nas 3 derradeiras jornadas. Em 1968/69 voltou a ser protagonista, sendo dos elementos mais utilizados da equipa. No entanto, na época seguinte, com o regresso de Caló (que estava emprestado ao União de Tomar), perdeu a titularidade, a ponto de não fazer uma única partida. Assim, acabou por sair – no Verão de 1970, para o FC Porto.  A sua última partida oficial de verde e branco aconteceu a 8 de Junho de 1969 em Alvalade frente à Académica (1-2) para a Taça de Portugal. Esteve um total de 6 épocas no Sporting (se bem que em duas delas, 65/66 e 69/70, não tenha chegado a ser utilizado). Fez 82 jogos oficiais (não marcou golos) e não ganhou qualquer título. Deixou a imagem de um central com excelente pujança física, mas alguma irregularidade....

Afonso Martins – Um poveiro com talento

Afonso Paulo Martins da Agra nasceu a 11 de Abril de 1973 na Póvoa de Varzim. Era ainda uma criança quando emigrou com os pais para França. Começou a jogar no Nancy onde se estreou na 1ª divisão gaulesa com apenas 18 anos. Poucos anos mais tarde chegou à Seleção portuguesa de Esperanças e daí a despertar o interesse dos principais clubes lusitanos foi um pequeno passo. Chegou ao Sporting no Verão de 1995 assinando um contrato de longa duração pouco habitual para a época (7 anos). Estreou-se oficialmente (pela mão de Carlos Queiroz) a 23 de Agosto, no Porto, em partida a contar para a Supertaça (2-2). Marcou o 1º golo a 9 de Janeiro de 1996 numa vitória por 2-1 sobre o Boavista para a Taça de Portugal. Nessa 1ª temporada no clube logo se assumiu como um jogador importante realizando 30 jogos oficiais e marcando 4 golos – o mais marcante dos quais valeu a eliminação do Porto para a Taça de Portugal. No defeso que se seguiu foi um dos jogadores fundamentais da Seleção Nacional que alcançou o 4º lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta. Na época seguinte voltou a ser uma “peça” de relevo no meio-campo sportinguista, mas em 1997/98 começaram a surgir os primeiros conflitos com os treinadores numa das piores temporadas do clube. Esses problemas adensaram-se em 1998/99 (fôra dispensado mas recusara sair e não admitiu um empréstimo), temporada da qual não chegou a fazer um único jogo oficial. Em 2000, com Inácio, foi recuperado para a equipa após um largo período votado ao ostracismo em que andou a treinar à parte...

Meszaros – 2 anos chegaram para o tornar mítico em Alvalade

Ferenc Meszaros nasceu a 11 de Abril de 1950 em Budapeste. Chegou ao Sporting no Verão de 1981 proveniente do Vasas de Budapeste (por 7.000 contos) – onde tinha feito toda a carreira, indicado pelo novo treinador Malcolm Allison. Veio rotulado como sendo um dos melhores guardiões mundiais e em Alvalade comprovou toda a sua classe. Estreou-se oficialmente a 23 de Agosto num Sporting-Belenenses (2-2) para a 1ª jornada do Campeonato Nacional e logo “pegou de estaca” na equipa. Conhecido pelo seu feitio “brincalhão” era um dos bons animadores do balneário verde e branco, e logo nessa 1ª época a equipa leonina conquistou a “dobradinha”. Na temporada seguinte (onde se manteve como titular indiscutível) as coisas já não correram tão bem em termos coletivos, salvando-se o triunfo na Supertaça. No final da época, já com 33 anos, acabou por sair. Jogou pela última vez de “leão ao peito” a 5 de Junho de 1983 na última jornada do Campeonato frente ao Vitória de Guimarães (1-0). Uma das suas histórias mais curiosas no Sporting aconteceu num derby frente ao Benfica no dia 2 de Janeiro de 1983. Os leões ganharam por 1-0 com um golo de Jordão. Meszaros teve tão pouco que fazer que, no decorrer da partida, até deu uma “passa” num cigarro oferecido por um fotógrafo que trabalhava atrás da sua baliza! Esteve um total de duas épocas no Sporting realizando 80 jogos e sofrendo 60 golos – é o 6º melhor guarda-redes de sempre do clube em média de golos sofridos (0,75 por jogo). Ganhou 1 Campeonato Nacional, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Jogou depois...
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