2019 – Campeões Europeus de Goalball em ambos os sexos!

24 de Março de 2019, Domingo. O Sporting sagrou-se bicampeão europeu de Goalball, um jogo praticado por atletas que possuem deficiência visual, cujo objetivo é arremessar uma bola com as mãos para a baliza adversária. Cada equipa joga com 3 jogadores e 3 reservas, sendo obrigatório o uso de vendas por todos os atletas. Foi criado após o fim da Segunda Guerra Mundial como forma de ex-combatentes poderem praticar um desporto, tivessem ou não limitações físicas resultantes desse horrendo conflito. Na tarde da sexta-feira anterior, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, realizou-se a cerimónia de abertura da Super Liga Europeia de Goalball que contou com as presenças do vereador da Câmara Municipal de Odivelas – Paulo César Teixeira, do administrador do LouresShopping – Mário Madeira e do diretor-geral das modalidades do Sporting Clube de Portugal – Miguel Albuquerque. No pequeno discurso proferido na cerimónia, o responsável leonino mostrou-se orgulhoso de mais um evento onde o Sporting se encontrava inserido: “É um prazer enorme estar novamente em Odivelas (…) queria agradecer à Câmara Municipal por esta parceria que torna possível a organização do evento, tal como ao LouresShopping e aos nossos parceiros, sem eles não era possível estarmos aqui (…) é importante continuarmos a receber este tipo de eventos, é sinal de que confiam em nós e nas nossas organizações. O Sporting Clube de Portugal, enquanto instituição, tem uma grande relevância e importância neste tipo de ações e também na promoção daquele que é o nosso entendimento do que deveria ser o desporto, que é de todos e para todos (…) o Sporting CP continua a ser uma referência no desporto...

1983 – Nos quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus de Futebol

2 de Março de 1983. Pela 1ª vez (e única até hoje) o Sporting esteve nos quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus. Na 1ª mão (92º jogo e 38ª vitória do Sporting na Europa), receção ao campeão de Espanha, a Real Sociedad dos famosos Arconada, Bakero, Zamora ou Lopez Ufarte. Numa noite de temperatura amena, o Estádio Alvalade esteve literalmente a “rebentar pelas costuras” naquela que terá sido provavelmente a sua maior assistência de sempre. Sob o comando do treinador-jogador António Oliveira, o Sporting alinhou com: Meszaros; Virgílio, Zezinho, Kikas (Ademar) e Carlos Xavier; Festas; Lito, Oliveira e Nogueira; Manuel Fernandes (cap) e Jordão. Apesar de ser a equipa campeã de Espanha e de contar nas suas fileiras com diversos jogadores de fama europeia, a Real Sociedad entrou e saiu de Alvalade a defender, preocupada quase exclusivamente em levar um 0-0 para o País Basco. O Sporting porfiou, se bem que na 1ª parte não conseguisse criar muitos lances de perigo. A maior liberdade ofensiva de Carlos Xavier (um polivalente) pelo flanco esquerdo e a entrada de Ademar acabaram por conferir ao Sporting um 2º tempo mais profícuo, com mais oportunidades de golo. Os espanhóis, no entanto, mostraram-se quase sempre imperturbáveis, e satisfeitos com o nulo. Já faltavam menos de 2 minutos para terminar a partida quando o Sporting conseguiu finalmente marcar. Na sequência de diversos lances de insistência numa tentativa já quase desesperada de viajar para Espanha com vantagem, e que veio da sequência duma 2ª parte em que o Sporting esteve quase sempre com o “pé a fundo no acelerador”, Manuel Fernandes conseguiu (desta vez) furar a...

1991 – Gémeos Castro magníficos num dificílimo título europeu de Crosse

10 de Fevereiro de 1991. O Sporting venceu pela 11ª vez a Taça dos Campeões Europeus de Crosse, 3ª consecutiva,  em Margnane (a 40km de Marselha). Domingos e Dionísio Castro cortaram a meta com o mesmo tempo. Entre 20 equipas, o Sporting somou 25 pontos contra 28 dos espanhóis do Alicante. A forma como decorreu a prova tornou este um dos mais difíceis triunfos de sempre e a vitória esteve em dúvida até muito perto do final. A corrida (de 10.845 metros) decorreu sobre um piso muito duro, com desníveis muito acentuados e o vento característico daquela zona de França. O Benfica, que ficou em 3º lugar, tentou comandar as operações de início, e tudo indicava que só uma forte reação dos leões os poderia levar ao triunfo. A pouco e pouco os manos Castro começaram a controlar a situação, mas para que a vitória fosse possível os seus companheiros teriam de se posicionar bem. À entrada para a última volta os espanhóis e os sportinguistas tinham os mesmos pontos, mas “nuestro hermanos” fechavam primeiro a equipa, pelo que estavam à frente. O Benfica, entretanto, começava a ceder. Moniz Pereira “empurrou” então os seus restantes atletas para a frente, e com grande esforço, Alberto Maravilha entrava nos 10 primeiros, enquanto Eduardo Henriques e João Junqueira se intrometiam entre os quartos homens adversários. Nos últimos metros da derradeira volta a vitória foi garantida “a ferros”. O numeroso público rendeu-se ao valor dos gémeos Castro, que no final viram os seus rostos inundados de lágrimas. As classificações dos leões: Domingos Castro (1º), Dionísio Castro (2º), Alberto Maravilha (9º), Eduardo Henriques (13º)...

1993 – CE de Crosse pela 13ª vez no 1º título do novo técnico Bernardo Manuel

7 de Fevereiro de 1993. Na 30ª edição da Taça dos Campeões Europeus de Crosse, o Sporting venceu pela 13ª vez, naquela que terá sido uma das vitórias mais “fáceis” de sempre. Na Aldeia das Açoteias, o Sporting triunfou por 18 pontos de diferença sobre o 2º classificado – Maratona Clube de Portugal. Na corrida, Domingos Castro teve sempre o domínio, mantendo debaixo de olho o italiano Panetta e impondo o ritmo que mais lhe interessava. Um pouco mais atrás, o trio que “fechava a equipa” andava quase sempre junto. Volta a volta o Sporting ia cimentando a sua liderança até à vitória final. Paulo Guerra, João Junqueira e Carlos Monteiro formaram o terceto que confirmou o triunfo coletivo. E se Monteiro ainda se mostrava um pouco distante do seu real valor, Guerra patenteou excelente forma, e João Junqueira foi talvez a grande surpresa da equipa ao realizar uma corrida extraordinária. Dionísio Castro alinhou inferiorizado, mas fez o sacrifício de tentar ajudar ao máximo a equipa. Carlos Patrício sacrificou-se um pouco pelo seu companheiro, “rebocando-o” em algumas alturas de forma a ajudá-lo a terminar a prova. Nos últimos 15 anos o Sporting só perdera esta prova em 1987 e 1988 para os italianos do Pro Patria, tendo Domingos Castro conquistado o seu 4º título individual (3º consecutivo). A classificação dos leões: 1º Domingos Castro, 3º João Junqueira, 4º Paulo Guerra, 7º Carlos Monteiro, 12º Carlos Patrício, 15º Dionísio Castro. A equipa fez 15 pontos contra 33 do Maratona. No final da prova a alegria estava estampada no rosto de todos os elementos da comitiva, dos atletas aos técnicos, passando...

1994 – O 14º título europeu de Crosse

6 de Fevereiro de 1994. Com a conquista do seu 14º título coletivo e 5º individual de Domingos Castro, em Amorebieta, o Sporting continuou a deter todos os recordes da mais prestigiada competição de Crosse da Europa. O grande momento da prova ocorreu quando Carlos Monteiro entrou a todo o vapor na reta final ultrapassando os 2 espanhóis que seguiam perto. Graças a essas duas ultrapassagens o Sporting venceu, numa prova em que Domingos Castro esteve igual a ele próprio, na qual Ezequiel Canário provou mais uma vez ser um homem com quem a equipa poderia sempre contar, e na qual João Junqueira fechou a equipa. Até metade da corrida foram os espanhóis a liderar, mas por essa altura Domingos Castro “foi-se embora” e a correlação de forças começou a equilibrar-se. Entretanto Canário foi-se fixando num importante 5º lugar. À entrada para a última volta, com várias posições praticamente definidas, tudo dependia daquilo que Carlos Monteiro conseguisse fazer face aos 2 adversários espanhóis com quem lutava num terreno cada vez mais enlameado e pesado que obrigava a um esforço enorme. Para Bernardo Manuel, técnico leonino: “As dificuldades aumentaram face a anos anteriores e a nossa vitória chegou a estar seriamente em dúvida. Quando Domingos se isolou e o Canário se fixou no 5º lugar comecei a ver as coisas como mais possíveis, e a excelente ponta final do Carlos Monteiro acabou por resolver a situação a nosso favor. Foi uma vitória certa, mas há que ter em atenção que o valor dos adversários europeus aumenta de ano para ano”. Para o brilhante vencedor, Domingos Castro: “O principal objetivo era...

1977 – Corta-mato ganhou a 1ª TCE para o palmarés do Sporting

6 de Fevereiro de 1977. Esta foi a 2ª competição europeia ganha pelo Sporting (depois da Taça das Taças de Futebol em 1964), mas a 1ª entre campeões. Na 15ª Taça dos Clubes Campeões Europeus de Crosse, realizada em Palência (“casa” da equipa que tinha vencido as duas últimas edições da prova), o Sporting sagrou-se Campeão Europeu graças à prestação sensacional dos seus principais atletas. Carlos Lopes foi igual a si próprio e venceu (depois de ter estado sempre na “cabeça” da prova) isolado, deixando o famoso Mariano Haro a 7 segundos. Fernando Mamede em 6º e Aniceto Simões (veio esta época do Benfica) em 8º, ajudaram a garantir o triunfo coletivo (os leões fizeram 15 pontos contra 22 dos espanhóis). Carlos Cabral foi 26º. A famosa equipa local, o Educación y Descanso, ficou em 2º lugar e o Fuerth da Alemanha em 3º. De registar o desportivismo de Mariano Haro que a certa altura da prova se recusou a atacar quando Lopes se estatelou na lama! A equipa do Educación y Descanso ganhara as duas últimas provas e a seu pedido a competição foi disputada em Palência. Previa-se o tri-campeonato. O Estádio de Balastera estava todo engalanado e com uma enorme multidão que com cartazes encorajavam Mariano Haro e os seus companheiros de equipa. A televisão espanhola transmitiu o evento para todo o país, numa competição à qual concorreram 18 equipas, o dobro da época anterior. O público foi de um desportivismo irrepreensível aplaudindo longamente os sportinguistas no...

1989 – Mamede ressurgiu, Domingos brilhou e novo título europeu de Crosse

5 de Fevereiro de 1989. Foi magnífico o regresso do Sporting às vitórias na Taça dos Campeões Europeus de Crosse. A prova disputou-se nas Açoteias e os leões dominaram como nunca. As classificações individuais: 1º Domingos Castro, 2º Fernando Mamede, 4º Fernando Couto, 5º Dionísio Castro, 7º Joaquim Pinheiro, 8º Carlos Patrício. Coletivamente o Sporting ficou com 12 pontos, contra 38 do Club Dyc de Espanha, cuja principal figura era Vicente Polo. Jorge Gonçalves esteve presente e fez a festa. Domingos Castro correu com muita tranquilidade, fazendo a sua prova sem sobressaltos e vencendo facilmente. Fernando Mamede como que ressuscitou, voltando a ser o Mamede dos velhos tempos com uma prova de grande categoria. Assim que a corrida terminou, Domingos Castro e Fernando Mamede deram um longo abraço, indiferentes às ordens dos juízes que não queriam o “funil” entupido. Mamede afirmou então: “O Sporting merece isto”. Quanto a Domingos: “Estou muito feliz pela vitória individual, mas sobretudo porque a equipa triunfou. Gostei muito também do reaparecimento do Mamede nesta forma. Esta vitória não foi muito difícil, puxei cedo e não me acompanharam”. Logo a seguir Domingos Castro correu para Jorge Gonçalves para lhe dedicar a vitória. Também felicíssimo estava o prof. Moniz Pereira: “A dificuldade esteve em pôr a equipa como ela está agora. Foram precisos vários anos de trabalho. Julgo que não há equipa no mundo que possa fazer frente a este...

1984 – Mais um título europeu, com Mamede e Lopes a superarem-se pelo coletivo

5 de Fevereiro de 1984. Pela 6ª vez em 7 participações (!), o Sporting sagrou-se Campeão Europeu de Crosse. Fernando Mamede (2º), Carlos Lopes (3º), Ezequiel Canário (6º) e Rafael Marques (12º) foram os protagonistas. Carlos Lopes teria vencido se, mais ou menos a meio do percurso, não tivesse abrandado para “reunir as tropas”. Joaquim Pinheiro foi 13º e Hélder de Jesus 41º. A prova disputou-se no Circuito Internacional das Açoteias, e o Sporting igualou o número de títulos obtidos pelos belgas do Liégeois. A equipa leonina venceu de forma esmagadora, sendo significativo o facto de ter colocado os seus 4 atletas que contavam para a classificação coletiva entre os 12 primeiros. Lopes foi a grande figura da equipa, aquele que mais trabalhou para o coletivo, apesar de no final não ter sido o melhor classificado. Mamede, apesar de fora de forma, conseguiu, dadas as circunstâncias, uma magnífica classificação. Apesar de tudo, no final, Carlos Lopes lamentava-se de as suas pernas não acompanharem a força da “caixa”, enquanto Ezequiel Canário confessava que tomara 13 injeções para poder alinhar devido a problemas num joelho… O italiano Alberto Cova venceu individualmente, enquanto nas contas finais coletivas o Sporting totalizou 23 pontos contra 37 do MAM de Espanha e 47 do Pró-Patria da Itália. Foto: Helder de Jesus, Joaquim Pinheiro, Rafael Marques, Ezequiel Canário, Fernando Mamede e Carlos...

1990 – Dionísio perdeu os complexos no 10º título europeu de Crosse

4 de Fevereiro de 1990. O palmarés impressionante do Sporting enriqueceu-se com mais um magnífico troféu. Foi o 10º título em 13 participações na Taça dos Campeões Europeus de Crosse. Esta foi uma grande vitória leonina, mais uma. Desta vez, Dionísio Castro venceu o seu irmão gémeo Domingos, que se classificou no 2º lugar. Carlos Patrício foi 6º, Eduardo Henriques 10º, e Fernando Couto 11º. O Sporting totalizou 19 pontos contra 32 dos franceses do Marignanais. A prova realizou-se nas Açoteias, no Algarve, e a vitória foi bem mais simples do que aquilo que se esperava. Até aos 3.500 metros os franceses atacaram com tudo e chegaram a disfrutar de ligeira vantagem na classificação coletiva, mas com o arranque dos gémeos Castro rumo à vitória e a magnífica prova de Carlos Patrício, os leões conseguiram controlar a situação para não deixar fugir o triunfo. No final era grande a emoção de Sousa Cintra e de Moniz Pereira, que envolvia Dionísio Castro com um longo abraço, enquanto Fernando Mamede (que no dia anterior numa entrevista ao jornal Record denunciou uma falta de apoio gritante ao Atletismo do Sporting, o que não caiu bem na equipa em vésperas de uma competição tão importante) chorava no ombro de Eduardo Henriques. Muito satisfeito, apesar de estar cada vez mais habituado a estas vitórias, Moniz Pereira afirmou no final: “Tinha a certeza de que o Sporting era a melhor equipa em prova, mas tentei colocar água na fervura porque nem sempre ganha o melhor. Estou muito feliz. Os meus rapazes foram magníficos”. O grande vencedor, Dionísio Castro estava felicíssimo: “É uma vitória com um...

1979 – Equipa homogénea bisou na TCE de Crosse

4 de Fevereiro de 1979. O Sporting obteve a sua 2ª vitória consecutiva na Taça dos Campeões Europeus de Crosse (depois de 1977, agora 1979, pois a prova não se realizou em 78). Os protagonistas foram Fernando Mamede em 3º, Aniceto Simões em 7º, Carlos Lopes em 8º, Rafael Marques em 25º e Fernando Miguel em 28º. O Sporting conquistou a competição disputada em Arlon mostrando uma superioridade marcante atuando com serenidade e fazendo uso de uma ótima tática. O circuito apresentava péssimas condições, com gelo em muitos sítios e numerosas covas. Não nevou, mas fazia 7 graus negativos. Depois de cortada a meta, com as lágrimas correndo-lhe na cara, Fernando Mamede, o melhor sportinguista, afirmou dedicar “esta vitória a todos os que não acreditam em nós lá em Portugal, a todos os que nada fazem a nosso favor, a todos que não se interessam por nós. É a esses todos que estão contra nós que dedicamos esta vitória”. O Sporting acabou por totalizar 18 pontos, menos 3 que o Liège da Bélgica. Terminada a corrida, e já tranquilo, Moniz Pereira afirmou: “Esperava ganhar esta prova, mas tenho que admitir que apanhei um bom susto de início. Embora, bem vistas as coisas, possa considerar este triunfo como um triunfo da tática, dado que se primou em não ir em loucas correrias iniciais, obstando a um desgaste que apareceria, nesse caso, muito cedo. Não posso deixar de considerar muito boa a prova do Carlos Lopes que mostrou bem que dentro de 1 mês temos homem. Acabou por ser uma vitória justa, da melhor equipa, como se diz no futebol, mas...
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