Nani

Luís Carlos Almeida da Cunha (conhecido no mundo do futebol por Nani) nasceu a 17 de Novembro de 1986 na Cidade da Praia – Cabo Verde. Iniciou-se nas lides futebolísticas na sua cidade natal, mas ainda criança veio com a família para a Amadora, começando a jogar no Real Massamá, clube onde o Sporting o foi buscar com 15 anos. Estreou-se oficialmente na equipa principal no 1º jogo da temporada 2005/06 (a 10 de Agosto), sob o comando do treinador José Peseiro – derrota no Alvalade por 1-0 frente à Udinese para a 1ª mão da pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. Nos primeiros tempos jogou a espaços, mas com a chegada de Paulo Bento (que com ele tinha sido Campeão Nacional de juniores na época anterior) passou a alinhar com grande regularidade. Marcou pela 1ª vez a 30 de Outubro de 2005 num empate a duas bolas no Bessa e acabou, na época de estreia, por somar um número significativo de presenças (36) apontando 6 golos e mostrando todo um virtuosismo que encantou os adeptos verde e brancos. Na temporada seguinte conseguiu evoluir enormemente em termos táticos e tornou-se um indiscutível na equipa (40 jogos e 6 golos) ajudando a ganhar a Taça de Portugal  – vitória por 1-0 frente ao Belenenses a 27 de Maio de 2007, naquele que foi o seu último jogo pelo Sporting – e a ficar a apenas a 1 ponto da conquista do Campeonato… No final da época o Manchester United “abriu os cordões à bolsa” e pagou 25,5 milhões de euros pelo seu passe ao Sporting (a maior “venda” da...

Hadji – Um talento magrebino

Mustapha Hadji nasceu a 16 de Novembro de 1971 em Ifrene – Meknès-Tafilalet – Marrocos. Emigrou ainda muito jovem para França e lá começou a jogar futebol no Nancy. O seu talento não passou despercebido a ninguém, e apesar de convidado para alinhar pelas seleções mais jovens gaulesas, optou pelo país de onde é natural, e ao serviço de Marrocos começou a ser frequentemente internacional. Esteve presente no Mundial de 1994 e 2 anos depois foi contratado pelo Sporting por indicação do novo técnico, o belga Robert Waseige. Estreou-se oficialmente a 23 de Agosto de 1996 na 1ª jornada do Campeonato Nacional (triunfo na Maia frente ao Sporting Espinho por 3-1) e na ocasião marcou também pela 1ª vez. Nessa 1ª temporada jogou com grande regularidade (36 presenças), normalmente na esquerda do meio campo. No ano seguinte baixou de rendimento, sobretudo após a saída do treinador Octávio Machado. Acabou por alinhar pela última vez a 1 de Dezembro de 1997 numa derrota frente ao Leça por 1-0, rescindindo logo a seguir (de forma litigiosa) alegando razões psicológicas. Assim, acabou por totalizar apenas duas épocas no Sporting, tendo realizado 52 jogos oficiais e marcado 8 golos, o último dos quais numa derrota em Leverkusen por 4-1 para a Liga dos Campeões (5 de Novembro de 1997). Deixou a imagem dum futebolista com classe, boa técnica e capacidade para fazer assistências, mas algo frágil a nível mental. De Alvalade rumou à Corunha (o Deportivo viria depois a ser obrigado a indemnizar o Sporting em cerca de 1 milhão de contos) onde voltou a demonstrar o seu valor (em 1998 voltou a estar...

Artur José Pereira – A 1ª grande “estrela” do futebol português

Artur José Pereira nasceu a 16 de Novembro de 1889 em Belém. Passou pelo União Belenense, Cruz Negra e Sport Lisboa (embrião do Benfica), atuando normalmente a médio-esquerdo, e sendo uma das principais figuras dos encarnados. Já nessa altura era conhecido pelo seu feitio irrascível, fazendo da competitividade uma das suas grandes armas. Perder não era para ele, que dava tudo em todos os jogos em prol da equipa. No Verão de 1914, por desentendimentos com a direção benfiquista, mudou-se para o Sporting. Beneficiou de condições especiais entre os leões (como uma retribuição certa  de 36$00 por mês – tornando-o assim no 1º jogador não amador do futebol português, e outros privilégios, como, por exemplo o de ter preferência sobre o uso de banho quente, luxo que só o Sporting tinha em Lisboa). Estreou-se oficialmente a 15 de Novembro de 1914 num triunfo por 3-0 sobre o Império para a 1ª jornada do Campeonato Regional. A sua presença foi decisiva na equipa e no final da temporada os leões chegaram finalmente ao seu 1º título. A sua presença era muito desequilibradora, a sua classe excecional, mas tinha também o defeito de ser algo “vedeta”. Houve situações, por exemplo, em que só chegou aos jogos no intervalo! Pelo Sporting ficou 5 temporadas realizando perto de 40 jogos oficiais. Na época de despedida voltou a ser Campeão, alinhando pela última vez a 20 de Julho de 1919 num triunfo por 2-1 sobre o Benfica (precisamente na finalíssima do Campeonato Regional). Saiu do clube de Alvalade para cumprir o grande sonho da sua vida – fundar o Clube de Futebol Os Belenenses,...

Figo – Um dos melhores “produtos” de sempre da “formação” leonina

Luís Filipe Madeira Caeiro Figo nasceu a 4 de Novembro de 1972 em Almada. Começou por jogar num clube chamado “Os Pastilhas”, mas logo aos 13 anos ingressou nas camadas jovens do Sporting destacando-se rapidamente no clube e nas seleções nacionais. Realizou o 1º jogo oficial pela equipa principal do Sporting (sob o comando de Raúl Águas) a 1 de Abril de 1990 numa receção ao Marítimo para o Campeonato (1-0). Na altura ainda era júnior de 1º ano e só alinhou mais duas vezes nessa época. Em 1990/91 fez toda a temporada nos juniores não chegando a ser chamado por Marinho Peres. No Verão sagrou-se Campeão do Mundo de sub-20 e entrou em 1991/92 como uma das grandes esperanças leoninas. Realizou uma grande temporada firmando-se na equipa principal (a ponto de ter sido a par de Ivkovic, Leal e Cadete um dos mais utilizados na equipa – 38 presenças). Fez o 1º golo a 7 de Dezembro de 1991 num triunfo em Torres Vedras por 2-1. Bobby Robson chegou para treinar a equipa no defeso de 1992, e Figo logo foi considerado pelo técnico britânico uma das suas “jóias da coroa”. Fez 39 jogos mas não conseguiu marcar golos nem conquistar qualquer troféu. No ano seguinte as coisas mudaram pois, para além de se manter indiscutível na equipa e se confirmar como um verdadeiro “fora-de-série”, começou a mostrar uma certa veia goleadora ao apontar 11 golos (em 42 jogos). Coletivamente é que as coisas voltaram a não correr bem apesar do título ter estado bem perto. A sua última temporada de “leão ao peito” foi a de 1994/95....

Pedras – Centrocampista goleador

José Maria de Freitas Pereira nasceu a 29 de Outubro de 1941 em Guimarães. O seu pai era ourives e popularmente conhecido por Pedras, alcunha que “pegou” para o filho mais novo. Logo durante a infância o miúdo José Maria, naquela altura mais conhecido por Zé ou Russo (dada a cor alourada do seu cabelo), começou a revelar todo o seu potencial para a prática do futebol, nomeadamente nos jogos dos miúdos disputados entre os bairros e as ruas da cidade de Guimarães. Rapidamente foi para o Vitória (onde se tornou internacional junior) e despontou na equipa principal com apenas 18 anos – na temporada 1960/61, lançado pelo treinador Artur Quaresma. Teve então momentos de grande protagonismo, tornando-se uma das maiores esperanças do futebol português devido ao seu inquestionável talento. Aos 20 anos já era contratado pelo Benfica, onde nunca se conseguiu impôr mas conquistou 3 Campeonatos. Em 1966 foi para o Vitória de Setúbal (onde ganhou uma Taça de Portugal e se tornou internacional A) Chegou ao Sporting no Verão de 1968. Estreou-se oficialmente (com o treinador Fernando Caiado) a 8 de Setembro numa receção ao Varzim para a 1ª jornada do Campeonato (5-0) e logo aí marcou pela 1ª vez. Como médio-centro (com bastante propensão ofensiva) realizou uma temporada de estreia magnífica. Foi utilizado em todos os jogos oficiais (37) e marcou 10 golos, mas ficou o “sabor amargo” de não ter conquistado títulos coletivos. Na temporada seguinte, com Fernando Vaz, e também em virtude do regresso de Peres e da mudança de figurino tático, passou a ter uma presença menos efetiva na equipa (13 jogos e...

Virgílio

Virgílio Manuel Bagulho Lopes nasceu a 27 de Outubro de 1957 em Loures. Começou a jogar muito jovem no clube da sua terra, mas, ainda juvenil, rumou ao Sporting. Estreou-se oficialmente (lançado por Jimmy Hagan) no dia 29 de Maio de 1977 num Sporting-Belenenses (4-0) para a última jornada do Campeonato Nacional. Na temporada seguinte, sob o comando de Paulo Emílio e Rodrigues Dias, jogou muito pouco, pelo que foi emprestado ao FC Famalicão. No Minho tornou-se “mais jogador” e ele próprio confessa que o técnico Mário Imbelloni o marcou para sempre. No Verão de 1981, com a chegada de Malcolm Allison ao Sporting, regressou a “casa” e constituiu uma aposta fortíssima do técnico inglês (como médio defensivo), ao ponto de ter sido o futebolista mais utilizado (43 presenças) nessa temporada de grandes sucessos (vitórias no Campeonato Nacional e Taça de Portugal). Marcou o seu 1º golo oficial pelos leões a 19 de Setembro de 1981 numa vitória frente ao Penafiel por 6-0. Na temporada 1983/84 (quase toda sob o comando de Jozef Venglos) destacou-se no plano ofensivo (apesar de ter feito toda a época a central) ao apontar 6 golos. Permaneceu em Alvalade até ao final da época 1987/88, quase sempre como um dos jogadores mais utilizados do plantel, tanto como defesa (onde “correu” as 4 posições) como no meio-campo defensivo. Aliás, a sua “imagem de marca” era mesmo a polivalência, cumprindo com eficácia qualquer posição da defesa ou do meio-campo. Jogou pela última vez a 5 de Junho de 1988 num Sporting-Penafiel (7-0) para a última jornada do Campeonato Nacional. No total esteve 10 épocas no Sporting realizando 201...

Francisco dos Santos – Co-autor da estátua do Marquês de Pombal e 1º emigrante do Futebol português

Nasceu a 22 de Outubro de 1878 em Paiões, Rio de Mouro (Sintra), tendo entrado para a Casa Pia em 1887 após a morte dos seus pais. Aluno brilhante do curso de Belas Artes (área na qual se matriculou aos 15 anos) frequentou as aulas de Escultura do seu tio, José Simões de Almeida, vindo a terminar o curso com distinção. Nesse período foi jogador de futebol, inicialmente no Casa Pia, e mais tarde, a nível oficial, no Grupo Sport Lisboa. Destacando-se como escultor, ganhou uma bolsa de estudo em 1903, em Paris, mas o dinheiro era pouco e passou por dificuldades financeiras. Frequentou o ateliê de Charles Raoul Verlet e casou com uma francesa até que, em 1906, graças a um subsídio concedido pelo Visconde de Valomorpode, partiu para Roma para prosseguir os estudos e aprimorar a sua arte escultórica. Nessa cidade, em 1906, fez a estátua “Crepúsculo” – atualmente no Museu do Chiado, em Lisboa. Ainda lutando com dificuldades financeiras, agora pai duma criança, lecionou francês e jogou futebol na equipa da Lazio, que chegou a capitanear e onde se destacou, tornando-se o 1º futebolista português a jogar no estrangeiro. Participou no 1º derby de Roma, em 19 de Janeiro de 1908, e com 55kg foi o melhor em campo segundo o prestigiado jornal “La Gazzeta Dello Sport”. Regressou a Portugal em 1909, vindo a participar, no ano seguinte (1910), no contexto da Implantação da República Portuguesa, no concurso da Câmara Municipal de Lisboa para a eleição do busto feminino oficial da República portuguesa, do qual saiu vencedor. No plano desportivo, prosseguiu a sua carreira no Sporting (onde jogou duas épocas – 1909/10...

Larguinho Moreira – O algarvio polivalente

Luís “Larguinho” Moreira, nasceu a 22 de Outubro de 1922 em Aljustrel. Na equipa local descobriu o seu talento para o futebol e por lá se manteve vários anos (com 1 pelo meio no Portimonense) até se transferir para o Sporting no Verão de 1947. Estreou-se oficialmente (com o treinador Cândido de Oliveira) a 16 de Novembro numa deslocação à Tapadinha (4-1 ao Atlético CP) para a 1ª jornada do Campeonato Nacional. Essa 1ª época foi aquela em que teve uma utilização mais frequente, surgindo apenas esporadicamente nos anos seguintes. A 9 de Outubro de 1949 marcou o seu único golo de verde e branco, num triunfo em casa frente ao Lusitano VRSA por 3-1 referente à 1ª jornada do Campeonato. Esse foi também, curiosamente, o seu último jogo oficial pelo clube. Futebolista de enorme polivalência, totalizou 3 temporadas na equipa principal do Sporting (de 1947/48 a 1949/50) geralmente na posição de defesa ou médio-direito (anteriormente era avançado). Realizou 24 jogos oficiais e marcou 1 golo. Ganhou 2 Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal. Mais tarde alinhou no Sporting de Braga e Rio...

Ailton – Um exemplo de competitividade

Ailton Ballestero nasceu a 20 de Outubro de 1949 em São Paulo – Brasil. Depois de ter jogado em vários clubes no seu país (com destaque para o Vasco da Gama), chegou a Portugal no Verão de 1975 com destino ao FC Porto. Num período de algum mal-estar entre Sporting e Porto, João Rocha contratou-o no defeso de 1977. Estreou-se oficialmente (com o treinador Paulo Emílio) a 11 de Setembro num triunfo em Coimbra por 5-1 para a 2ª jornada do Campeonato Nacional. Marcou pela 1ª vez 7 dias depois numa receção ao Braga (5-0). Foi titular e um dos jogadores mais utilizados da equipa nessa temporada (pela esquerda do meio-campo), somando 28 presenças e 3 golos. A 24 de Junho alinhou na finalíssima da Taça de Portugal que o Sporting conquistou ao Porto ao triunfar por 2-1. Na época seguinte voltou a jogar com assiduidade, tendo marcado o último golo a 9 de Setembro de 1978 num triunfo em Alvalade por 3-0 sobre o Vitória de Guimarães para a 3ª jornada do Campeonato. Fez o derradeiro jogo na última jornada do Campeonato, a 17 de Junho de 1979 (derrota na Póvoa de Varzim por 1-0). Totalizou 54 jogos oficiais pelo Sporting e marcou 4 golos. Ganhou uma Taça de Portugal. Depois alinhou com sucesso no Boavista (3 anos) e terminou a carreira em 1983 no Varzim. Mais tarde regressou ao seu país e estabeleceu-se como comerciante. Morreu a 24 de Novembro de...

Rodrigo Tello – Só na última de 7 temporadas foi “super”

Rodrigo Álvaro Tello Valenzuela nasceu a 14 de Outubro de 1979 em Santiago do Chile. Foi na Universidade do Chile que começou a dar seriamente nas vistas, sagrando-se bi-Campeão e obtendo a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000. Chegou ao Sporting no “Mercado de Inverno” de 2000/01 (como a contratação mais cara da História do clube até à altura – cerca de 7 milhões de euros), estreando-se (juntamente com o novo treinador Manuel Fernandes) a 27 de Janeiro com um triunfo por 3-1 sobre o Vitória de Guimarães. Vinha rotulado de grande craque, mas no que restou da temporada não se conseguiu impôr definitivamente como médio-ala esquerdo, realizando apenas 13 partidas. Ainda assim teve a consolação de ganhar a Supertaça ao FC Porto. Na temporada que se seguiu, que foi de glória para o clube, contribuiu para os triunfos no Campeonato e na Taça de Portugal jogando 24 vezes (normalmente sobre a esquerda do meio campo). A 29 de Setembro de 2002 marcou finalmente o seu 1º golo de verde e branco (derrota em Braga por 4-2), numa temporada aziaga para o coletivo e onde, mais uma vez, não se conseguiu impôr em termos individuais. Nos anos seguintes (com Fernando Santos e José Peseiro) manteve uma bitola discreta, não sendo raras as vezes que os adeptos leoninos lhe “cobravam” pelo facto do investimento no seu passe não ser compensado “dentro do campo”. A chegada de Paulo Bento e sobretudo, mais tarde, a sua fixação como lateral-esquerdo levou à sua melhor época de sempre no clube, por sinal a última. Em 2006/07 Tello correspondeu finalmente às enormes...
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