1981 – A única medalha de Mamede em grandes competições internacionais

29 de Março de 1981. No Mundial de Crosse Fernando Mamede lutou com a “nata” do Atletismo mundial, incluindo os “diabólicos” etíopes e , como melhor europeu, só perdeu por 4 segundos para o norte-americano Craig Virgin e 2 para o etíope Kechir, derrotando inclusivamente o campeão olímpico de 10.000 metros, Yifter. A prova disputou-se em Madrid e Fernando Mamede (um dos melhores atletas mundiais – de meio fundo e fundo – de todos os tempos e seguramente o melhor, a par de Carlos Lopes, de Portugal) conquistou a sua única medalha em grandes competições. No final afirmou: “Nunca me passou pela cabeça que pudesse ganhar. Aquilo era uma luta doida entre etíopes e americanos e eu sozinho no meio deles… A cerca de duas voltas do fim fui empurrado e pisado, olhei para perna, sangrava, arrepiei-me, mas reagi… Só no final, me apercebi de que era muito profundo o golpe. Antes do pódio passei pelo posto de socorros, suturaram-me com pontos de plástico (!) e deram-me uma injeção contra o tétano, porque tínhamos corrido numa pista de...

1984 – Carlos Lopes, o “bancário”, bisou no Campeonato do Mundo de Crosse

25 de Março de 1984. Ambiente frenético no Campeonato do Mundo de Crosse no hipódromo de New Jersey nos Estados Unidos. A seleção nacional conseguiu um magnífico 3º lugar. Com 37 anos de idade, Carlos Lopes obteve uma estrondosa vitória, 8 anos depois do seu 1º triunfo, em Chepstown. No final, perante o batalhão de jornalistas das mais diversas nacionalidades, o “velho leão” surpreendeu afirmando: “Foi fácil! Fiz por me manter sempre no grupo dos primeiros, e como estava com força, arranquei no momento ideal. Sei que não sou especialista nos últimos quilómetros e por isso tive de dar, momentos antes, um esticão. Não é difícil vencer atletas mais novos do que eu porque treino-me tanto e tão duramente como eles. A única diferença é que sei esperar pelas ocasiões certas devido à minha experiência”. Depois perguntaram-lhe o que fazia para além do Atletismo, ao que respondeu: “Trabalho num banco”. Apercebendo-se dos sorrisos de dúvida dos seus interlocutores disse baixinho para Carlos Cardoso (vice-presidente da Federação Portuguesa de Atletismo) que o traduzia: “Se os outros dizem que são polícias ou estudantes ou engenheiros ou doutores, digo-lhes que trabalho num banco…” Questionaram-no então sobre o que fazia no banco: “Muitas coisas, que me dão muito trabalho. Passo 24 horas por semana no meio daqueles papéis todos”, murmurando novamente para Cardoso: “Não trabalho nada mas faz de...

1985 – Carlos Lopes, campeão do Mundo de Crosse pela 3ª vez

24 de Março de 1985. “Inacreditável” foi o termo aplicado à nova proeza de Carlos Lopes. Faltavam 2 dias para a competição no Jamor (na qual Portugal organizava pela 1ª vez uma grande prova de Atletismo) e o sportinguista de 38 anos afirmou que Mamede era o principal favorito, apontando para Dezembro próximo a sua retirada da competição. Na prova Lopes teve um desempenho memorável, conseguindo isolar-se na parte final, e quando cortou a meta correu para a mulher que chorava de felicidade. Fernando Mamede quedou-se pelo 11º lugar: “Tenho um enguiço ao Crosse desgraçado. Deu-me uma pontada e não tive mais andamento… Foi a dor no estômago que não me deixou chegar mais à frente”. Poucas semanas antes, no nacional de Crosse, Mamede ganhara a Lopes por quase 1 minuto de diferença. O tri-campeão do mundo revelou agora a sua estratégia: “Assumo que entrei no caminho do bluff! No Nacional de Tróia perdi por grande distância mas só não fiz melhor porque não quis. Com isso as pessoas deixaram de pensar em mim, todos se viraram para o Mamede, houve mesmo quem visse nele o novo D. Sebastião que haveria de chegar ao Jamor para salvar a Pátria. Publicamente, dizia que não estava bem mas dentro de mim só existia um pensamento, que eu era o melhor e só por anormalidade o título me escaparia. O que me deu um grande gozo foi ver que toda a gente acreditou que o Lopes estava acabadinho de todo e até havia quem imaginasse ir ao Jamor para me ver arrastar, como se me arrastasse em via-sacra. Cheguei, fiz a minha...

1947 – Filipe Luís ganhou o seu 1º Campeonato Nacional de Crosse

23 de Março de 1947. Filipe Luís sagrou-se Campeão Nacional de Crosse pela 1ª vez. Somente atletas do Sporting e do Benfica se apresentaram para a prova na Tapadinha na extensão de 7km num percurso um tanto duro e variado traçado à volta do campo do Atlético Clube de Portugal e nos terrenos que levavam ao Bairro Salazar pela entrada do forte de Monsanto. Participaram 9 atletas do Benfica e 6 do Sporting. Os corredores iniciaram a prova em andamento rápido. Manuel Nogueira caiu por duas vezes, e logo aí o Sporting perdeu a possibilidade de vencer por equipas. Filipe Luís chegou em 1º no final com cerca de 80 metros de vantagem do benfiquista Manuel Gomes. O atleta do Sporting realizou uma época extraordinária. Já ganhara o Crosse de Abertura, o Corta-Mato dos Sete e os Regionais de Crosse. Mais tarde seria o grande vencedor dos 15km de estrada e do Grande Prémio do Natal em Crosse. Na temporada de pista começou por ganhar os 10.000 metros nos Regionais – uma das 14 vitórias do Sporting, que “esmagou” o Benfica. No Campeonato Nacional o fundista sportinguista venceu os 5.000 e os 10.000 metros, tendo os leões obtido mais 9 triunfos, deixando de novo os seus arqui-rivais a grande distância. Aliás, também as senhoras obtiveram o título nacional coletivo (o 3º), aí com a fantástica Hedi de Sá em grande plano ao obter 4 das 5 vitórias (60, 80 barreiras, 150 metros e salto em altura). De realçar ainda, na temporada de Atletismo, a obtenção do recorde nacional dos 4X200 metros por Domingos Canhão, João Jacinto, Myre Dores e...

2021 – Campeões Nacionais de corta-mato longo em ambos os sexos!

21 de Março de 2021. O Sporting CP conquistou, neste domingo, os Campeonatos Nacionais de Corta Mato Longo em femininos e em masculinos, disputados na Amora. As leoas, como habitualmente, não deram hipóteses à concorrência e conquistaram o título, fechando a prova com os 4 primeiros lugares da tabela. No Parque do Serrado, Carla Salomé Rocha foi a grande vencedora, ao cortar a meta em 27m37s, conquistando assim o título nacional também a nível individual. Sara Moreira foi 2ª classificada (27m56s), seguida por Catarina Ribeiro (28m00s), que fechou o pódio totalmente verde e branco, com Jéssica Augusto (28m07s) a ser 4ª classificada. Em masculinos, os leões também bateram a concorrência a nível coletivo (e foram pentacampeões), com Rui Teixeira (31m19s) a ser o 2º mais rápido a cortar a meta, a 5 segundos do 1º lugar. Por sua vez, Fernando Serrão terminou a prova no 5º posto (31m27s), enquanto Miguel Marques (31m41s) e Rúben Amaral (31m48s) foram 10.º e 11.º classificados, respetivamente. A classificação coletiva no setor feminino: 1º Sporting CP – 10 pontos 2º Recreio de Águeda – 32 3º Feirense – 89 A classificação coletiva no setor masculino: 1º Sporting CP – 28 pontos 2º SC Braga – 34 3º Maratona –...

1961 – Campeões Nacionais de Crosse em época gloriosa

19 de Março de 1961. Neste dia o Sporting conquistou o seu 16º título nacional de Corta-mato. Os leões ganharam com grande à-vontade (Armando Aldegalega em 2º, Joaquim Ferreira em 3º e Álvaro Conde em 4º). Manuel Oliveira, o super-favorito, não pôde estar presente, pelo que o triunfo individual foi para o benfiquista Maximiniano Pinheiro. Premonizando a glória europeia que viria uns bons anos mais tarde, a temporada de Crosse do Sporting foi exemplar. Na Prova de Abertura, Joaquim Ferreira venceu seguido de Manuel Oliveira e Álvaro Conde, conferindo aos leões um tranquilo triunfo coletivo. No Corta-Mato dos Dez, de novo Joaquim Ferreira e o coletivo se impuseram, enquanto nos Regionais a equipa leonina alcançou o seu 4º triunfo consecutivo, com vitória individual de Manuel Oliveira. No Torneio de Equipas foi Manuel Oliveira de novo a ganhar, enquanto a equipa se manteve na rota dos...

Manuel Dias – O campeão franzino apaixonado pelo jornalismo

Nasceu a 13 de Março de 1904 em Lisboa, tendo começado muito novo a atividade de vendedor de jornais. Iniciou-se no GD Vendedor de Jornais e ingressou depois no Vendedor de Jornais FC onde nem sempre o deixaram correr por ser muito franzino. Afrontado, decidiu fundar ele próprio um clube – o Sport Picheleira Atlético Clube, na companhia de alguns amigos. Começou então a distinguir-se e foi convidado para ingressar no Sporting. Assim fez, mas surpreendentemente não marcou presença em diversas provas apesar de nelas estar inscrito pelos leões. A 1 de Agosto de 1926 disputava-se uma competição em que o prémio de vitória era uma medalha de ouro, mas o Picheleira recusou a sua inscrição. Consternado, dirigiu-se ao Estádio do Lumiar onde se disputavam os campeonatos nacionais e onde, como sempre, o Sporting o inscrevera. Alinhou nos 5.000 metros ao lado de grandes campeões, e ignorado no meio de toda aquela gente famosa ganhou a prova conquistando o seu 1º grande triunfo, com 16m29,4s. No ano seguinte estreou-se a ganhar no Regional de Crosse tendo recebido a seguinte apreciação do jornal “Os Sports”: “O seu estilo é mau, com um movimento de braços muito largo que lhe causa fadiga, assim como um exagerado balouçar de ombros. No entanto é extremamente rápido, o nosso melhor corredor de meio-fundo na atualidade. Precisa de preparar melhor o físico porque é muito frágil.” No final dessa época já era detentor do recorde nacional dos 3.000 metros com 9m16,8s, e o meio-fundo começou a ser notoriamente dominado por si. Em 1928 venceu pela 1ª vez o Nacional de Crosse, feito que viria a...

2011 – Campeões Nacionais de Crosse curto e título individual para Rui Silva

12 de Março de 2011. A equipa masculina do Sporting venceu pela 7ª vez o Campeonato Nacional de Crosse curto, prova realizada em Vila Nova da Barquinha. Os leões somaram 30 pontos contra 31 do Maia Atlético Clube numa luta muito renhida. Rui Silva triunfou individualmente (também pela 7ª vez). Mário Teixeira (7º), Ricardo Mateus (10º), Luís Pinto (12.º) e Carlos Silva tornaram possível mais esta excelente vitória. No setor feminino as leoas ficaram no 2º lugar, com 27 pontos, atrás do Braga (21 pontos). A equipa foi constituída por Clarisse Cruz (3ª), Sandra Teixeira (4ª), Solange Jesus (9ª) e Sara Pinho...

2018 – Campeãs nacionais de corta-mato curto e título individual para Daniela Cunha

11 de Março de 2019. Daniela Cunha foi a primeira a cortar a meta no Campeonato Nacional de Corta-Mato Curto (4 km), que se realizou nesse sábado em Torres Vedras, conduzindo o Sporting CP à vitória coletiva em femininos. Nos masculinos, Bruno Albuquerque ficou em 3º lugar, com os leões a sagrarem-se vice-campeões. A atleta leonina esteve ao mais alto nível ao superar toda a concorrência, classificando-se no 1º posto das seniores femininas 13m08s, à frente de Marta Martins da ACR Senhora do Desterro 13m20s e da colega de equipa Ercília Machado 13m24s, que completou o pódio. Destaque ainda para a presença de 5 representantes, no total, do Sporting CP no top-10: além de Daniela Cunha (1.º lugar) e Ercília Machado (3.º), Sandra Teixeira ficou na 4.ª posição, Susana Godinho na 5.ª e Solange Jesus na 10.ª. Nas sub-23, Lília Martins alcançou o 3º posto – 14m04s. Em termos coletivos, as leoas venceram com 13 pontos, seguindo-se o Recreio Desportivo de Águeda (51) e a União Desportiva da Várzea (79). No sector masculino os leões viram Bruno Albuquerque carimbar o 3º lugar da classificação geral em masculinos (o melhor resultado dos verde e branco na prova), apenas atrás de Samuel Barata e Rui Pinto (ambos do Benfica). Coletivamente, a equipa leonina ficou em 2º lugar na competição com 32 pontos, contra os 19 dos encarnados. O  Maia Atlético Clube fechou as contas do pódio com...

2019 – Campeões Nacionais de corta-mato em ambos os sexos!

10 de Março de 2019. Decorreu neste domingo, no Parque da Bela Vista, em Lisboa, o Campeonato Nacional de Corta-mato, onde o Sporting Clube de Portugal foi o grande vencedor ao somar os títulos colectivos de ambos os sexos. Na prova masculina, o benfiquista Rui Pinto, campeão nacional há 2 anos, e que este ano impressionara no nacional de distância curta, ainda andou na frente, mas acabou por desistir antes da última volta, cedendo aos ataques de Licínio Pimentel (40 anos) e Rui Teixeira (37 anos), ambos do Sporting. Na última volta, as posições ficaram bem vincadas, com Rui Teixeira, campeão em 2018, a conseguir ser mais forte no sprint, obtendo o seu 2º triunfo consecutivo, 7 segundos à frente de Licínio Pimentel, atleta que desde 2006 se classifica sempre no ‘top 9’, repetindo o título de vice-campeão obtido em 2015 e 2017. No 3º lugar, chegou o mais jovem – Miguel Marques, a 21 segundos do vencedor. Nuno Costa, do Maia, ficou na 4ª posição, enquanto António Silva fechou a contagem para a classificação leonina por equipas (conquista do título – 4º consecutivo), alcançando o 5º lugar individual. Na vertente feminina o Sporting foi também o vencedor por equipas. Dulce Félix, que depois de ter sido 2ª em 2016 e de ter estado ausente em 2017 e 2018, por ter sido mãe, obteve o seu 7º título de campeã nacional, ficando a 1 título apenas da mais campeã – Rosa Mota. A benfiquista foi paciente, jogou a sua cartada na hora certa, isolou-se e cortou a meta 5 segundos antes da nossa Catarina Ribeiro (campeã em 2018) que...
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