2019 – Octocampeões nacionais de Natação!

14 de Abril de 2019. A equipa masculina de Natação do Sporting Clube de Portugal sagrou-se neste domingo octacampeã nacional da modalidade no Complexo de Piscinas do Jamor. O conjunto de Alvalade conquistou o título que já não foge ao clube desde 2011/12 e adicionou mais um troféu ao Museu Sporting. No duelo feminino, o Sporting CP terminou na 2ª posição. No final do primeiro dia os leões lideravam com 343 pontos, estando à frente de SL Benfica (315) e FC Porto (274). Este domingo, o Sporting CP continuou em grande e foi controlando e aumentando a vantagem com naturalidade. No final, os atletas de Carlos Cruchinho conseguiram 746 pontos, amealhando uma vantagem de 57 pontos sobre as águias. Em grande destaque estiveram os atletas que disputaram a estafeta de 4×100 metros estilos, que bateram o recorde nacional absoluto ao nadarem em 3m44,22s. Alexis Santos, um dos participantes nessa prova, bateu outro recorde nacional com a marca de 25,44s nos 50 metros costas. A estafeta de 4×200 metros livres tambéu bateu o recorde nacional absoluto ao nadar em 7m26,26s, o que fez cair a marca conseguida pelos leões em 2017 (7m27,46s). João Vital também conseguiu uma marca de registo nos 400 metros estilos, completando a prova em 4m17,76s e confirmando a presença no Mundial que se vai realizar em Julho na cidade sul-coreana de Gwangju. As leoas sagraram-se vice-campeãs nacionais, terminando a prova atrás do Sport Algés e Dafundo, que triunfou pelo terceiro ano consecutivo. O Sporting CP somou 716 pontos, menos 49 que o clube do concelho de Oeiras. Classificação coletiva masculina: 1.º Sporting CP 746 pontos 2.º...

1959 – Leões conquistaram “Troféu dos Campeões” frente ao Porto

12 de Abril de 1959. Sporting (Campeão Nacional de 1958) e FC Porto (recém-Campeão Nacional de 1959) combinaram entre si disputar um troféu, espécie de tira-teimas, denominado Taça dos Campeões de 58 e 59. O 1º jogo foi em Alvalade, a 5 de Abril, com vitória dos leões por 2-1 fruto de um bis de Hugo (ambos golos de grande espetáculo numa exibição leonina com laivos de brilhantismo). A partida decisiva disputou-se na Antas, uma semana depois, tendo Sporting, sob o comando de Mario Imbelloni, alinhado com: Octávio de Sá; Lino, Morato e Hilário; Mendes e David Julius; Hugo, Vasques, Vadinho, Travassos e Morais. Os portistas, jogando em casa e necessitando de recuperar da desvantagem do jogo em Alvalade, entraram numa toada mais atacante. Ainda assim foi o Sporting a criar as primeiras sensações de golo, com Vasques a atirar com muito perigo, sem preparação aos 16 minutos, e Vadinho a perder ótimo ensejo, por lentidão, 1 minuto depois. Assim, não foi com grande surpresa que surgiu o 1º golo para os verde e brancos, à passagem do minuto 23, por Vasques. O FC Porto reagiu violentamente (no bom sentido do termo), criando então grandes problemas para a defensiva leonina. Aos 25 minutos Gastão apareceu isolado frente a Octávio de Sá mas atirou por alto. 1 minuto depois Morato salvou sobre a linha um remate de Noé. Pouco depois da meia-hora Virgílio atirou de longe um belo remate que bateu na trave, para 3 minutos depois uma tentativa de Noé encontrar o mesmo destino… A 1 minuto do intervalo lá surgiu o empate, quase inevitável, por Noé. Os portistas, moralizados, tomaram...

1966 – Golo de Figueiredo derrotou o Porto, para a Taça de Portugal

10 de Abril de 1966. Em jogo a contar para a 1ª mão dos quartos-de-final da Taça de Portugal o Sporting recebeu o FC Porto. Os leões comandavam o Campeonato Nacional, competição que já estavam perto de vencer (viriam a consegui-lo). Na Taça, a equipa de Otto Glória também pretendia chegar longe. Este foi o 1º jogo de 4 consecutivos frente aos portistas num final de época emocionante. A equipa: Carvalho; Morais, Alexandre Baptista e Hilário; Pedro Gomes, Dani e Peres; Carlitos, Lourenço, Figueiredo e Ferreira Pinto. O golo solitário da partida surgiu logo aos 3 minutos, por Figueiredo (foto de arquivo). Até final, apesar de várias tentativas, os leões não conseguiram aumentar a contagem, ficando a decisão da passagem da eliminatória para uma semana depois, nas Antas. Na 2ª mão foram os portistas a vencer pelo mesmo resultado, pelo que houve que recorrer a um 3º jogo (de desempate) em Coimbra, onde os verde e brancos levariam a melhor por...

1988 – António Morais quebrou invencibilidade do FC Porto

9 de Abril de 1988. Num percurso muito abaixo do exigível no Campeonato Nacional o Sporting conseguiu finalmente dar uma alegria de monta aos seus adeptos na receção ao” já mais” que campeão e até aí invicto FC Porto. O Sporting lutava por um lugar europeu e pela honra numa altura em que a equipa já era treinada por António Morais após o “flop” Burkinshaw. Em Alvalade, com uma assistência numerosa, numa noite fria, os leões alinharam com: Damas; João Luiz, Duílio, Morato e Fernando Mendes; Oceano (cap); Litos, Tony Sealy, Mário Jorge e Lima (Venâncio); Paulinho Cascavel. O Sporting teve uma enorme virtude neste encontro – a rapidez do seu futebol. Jogando sempre em grande velocidade os leões obrigaram o FC Porto a manter-se quase sempre no seu meio-campo. Sem ter sido um grande 1º tempo pertenceram ao Sporting as melhores jogadas e as poucas oportunidades de golo. O FC Porto jogou “do alto do seu pedestal”, deixando (ou sendo obrigado a deixar) o Sporting fazer as despesas do jogo. Os leões inauguraram o marcador no 1º minuto da 2ª parte. Lima conseguiu esgueirar-se pelo seu flanco (esquerdo), foi à linha e cruzou bem para Paulinho Cascavel, que com um remate potente e muito bem colocado ao ângulo superior esquerdo da baliza do polaco Mlynarczyk obteve um excelente golo. 6 minutos depois houve grandes dúvidas na área leonina, com um presumível derrube a Rui Barros, numa das raras escapadelas dos nortenhos para o ataque. Faltavam 16 minutos para jogar quando Mário Jorge marcou um pontapé de canto muito chegado à baliza portista – a bola tocou no peito de...

1987 – Golos de Meade e Houtman derrotaram o FC Porto

4 de Abril de 1987. Com Keith Bukinshaw “ao leme” (substituira Manuel José) e no 4º lugar da classificação, o Sporting recebeu no Alvalade o FC Porto de Artur Jorge, numa partida fulcral para os visitantes no que respeitava à luta pelo título. O Sporting alinhou com: Damas; João Luiz, Duílio, Morato e Virgílio (Mário Jorge 54); Oceano; Meade, Mário e Silvinho; Manuel Fernandes e Houtman. Com uma equipa extremamente ofensiva frente a um FC Porto que fazia uma excelente carreira na Taça dos Campeões Europeus (que viria a ganhar), o Sporting realizou uma exibição muito positiva, remetendo quase sempre os forasteiros à defensiva e criando várias oportunidades de golo. Com a expulsão de Frasco aos 48 minutos (por acumulação de amarelos) mais se adensou o domínio leonino, que conseguiu, finalmente, fazer funcionar o marcador aos 54 minutos pelo inglês Raphael Meade (depois dum centro de Mário Jorge) – um avançado possante que Burkinshaw adaptara à extrema-direita. 12 minutos depois o holandês Houtman aumentou a contagem após excelente assistência de Mário, numa partida em que o Sporting poderia ter conseguido um resultado mais dilatado e o FC Porto se “despediu” do título. No final, Meade (foto de arquivo) não esteve com complacências: “O FC Porto não joga nada”, afirmou o britânico, talvez na euforia dum triunfo muito saboroso. Keith Burkinshaw, o treinador, deitou “água na fervura”: “Não nos podemos iludir, que isto foi apenas mais um jogo”....

1937 – 9-1, a maior vitória de sempre (jogos oficiais) frente ao FC Porto

4 de Abril de 1937. No Campo Grande, para a 10ª jornada do Campeonato da Liga, o Sporting recebeu o Porto. Apesar de estarem já um pouco longe do título os leões encaram o confronto com grande empenho e acabaram por fazer uma exibição e um resultado que ficaram para a História. Wilhelm Possak escalou a seguinte equipa: Azevedo; Jurado e Mário Galvão; Rui de Araújo, Paciência e Manecas; Mourão, Pireza, Soeiro, Heitor e João Cruz O Sporting começou o jogo abertamente ao ataque mas a pontaria não estava afinada. Na 1ª meia-hora não houve golos apesar de diversas oportunidades que fizeram rejubilar os sócios leoninos. Aos 33 minutos Paciência abriu longo em Mourão na ponta-direita, este centrou e João Cruz, de cabeça, abriu o ativo (“em aparente fora-de jogo” segundo o jornal “Os Sports”). 7 minutos depois, após bela jogada individual, Soeiro aumentou a contagem, para, a 2 minutos do intervalo, numa verdadeira “obra prima” coletiva, o Sporting chegar a 3-0 por João Cruz a passe de Soeiro. Foi um quarto-de-hora final da 1ª parte verdadeiramente alucinante. Logo no início da 2ª parte, após uma amostra de reação portista, Pireza fez 4-0 com um excelente remate após centro de Mourão. De canto direto Pinga reduziu logo a seguir, mas aos 56 minutos o Sporting fez o 5-1 por Pireza, após bela corrida de João Cruz pelo seu flanco. Os portistas, apesar de mostrarem bom futebol e de porfiarem, não conseguiam marcar, enquanto os leões patenteavam uma vontade férrea de fazer mais golos. António Santos, magoado, saiu e os azuis ficaram com 10 jogadores. Aos 60 minutos João Cruz fez...

1968 – Triunfo do pragmatismo nas Antas

31 de Março de 1968. Sporting e Benfica somavam 31 pontos. O FC Porto de Pedroto estava a 4, pelo que necessitava imperiosamente de vencer. No jogo das Antas (cheio como um ovo), à 20ª jornada, o Sporting (orientado por Fernando Caiado) alinhou com: Carvalho; Pedro Gomes, Armando Manhiça, José Carlos (cap) e Hilário; Dani, Gonçalves e Peres; Marinho, Lourenço e Figueiredo. O FC Porto entrou melhor na partida perante um Sporting frio e calculista (aliás assim o foi durante todo o jogo). Os nortenhos atacaram muito mas nem sempre bem perante uma defesa leonina que foi “de betão”, muito categorizada, que com tanta classe e eficácia começou a desmoralizar pouco a pouco a equipa local. Enquanto os portistas atingiram uma bitola muito elevada na 1ª parte o Sporting fez um jogo sempre ao nível do razoável, sem grandes oscilações, mais consistente, o que lhe valeu uma vitória magnífica e muito importante. O único golo do jogo foi apontado por Gonçalves aos 62 minutos. Num contra-ataque pela direita, Marinho fintou Atraca e cruzou rasteiro para a área portista. Do lado contrário Gonçalves rematou na passada sem posibilidades de defesa para Américo – devido à grande quantidade de jogadores que tinha na frente. No final, Pedroto e Caiado concordaram que o Sporting havia sido mais feliz e para parte da comunicação social esta vitória poderia ter sido crucial para o Sporting na luta pelo título. Não o seria porém, pois entrando na antepenúltima jornada no 1º lugar da competição os leões perderam a liderança com uma derrota na Luz por 1-0, e a desmoralização foi tanta que mais duas derrotas se...

1969 – 5º título nacional de Ciclismo (contra-relógio)

30 de Março de 1969. No Campeonato Nacional de Clubes de Ciclismo (em contra-relógio) a prova disputou-se num traçado nortenho (Porto – Vila do Conde – Póvoa de Varzim – Esposende e volta), e serviu para confirmar a superioridade do ciclismo leonino à época. Efetivamente, a equipa do Sporting constituída por Joaquim Agostinho, Leonel Miranda e Emiliano Dionísio venceu a corrida com um confortável avanço de 12 minutos sobre o FC Porto e 14 sobre o Benfica. Foi o 5º título nacional do Sporting na especialidade Já uma semana antes acontecera a 2ª presença e o 2ª título de Joaquim Agostinho (foto) no Campeonato Nacional de Fundo. O benfiquista Fernando Mendes foi o seu principal opositor, mas ficou a 2...

1938 – 6-1 ao Porto numa tarde explendorosa

27 de Março de 1938. Em jogo a contar para a 10ª jornada do 4º e último Campeonato da Liga, o Sporting recebeu no Lumiar o FC Porto (também em acesa luta pelo título). O treinador leonino era Jozef Szabo, que escalou a seguinte equipa: Azevedo; Jurado e Mário Galvão; Rui de Araújo, Paciência e Manecas; Mourão, Soeiro, Peyroteo, Pireza e João Cruz. Passados os primeiros 10 minutos de alguma indefinição, o Sporting tomou conta do jogo ganhando um predomínio acentuado que manteve até ao descanso. A linha média do Sporting assenhoriou-se do jogo, com destaque para a ação de Paciência (na foto – arquivo), o pêndulo da equipa. Após diversas oportunidades, onde avultou um tiro de Pireza ao poste, o Sporting abriu o ativo aos 27 minutos. Mourão cruzou, Pireza recolheu e desmarcou João Cruz na esquerda. Este centrou e Peyroteo emendou com mestria para dentro da baliza. Logo a seguir surgiu o 2-0. A jogada foi de novo entre Mourão e Pireza. O centro era também destinado a Peyroteo, mas Soares dos Reis intercetou, surgindo João Cruz, oportunissimo a marcar. Até ao intervalo o Sporting criou variadíssimas oportunidades para aumentar a marca. Na 2ª parte os verde e brancos entraram com a mesma energia, embora os portistas parecessem mais aptos à luta. Aos 57 minutos Mourão assistiu Peyroteo que correu desalmadamente por entre a defesa portista e rematou cruzado obtendo o 3-0. A partir daí as equipas parecerem algo conformadas com a sua sorte, mas os últimos 10 minutos foram fenomenais. Aos 80, muito rápido a acorrer a um ressalto, João Cruz fez 4-0. Na resposta, Ângelo, em recarga...

1972 – Uma bela exibição do “novo Sporting” de Mário Lino

26 de Março de 1972. Sporting e FC Porto fizeram um Campeonato irregular. Quando se defrontaram em Alvalade, à 24ª jornada, já ambos estava longe do título. Ainda assim a partida foi agradável, constituindo uma das vitórias mais marcantes da temporada para o Sporting, já de Mário Lino, já sem Fernando Vaz. A equipa: Damas; Pedro Gomes, Laranjeira, José Carlos (cap) e Hilário; Manaca – Lourenço 22, Nélson e Peres; Chico, Yazalde – Marinho 32 e Dinis. Antes da partida se iniciar, Damas recebeu das mãos de um representante da Agência Portuguesa de Revistas um troféu denominado “Baliza de Prata” premiando-o por ter sido o guarda-redes menos batido da temporada anterior. Com Mário Lino no comando técnico a equipa do Sporting estava diferente. A condição física era melhor, e a atitude também. Neste despique com o FC Porto, por exemplo, o Sporting lançou-se abertamente ao ataque desde o 1º minuto, encurralando o seu adversário atrás. Só Manaca se postava claramente a meio-campo. Os leões jogavam de forma muito direta, adiantando muitos homens para a zona defensiva portista. Assim, não se estranhou que aos 33 minutos o Sporting inaugurasse o marcador. Numa jogada pelo flanco esquerdo, Dinis centrou a meia altura na direção de Yazalde, mas Rolando interpôs-se acabando por tocar a bola na direção da sua própria baliza. Apesar do esforço de Rui (ainda lhe tocou) o esférico entrou nas redes. Até ao descanso os leões mantiveram o domínio mas a sua grande pecha da temporada – défice de finalização, destacou-se como nunca. O intervalo chegou com 1-0. Aos 56 minutos os portistas chegaram ao empate. Lemos fugiu pela esquerda...
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