2005 – Recuperação fantástica frente ao Newcastle

14 de Abril de 2005. O Sporting chegara aos quartos-de-final da Taça UEFA, onde teve pela frente, de novo, a turma do Newcastle, a quem já vencera esta época no torneio de pré-temporada disputado na cidade inglesa e com quem empatara “fora” na fase de grupos. O 1º jogo, disputado em Inglaterra, saldou-se por uma derrota “cruel” por 1-0, numa partida em que o Sporting até merecia ganhar pelo futebol produzido. Jogar em casa na 2ª mão com 0-1 na eliminatória é sempre muito perigoso (ainda por cima sem o goleador Liedson, castigado), e pior se tornou o cenário quando, logo aos 19 minutos, e totalmente contra a corrente do jogo, os ingleses se colocaram a vencer no Alvalade. O que se passou depois não estaria, com toda a certeza, nas previsões de muitos. O Sporting arrancou para uma exibição fantástica (uma das melhores do seu historial europeu) e conseguiu triunfar por um claro 4-1, que levou a equipa às meias-finais. Niculae fez, aos 40 minutos, o 1-1 (o seu último golo de verde e branco) – para o romeno foi o maior momento de glória duma época em que teve um rendimento muito baixo. O intervalo chegou com o empate, mas na 2ª parte, sem nunca entrar em desespero, a turma leonina fez uns últimos minutos fantásticos, marcando por Sá Pinto aos 70, Beto aos 77 (foto – uma cabeçada na sequência dum canto que virou a eliminatória) e Rochemback aos 90. A turma leonina, orientada por José Peseiro, alinhou com: Ricardo; Rogério, Beto, Anderson Polga e Rui Jorge; Rochemback; Sá Pinto (Custódio), João Moutinho e Carlos Martins...

1929 – Tricampeões Regionais de Râguebi com excelente aproveitamento das escolas

14 de Abril de 1929. O Sporting conquistou o Regional de Râguebi (o 3º em 3 Campeonatos) ao bater na final (tinham terminado empatados) o Gimnasio por 17-0 nas Laranjeiras perante cerca de 2.000 pessoas. Esta foi uma época em que a nossa primeira equipa sofrera uma razia de 12 titulares. O facto de os leões terem encontrado todos os substitutos na escola do próprio clube e mesmo assim terem sido campeões constituiu a melhor prova do progresso e da eficácia dos seus métodos. Em 11 jogos os sportinguistas venceram 9, empataram 1 e perderam outro. Fizeram 127 pontos e sofreram 13. Os atletas campeões foram Norberto Oliveira, José Castro Freire, Henrique Vieira, Joaquim Ferreira, Rebelo da Silva (cap), António Gomes, Vasco Cayola, J. Abrantes Mendes, Manuel Henriques, António Simões, Jorge Black, Marcelino Figueiredo, António Almeida, Eduardo Santos, Manuel Firmino, Cesário Cruz, Salazar Carreira (cap), Filipe Rodrigues, Mário Garcia, José Carvalho Amaro, António Morgado, Cecílio Costa, João da Conceição, Alberto Pepino, Jaime Ribeiro, Charles de Montjuills, Esteban Torok, Ildo Gomes, Joaquim Alvarez, Louis Laurent, Dewett Beaumont, Carlos Sousa e Oliveira Martins (foto). Os resultados na competição: Gimnasio – 8-0, 0-3 e 17-0; Benfica – 11-0 e 8-6; Royal – 3-0 e 3-0; Carcavelinhos – 0-0 e 22-0; Ateneu – 37-0 e...

1986 – Título “roubado” ao Benfica

13 de Abril de 1986. O Sporting, de Manuel José, fez uma boa ponta final de Campeonato vencendo os últimos 5 jogos. Na penúltima partida da prova os leões deslocaram-se à Luz para defrontar o Benfica que tinha mais 2 pontos que o FC Porto mas desvantagem no confronto direto. Assim, para os encarnados a vitória seria importantíssima e o empate o menos mau. A derrota poderia ser praticamente o fim das esperanças, se aliada a uma vitória do FC Porto em Setúbal, o que se viria a verificar. Com um Estádio da Luz cheio, numa tarde sol, o Sporting jogou com: Damas; Gabriel, Venâncio, Morato e Romeu; Oceano; Jaime Pacheco, Carlos Xavier (Duílio) e Sousa; Manuel Fernandes (cap) (Mário Jorge) e Meade. O Sporting entrou na partida com uma excelente disposição com vista a vingar a pesada derrota sofrida no mesmo palco poucas semanas antes para a Taça de Portugal. Surpreendeu muita gente a demonstração de classe dada pelos leões desde o apito inicial do árbitro, mas a equipa leonina, mostrando o grande profissionalismo dos seus futebolistas, não veio para este jogo para fazer “favores” a quem quer que fosse, optando, isso sim, por fazer o seu jogo que em diversas fases da temporada se concluiu ter grande potencial. Logo aos 12 minutos começou a desenhar-se a “tragédia” para os encarnados. Na sequência dum passe em profundidade para as costas da defensiva encarnada, Morato arrancou de forma soberba vindo de trás e atirou a contar para o melhor sítio. 12 minutos depois o Sporting aumentou a contagem por Manuel Fernandes, que conseguiu perfurar a defensiva adversária e bateu Bento à...

1980 – Triunfo no derby, na caminhada para o título!

13 de Abril de 1980. 24ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol. O Sporting, em luta com o FC Porto pelo título, recebeu o Benfica (que nesta tarde ficou definitivamente arredado). Os leões estavam no 2º lugar, muito perto dos portistas, e perder pontos era proibido. Sob o comando de Fernando Mendes, a equipa: Vaz; José Eduardo, Bastos, Menezes e Barão; Eurico; Fraguito (Lito 75) e Marinho; Manuel Fernandes, Manoel e Jordão. Choveu “a cântaros” em Alvalade. O Sporting realizou uma excelente 1ª parte marcando aos 24 minutos por Jordão e aos 36 por Manuel Fernandes. Para a 2ª parte os leões entraram com a disposição de gerir o jogo e o cansaço, mas os forasteiros reduziram, por Diamantino, aos 78 minutos. Quando as coisas pareciam ficar um pouco “tremidas”, surgiu Jordão (de penalty) a descansar as hostes sportinguistas, aos 81 minutos. Os leões ficaram obviamente satisfeitos com mais um triunfo fundamental na luta pelo título. Algo surpreendentes foram as declarações do benfiquista Diamantino: “Agora só faço votos para que o Sporting seja campeão, era a melhor resposta às bocas nortenhas… E julgo que, depois deste animador resultado podem ganhar nas Antas, que o FC Porto não pratica nada um futebol de outro planeta…”. Na verdade o Sporting não ganharia nas Antas (empatou, porque não o deixaram fazer mais), mas o título foi verde e...

1919 – “Carinhosas deferências” com o Recreativo Huelva

13 de Abril de 1919. Já não era virgem a situação. O Recreativo Huelva (quase todos os jogos internacionais das equipas portuguesas contemplavam adversários espanhóis) deslocou-se a Lisboa para defrontar por duas vezes o Sporting. Como sempre, as partidas foram rodeadas de enorme expetativa, causando grande impacto. O 1º desafio fôra disputado na véspera e, para o Diário de Notícias: “O grupo espanhol jogou com grande combinação e conhecimento do que é o futebol”. Apesar de o Sporting (sem Artur José Pereira e Francisco Stromp) dominar mais no 1º tempo, os espanhóis não se desorientaram conseguindo realizar algumas avançadas magníficas. Na 2ª parte o jogo foi mais equilibrado, tendo os espanhois, na sequência dum canto, marcado de cabeça o golo da vitória. O Sporting reagiu, mas a defesa espanhola conseguiu anular todos os ataques leoninos. Neste dia 13 realizou-se a 2ª partida, e foi bem diferente. Talvez devido ao esforço da viagem e do jogo anterior os espanhois não conseguiram jogar tão bem. Ainda assim os primeiros 20 minutos foram animadíssimos. Os ataques rápidos e bem conduzidos sucederam-se de parte a parte. O futebol largo e bem combinado patenteava claramente todas as figuras e toda a tática de jogo de ambas as equipas. Após esse período o jogo tornou-se menos interessante e até monótono por vezes, havendo apenas uma ou outra fase movimentada digna de registo. O Sporting apresentou uma equipa fortíssima, jogou com rara energia, dominou quase sempre e apontou 5 golos, dos quais o 3º, por Perdigão (foto de arquivo), “foi o melhor de todos pelo ataque que o precedeu e pelo remate rápido e oportuno”. O desafio...

2018 – Colchoneros perderam e sofreram no Alvalade, mas acabaram salvos por Oblak

12 de Abril de 2018. Quartos-de-final da Liga Europa. 2ª mão. Uma semana depois da derrota por 2-0 em Madrid e de todo o caos instalado após isso (declarações do presidente Bruno de Carvalho no Facebook criticando os seus jogadores em alguns lances geraram quase um tumulto – e foram o princípio do fim da sua presidência), o Sporting recebia os madrilenos com a ilusão de poder recuperar da desvantagem proporcionando uma noite memorável. Não esteve muito longe de se concretizar o sonho. Jorge Jesus montou uma equipa com 3 defesas que ganhou claramente o meio-campo no 1º tempo. Os leões criaram várias oportunidades de golo, marcaram por uma vez (Fredy Montero) e obrigaram Oblak a diversas defesas de categoria. O intervalo chegou com a vantagem magra, algo que se verificou, seria decisivo para o desfecho da eliminatória. No 2º tempo o Sporting foi menos autoritário. Quem esperava uma entrada poderosa buscando empatar a eliminatória enganou-se. Por razões físicas, técnicas ou táticas, o Sporting não foi capaz disso, mas a verdade é que ainda assim os leões foram também fortes no 2º tempo e voltaram a ter uma ou outra oportunidade para marcar. Do outro lado Griezmann esteve por duas vezes isolado perante Rui Patrício, mas uma defesa do nosso capitão e um remate ao lado (perante a mancha de Patrício) não possibilitaram ao francês o golo. O final chegou com um insuficiente 1-0 após uma exibição de bom nível do Sporting perante um adversário que era na altura uma das equipas mais competitivas da Europa. Individualmente praticamente toda a equipa esteve em bom plano, destacando-se os incansáveis Battaglia...

1959 – Leões conquistaram “Troféu dos Campeões” frente ao Porto

12 de Abril de 1959. Sporting (Campeão Nacional de 1958) e FC Porto (recém-Campeão Nacional de 1959) combinaram entre si disputar um troféu, espécie de tira-teimas, denominado Taça dos Campeões de 58 e 59. O 1º jogo foi em Alvalade, a 5 de Abril, com vitória dos leões por 2-1 fruto de um bis de Hugo (ambos golos de grande espetáculo numa exibição leonina com laivos de brilhantismo). A partida decisiva disputou-se na Antas, uma semana depois, tendo Sporting, sob o comando de Mario Imbelloni, alinhado com: Octávio de Sá; Lino, Morato e Hilário; Mendes e David Julius; Hugo, Vasques, Vadinho, Travassos e Morais. Os portistas, jogando em casa e necessitando de recuperar da desvantagem do jogo em Alvalade, entraram numa toada mais atacante. Ainda assim foi o Sporting a criar as primeiras sensações de golo, com Vasques a atirar com muito perigo, sem preparação aos 16 minutos, e Vadinho a perder ótimo ensejo, por lentidão, 1 minuto depois. Assim, não foi com grande surpresa que surgiu o 1º golo para os verde e brancos, à passagem do minuto 23, por Vasques. O FC Porto reagiu violentamente (no bom sentido do termo), criando então grandes problemas para a defensiva leonina. Aos 25 minutos Gastão apareceu isolado frente a Octávio de Sá mas atirou por alto. 1 minuto depois Morato salvou sobre a linha um remate de Noé. Pouco depois da meia-hora Virgílio atirou de longe um belo remate que bateu na trave, para 3 minutos depois uma tentativa de Noé encontrar o mesmo destino… A 1 minuto do intervalo lá surgiu o empate, quase inevitável, por Noé. Os portistas, moralizados, tomaram...

1913 – Um clube em “estado de graça”

11 de Abril de 1913. Neste dia saiu um interessante artigo no jornal “O Século” que rezava assim: “Há clubes desportivos que marcam o seu progresso pelo desenvolvimento material, prosperidade associativa, aumento inscritivo de sócios e excelentes performances dos seus atletas. Nesse número de clubes fluorescentes deve contar-se o Sporting Clube de Portugal, cuja sede é na Alameda do Lumiar e cujas instalações são modelares, completas, higiénicas e apropriadas à execução do todos os sports de ar livre. O Sporting é mesmo aquele que tem melhores instalações, que compreendem courts de ténis, sala de hidroterapia, campos de futebol, um magnífico stand de tiro aos pombos, etc. Em Maio mais um melhoramento vai ser construído. Consiste num vasto rinque de patinagem construído em cimento e pelos melhores processos adoptados no estrangeiro, projectando a direcção do Sporting torná-lo num dos melhores de Lisboa. Paralelamente a esse modernismo de instalações, o Sporting possui também um núcleo de atletas que são campeões e se notabilizam em torneios onde se inscrevem. Nos Jogos Olímpicos Nacionais de 1912, os sócios do Sporting bateram um recorde ao ganharem todas as taças, que figuravam no programa dessa grande manifestação em atletismo. É em honra desses campeões olímpicos que se realiza amanhã uma festa. Serão distribuídos os prémios em sessão solene à qual assistem delegados da Sociedade Promotora de Educação Física Nacional”. Presidiu à sessão Duarte Rodrigues (membro do Comité Olímpico), que elogiou o Sporting Clube de Portugal pelo muito que fazia em favor do desporto, enaltecendo os seus campeões. Finda a distribuição de prémios, foi oferecido a concorrentes e convidados um chá, tendo falado ainda Daniel Queirós...

1966 – Golo de Figueiredo derrotou o Porto, para a Taça de Portugal

10 de Abril de 1966. Em jogo a contar para a 1ª mão dos quartos-de-final da Taça de Portugal o Sporting recebeu o FC Porto. Os leões comandavam o Campeonato Nacional, competição que já estavam perto de vencer (viriam a consegui-lo). Na Taça, a equipa de Otto Glória também pretendia chegar longe. Este foi o 1º jogo de 4 consecutivos frente aos portistas num final de época emocionante. A equipa: Carvalho; Morais, Alexandre Baptista e Hilário; Pedro Gomes, Dani e Peres; Carlitos, Lourenço, Figueiredo e Ferreira Pinto. O golo solitário da partida surgiu logo aos 3 minutos, por Figueiredo (foto de arquivo). Até final, apesar de várias tentativas, os leões não conseguiram aumentar a contagem, ficando a decisão da passagem da eliminatória para uma semana depois, nas Antas. Na 2ª mão foram os portistas a vencer pelo mesmo resultado, pelo que houve que recorrer a um 3º jogo (de desempate) em Coimbra, onde os verde e brancos levariam a melhor por...

2012 – Grande exibição dos pupilos de Sá Pinto (vs. Jorge Jesus) no derby eterno

9 de Abril de 2012. O Sporting recebeu nessa noite o Benfica num jogo fundamental para os encarnados, para quem só a vitória servia para se manterem na luta pelo título. Para os leões havia a hipótese de voltarem ao 4º lugar e claro, um derby é sempre um derby – uma partida recheada de paixão que é fundamental ganhar. Sá Pinto apresentou a seguinte equipa: Rui Patrício; João Pereira, Xandão, Anderson Polga e Insúa; Elias e Schaars (Daniel Carriço 62); Izmailov, Matias Fernández e Diego Capel (André Carillo 89); Van Wolfswinkel (Diego Rubio 73). O Benfica começou melhor perante um Sporting que apostou na tática que vinha sendo habitual perante adversários da mesma igualha – bloco relativamente baixo, grande concentração nas ações defensivas e muita velocidade a sair no contra-ataque. Logo no 1º minuto Anderson Polga foi imprudente e cometeu falta na área sobre Gaitán que André Soares Dias não assinalou. O Benfica dominava mais mas não criava perigo e aos 17 minutos Van Wolfswinkel, após uma saída em velocidade, foi tocado no pescoço por Luisão na área benfiquista. Grande penalidade indiscutível que o holandês transformou no 1-0. 8 minutos depois, em mais uma saída rápida para o ataque, Van Wolfswinkel voltou a sofrer falta na área, agora de Garay, mas o árbitro desta vez não assinalou… O intervalo chegou com 1-0 que premiava o maior pragmatismo e concentração da equipa do Sporting. Na 2ª parte o jogo continuou na mesma toada. Aos 51 minutos Van Wolfswinkel atirou com perigo por cima. No minuto seguinte, após um lance confuso, Insúa salvou sobre a linha aquele que seria o...
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