1983 – Carlos Lopes bate recorde europeu da Maratona

9 de Abril de 1983. Na Maratona de Roterdão Carlos Lopes realizou uma grande proeza ao bater o recorde europeu da distância com 2h08m39s – 4º melhor tempo do mundo. À liça, Robert de Castella e o americano Alberto Salazar, detentores das melhores marcas mundiais de sempre. Aos 38 quilómetros, na cabeça da corrida, já só Lopes e Castella. O australiano ganharia ao sprint, por 2 segundos. Lopes ficou moderadamente satisfeito: “Bati-me com os melhores do Mundo e fiz um tempo como pensava. Senti-me melhor que em Nova Iorque mas julgo que ainda posso fazer muito melhor”. Era a 2ª Maratona da sua carreira,e ficou apenas a 26 segundos do máximo mundial de Alberto Salazar, cubano naturalizado americano, que também correu em Roterdão e se quedou pela 5ª posição...

1937 – 9-1, a maior vitória de sempre (jogos oficiais) frente ao FC Porto

4 de Abril de 1937. No Campo Grande, para a 10ª jornada do Campeonato da Liga, o Sporting recebeu o Porto. Apesar de estarem já um pouco longe do título os leões encaram o confronto com grande empenho e acabaram por fazer uma exibição e um resultado que ficaram para a História. Wilhelm Possak escalou a seguinte equipa: Azevedo; Jurado e Mário Galvão; Rui de Araújo, Paciência e Manecas; Mourão, Pireza, Soeiro, Heitor e João Cruz O Sporting começou o jogo abertamente ao ataque mas a pontaria não estava afinada. Na 1ª meia-hora não houve golos apesar de diversas oportunidades que fizeram rejubilar os sócios leoninos. Aos 33 minutos Paciência abriu longo em Mourão na ponta-direita, este centrou e João Cruz, de cabeça, abriu o ativo (“em aparente fora-de jogo” segundo o jornal “Os Sports”). 7 minutos depois, após bela jogada individual, Soeiro aumentou a contagem, para, a 2 minutos do intervalo, numa verdadeira “obra prima” coletiva, o Sporting chegar a 3-0 por João Cruz a passe de Soeiro. Foi um quarto-de-hora final da 1ª parte verdadeiramente alucinante. Logo no início da 2ª parte, após uma amostra de reação portista, Pireza fez 4-0 com um excelente remate após centro de Mourão. De canto direto Pinga reduziu logo a seguir, mas aos 56 minutos o Sporting fez o 5-1 por Pireza, após bela corrida de João Cruz pelo seu flanco. Os portistas, apesar de mostrarem bom futebol e de porfiarem, não conseguiam marcar, enquanto os leões patenteavam uma vontade férrea de fazer mais golos. António Santos, magoado, saiu e os azuis ficaram com 10 jogadores. Aos 60 minutos João Cruz fez...

1990 – Dionísio Castro bateu recorde mundial dos 20.000 metros

31 de Março de 1990. Dionísio Castro foi convidado para “lebre” no ataque ao recorde do mundo dos 20 quilómetros em La Fléche, França. O inesperado aconteceu, e acabou por ser o português a conseguir um novo máximo mundial (57m18,4s) que perdurava desde 1976 e que pertencia ao holandês Jos Hermans, um dos grandes rivais de Carlos Lopes nos anos 70. De realçar ainda que, simultaneamente a este feito, Dionísio falhou o recorde do mundo da hora por 1 metro, ao realizar 20.943 metros. “Puxava, puxava e o cansaço não aparecia. A certa altura comecei a dar palmadinhas nas costas dos adversários para os incentivar a correr mais rapidamente até que me decidi a não parar e deu no que deu. Não me venham com larachas dizendo que este recorde é de 2ª categoria. O Lopes e o Mamede também o tentaram e não o conseguiram”. No que diz respeito ao falhanço “por um triz” do recorde mundial da hora: “ Não sei se não me roubaram 2 metros para eu não bater esse máximo. É que, se o conseguisse, teriam de me pagar mais 1.600 contos. Acho estranho que, com o tempo feito aos 20 quilómetros o resultado tenha sido esse. Só se eu acabasse de rastos… e como até acelerei ainda mais…” 1 ano depois, o mexicano Arturo Barrios (que também tirou a Fernando Mamede o recorde do mundo dos 10.000 metros) “roubaria” o recorde mundial a Dionísio Castro, com 56m55,6s, mas o tempo do português manteve-se recorde europeu por longos...

1922 – O Jornal do Sporting

31 de Março de 1922. Neste dia saiu a público o 1º número do Boletim (assim se chamava na altura) do Sporting Clube Portugal. O principal responsável por tal desiderato foi Júlio de Araújo, que no café Martinho incentivou José Serrano e Alberto Mendes Leal a fazerem um jornal para confrontar a imprensa de Lisboa desse tempo, que se mostrava claramente favorável ao Benfica, e mais que isso, hostil ao Sporting. Os homens que estiveram na base do Boletim do Sporting moviam-se contra aquilo que consideravam como sucessivas crónicas e artigos injustos, que tinham como único objetivo denegrir a imagem do clube verde e branco. O Boletim surgiu como publicação quinzenal. Além da tiragem normal existia outra, considerada de luxo, em papel “couché”, pela qual os assinantes interessados pagavam 8$ por semestre. Este meio de comunicação sportinguista ganhou grande importância entre os sócios leoninos. Em 1924, por exemplo, quando esteve suspenso pelo facto da direção considerar a sua feitura demasiado cara, mereceu enormes apelos de sócios e dirigentes para que voltasse a existir. O Boletim criou uma escola de valores no Sporting, ajudou cimentar a paixão pelo clube, transmitindo também variadíssimos ensinamentos a todos os níveis da prática desportiva. A publicação acabou por beneficiar do facto de não ser elaborado por jornalistas profissionais. As suas crónicas sobre provas desportivas, os seus artigos de opinião, as suas histórias e testemunhos eram feitos pelos próprios desportistas ou por alguém muito perto deles. A título exemplificativo, poder-se-à dizer que a apreciação a um determinado jogo de futebol e a análise ao comportamento dos futebolistas era, não raras vezes, feita pelo próprio treinador. E...

1973 – Pentacampeões nacionais de Andebol

24 de Março de 1973. Pela 5ª vez consecutiva o Sporting sagrou-se Campeão Nacional de Andebol, após vencer o F. C. Porto por 16-12. Foi o 1º penta desta modalidade em Portugal. Matos Moura orientava um grupo de exceção que tinha os seus expoentes máximos no guarda-redes Bessone Basto, no meia-distância Marques, no pivot Carlos Correia e no extremo Manuel Brito. A finalíssima deste Campeonato disputou-se na Marinha Grande. O Pavilhão Desportivo do Sporting Clube Marinhense já se encontrava repleto uma hora antes do desafio com as claques dos dois clubes a manifestar-se ruidosamente. Bandeiras, fatos berrantes, bonés, buzinas, cornetas, tudo foi utilizado para dar nas vistas e fazer barulho. Os portistas comandaram quase sempre o jogo na 1ª parte chegando ao intervalo a vencer por 8-7. No entanto, a 2ª parte do Sporting foi irresistível, com Bessone a realizar uma das suas melhores exibições de sempre. Manuel Marques era o alvo primeiro da defensiva portista, que não o largou um só momento, mas quando passou a ter a companhia de Castanheira (cuja entrada contribuiu em grande escala para mudar o jogo) os golos começaram a surgir com maior frequência. Bessone parecia um gato, Brito e Carlos Correia elaboraram jogadas geniais e Manuel Marques demonstrou grande poder e garra. Terminado o encontro foi a explosão dos adeptos leoninos, que invadiram o recinto vitoriando os jogadores. A claque do FC Porto emudeceu, mas assistiu com desportivismo à festa dos leões que durou mais de uma hora. As camisolas dos jogadores foram disputadas palmo a palmo e os atletas foram passeados aos ombros. Na cabina continuou a festa a que não faltou...

John Toshack – O treinador mais difícil de derrotar na História do Sporting

John Benjamim Toshack nasceu a 22 de Março de 1949 em Cardiff – País de Gales. Como jogador passou os melhores anos da carreira no Liverpool onde ganhou diversos títulos nacionais e europeus. Foi internacional e marcou mais de duas centenas de golos. Como treinador começou no Swansea City – que levou da 4ª à 1ª divisão em  apenas 4 anos! Chegou ao Sporting no Verão de 1984 ficando com o histórico Pedro Gomes a adjunto. Logo cativou pelo discurso positivo e mentalidade ofensiva patenteada nos primeiros jogos. A 1ª partida oficial foi a 26 de Agosto de 1984 – 3-0 ao Vitória de Guimarães. Nos primeiros 6 jogos foi sempre a ganhar, com muitos golos e o Auxerre eliminado das provas europeias. Entretanto veio uma inesperada derrota em Penafiel (encarada como um “acidente de percurso”)… A eliminação (em Novembro) da Taça UEFA “aos pés” do Dinamo Minsk (nos penaltis) foi a primeira “machadada” na sua credibilidade entre os adeptos, enormemente agravada pela derrota em Alvalade frente ao Rio Ave para a Taça de Portugal (já em Março). Entretanto o Sporting fazia um bom Campeonato (que noutros anos até daria o título), mas o FC Porto (com Futre em grande) não cedia um palmo de terreno… A 19 de Maio de 1985 acabou por orientar pela última vez a equipa num triunfo por 2-1 sobre o Boavista. Saiu sem ganhar nada mas a verdade é que, com ele, o Sporting praticava um futebol vistoso e de pendor atacante. Ficou para a História do futebol do clube como o treinador com menor percentagem de derrotas de sempre (7,89% – 3 derrotas em 38...

Laszlo Bölöni – Recordista de jogos sem perder e único a ganhar CN, TP e ST consecutivamente

Nasceu a 11 de Março de 1953 em Tirgu Mures – Transilvânia – Roménia. Depois de longos anos no clube da sua terra chegou ao Steaua de Bucareste onde se afirmou como um dos melhores futebolistas romenos de sempre e ganhou tudo o que havia para ganhar, acumulando 108 presenças e 25 golos na Seleção. Como treinador começou no Nancy onde andou pelas 1ª e 2ª divisões francesas. Em 2000 chegou a selecionador romeno e de lá saiu para o Sporting, que pretendia apostar num treinador de grande experiência com jovens pois a Academia Sporting estava a ponto de ser inaugurada. Assinou contrato com os leões a 18 de Junho de 2001. Na pré-temporada lançou Hugo Viana, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo (não se viria a estrear nos seniores esse ano) na equipa e pediu a contratação do compatriota Niculae. A época oficial começou com uma vitória frente ao FC Porto, mas perdeu os 2 jogos seguintes. Quando alguma contestação já se fazia sentir chegou Jardel e tudo mudou. Os sportinguistas embalaram para uma época fantástica a nível interno na qual conquistaram o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal, deixando a Taça UEFA nos oitavos-de-final apesar de boas exibições frente ao AC Milan. No final da temporada lançou o livro “O Bloco de notas de Laszlo Bölöni”, um documento muito interessante que deu a conhecer a todos o que escrevia afinal o romeno no livrinho que sempre o acompanhava nos jogos e treinos, Com duas vitórias e um empate nos primeiros 3 jogos da época seguinte (e vitória na Supertaça pelo meio que o tornou o 1º treinador...

Peyroteo

Fernando Baptista Seixas Peyroteo nasceu a 10 de Março de 1918 em Humpata, Angola. Depois de dar nas vistas no Sporting de Luanda chegou no Verão de 1937 a Lisboa. Tinha um pontapé fortíssimo e muito colocado, assim como um magnífico jogo de cabeça e poderio físico impressionante. Movimentava-se como ninguém dentro da área e a sua fama ultrapassou largamente as fronteiras do nosso país (em Espanha dizia-se que o futebol português “peyroteava”). Foi o grande finalizador dos famosos “cinco violinos”, linha atacante formada por Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano que encantou as plateias portuguesas entre 1946 e 1949 . É o maior goleador da História do Futebol do clube e estatisticamente o mais eficaz de sempre no Mundo! Estreou-se a 12 de Setembro numa partida frente ao Benfica para um torneio triangular entre os 3 grandes de Lisboa. os leões venceram por 5-3 e Peyroteo fez 2 golos. O seu 1º jogo oficial foi a 17 de Outubro. O Sporting deslocou-se ao terreno do Casa Pia e venceu por 7-0. Peyroteo marcou por duas vezes. Esteve 12 épocas no Sporting apontando 533 golos (melhor marcador de sempre) em 327 jogos oficiais (a sua média também é a melhor – 1,63 golos por jogo). Ganhou 17 troféus oficiais – 3º melhor do clube a par de Canário – 6 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal e 7 Campeonatos Regionais de Lisboa. Possui o recorde de mais golos marcados em jogos oficiais numa só época (57 em 1937/38, a sua temporada de estreia). É o melhor marcador de sempre do Sporting no Campeonato Nacional (298 golos), na Taça de...

1942 – Recorde nacional – A maior goleada no Campeonato Nacional e 9 golos de um só jogador

22 de Fevereiro de 1942. O Leça não era propriamente um “bombo da festa”. Entre 12 equipas estava classificado no 7º lugar com os mesmos pontos do 6º, o FC Porto. Na semana anterior havia imposto um empate ao Belenenses a uma bola, mas naquela tarde, no Lumiar, o Sporting, que liderava o campeonato (embora em igualdade pontual com Barreirense, Benfica e Académica) esteve completamente irresistível. Sob o comando de  Jozef Szabo os leões alinharam com: Azevedo; Rui Araújo e Álvaro Cardoso; Paciência, Daniel e Manecas; Mourão, Soeiro, Peyroteo, Canário e João Cruz. O Sporting bateu 2 recordes que perduram. Venceu por 14-0 e Peyroteo (foto de arquivo) fez 9 golos! O emblema de Alvalade jogou e ganhou como quis e teria feito mais golos se o árbitro com intervenções inoportunas não tivesse cortado algumas jogadas. Os leceiros conservaram do 1º ao último minuto um porte irrepreensível, reconhecendo desportivamente a superioridade adversária e não recorrendo a caminhos dúbios (leia-se violência) tão em voga por estes dias. O Sporting começou e acabou o desafio com golos, e pelo meio fez… golos. O campo do Lumiar estava em mau estado, com água e lama, e a chuva que caiu durante quase todos os 90 minutos foi um tormento. Houve belos lances de jogo conduzidos pelo ataque leonino. As fintas de João Cruz, os toques de Mourão, os esforços constantes de Soeiro, as iniciativas de Peyroteo e as “infelicidades” de Canário, que sem jogar mal, foi de longe o menos hábil dos 5 atacantes. No 1º minuto Soeiro abriu o ativo com um remate forte de longe. Fiado no golpe de vista o...

2003 – As primeiras tetra-Campeãs Nacionais da Natação portuguesa

21 de Dezembro de 2003. Na Cidade Universitária de Lisboa, a equipa feminina de Natação do Sporting entrou para a História da modalidade ao conquistar o 4º título nacional consecutivo. A equipa masculina venceu o Nacional da 2ª divisão, regressando ao 1º escalão. As meninas fizeram História, pois nunca nenhum clube tinha antes alcançado tal desiderato. Alcançaram 120 pontos em 144 possíveis, deixando o Belenenses (2º classificado) a 28 pontos de distância. Os triunfos individuais: 100m livres – Marta Ferreira 4X100m livres – Marta Ferreira, Sofia Afonso, Maria Inês Leitão e Maria João Dores 200m livres – Marta Ferreira 4X200m livres – Maria Inês Leitão, Sofia Afonso, Andreia Martins e Marta Ferreira 400m livres – Marta Ferreira 800m livres – Marta Ferreira 200m costas – Ana Leal 4X100m estilos – Ana Leal, Filipa Lagarto, Ana Marta Resendes e Maria João Dores No final foi a grande festa com as habituais cerimónias de consagração, os festejos com abraços, saltos, sorrisos, gritos e lágrimas, numa grande festa dum grupo unido, empreendedor e determinado. Os técnicos Alexandre Dias e Pedro Pinto, responsáveis diretos por estes valorosos atletas ficaram de...
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