Peixe – Um “guerreiro” com muito potencial

Emílio Manuel Delgado Peixe nasceu a 16 de Janeiro de 1973 na Nazaré. Começou a jogar futebol n`Os Nazarenos com apenas 10 anos. Aos 13 foi aos treinos de captação do Benfica, onde não ficou. Meses depois tentou a sua sorte no Sporting onde lhe reconheceram qualidades. Em Alvalade se quedou em todo o percurso das camadas jovens, estreando-se oficialmente pela equipa principal, com apenas 17 anos, a 2 de Dezembro de 1990 frente ao Farense (1-0), e esse foi o seu único jogo da temporada. No Verão sagrou-se campeão e melhor jogador da prova no Mundial de Sub-20 realizado em Portugal.

Logo na época seguinte, 1991/92, começou a ser aposta forte de Marinho Peres como médio defensivo, realizando 31 jogos. Peixe era um jogador de grande abnegação, forte fisicamente e no jogo aéreo, com boa técnica e capacidade de passe. Por vezes acusavam-no de ser excessivamente duro.

Fez o 1º golo a 5 de Setembro de 1992 frente ao Famalicão (4-3). Nessa temporada Bobby Robson utilizou-o mais como defesa-central. Na época seguinte voltou a ser o “trinco” da equipa, constituindo um dos imprescindíveis de Carlos Queiroz, situação que se manteve em 1994/95. Por esses tempos era o “orgulho” da formação sportinguista ao lado de Figo.

No início da época 1995/96 foi para Sevilha onde não teve sucesso, regressando no “mercado de inverno” aos leões onde nunca mais voltou a ser o mesmo. Na sua última temporada no clube, 1996/97, não foi aposta firme de Robert Waseige ou Octávio Machado, acabando envolvido numa troca de jogadores com o FC Porto – ele e Costinha rumaram às Antas, Rui Jorge e Bino vieram para Alvalade.

O seu último jogo pelo Sporting foi no Bessa (1-2) a 15 de Junho de 1997. No total permaneceu 7 épocas no clube, realizando 156 jogos oficiais e marcando 3 golos. Ganhou uma Taça de Portugal e uma Supertaça.

No FC Porto chegou a campeão por duas vezes mas acabou dispensado em 2000 para o Alverca. No ano seguinte rumou ao Benfica (é dos poucos futebolistas que representou os “3 grandes”) onde não teve sucesso, passando depois por Leiria onde terminou a carreira.

Foi 12 vezes internacional A, e para sempre ficou a sensação de que poderia ter chegado muito mais longe na carreira de futebolista. Potencial para isso não lhe faltava. Mais tarde enveredou pela carreira de treinador, fazendo parte, atualmente, dos quadros da Federação Portuguesa de Futebol.

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