António Stromp

Nasceu a 13 de Junho de 1894 em Lisboa. Começou a alinhar pela equipa principal de futebol do Sporting (ao lado do seu “mítico” irmão Francisco) com apenas 14 anos na 2ª temporada do clube em 1908/09. Estreou-se oficialmente a 11 de Outubro de 1908 num Sporting-União Belenense (1-0) a contar para a 1ª jornada do Campeonato Regional.

Era detentor de magníficas qualidades físicas e técnicas que fizeram com que fosse um extraordinário futebolista e um não menos brilhante atleta, tendo ainda praticado mais “a brincar” Ténis, Esgrima e Criquete.

Entre 1909 e 1916 integrou todas as selecões de Lisboa de Futebol, tendo viajado numa digressão ao Brasil em 1913 onde impressionou toda a gente pela sua juventude, técnica, corrida e sobretudo humildade. Várias colocações lhe foram oferecidas no Rio de Janeiro, mas todas recusou.

Como futebolista foi parte ativa e importante no 1º título oficial conquistado pelo Sporting – o Campeonato Regional de 1915, em cujo jogo decisivo marcou 1 dos golos da vitória por 3-1 frente ao Benfica. Esteve ainda presente no 1º troféu conquistado pela principal categoria do Sporting – a Taça Visconde de Alvalade, em 1912 (frente ao Boavista) assim como nas vitórias nos Jogos Olímpicos Nacionais e na 1ª Taça de Honra da AFL.

Jogou pela última vez no dia 1 de Abril de 1917 frente ao Benfica (0-0) num total de 9 épocas no Futebol leonino.

O Atletismo foi a outra modalidade onde deu nas vistas. Em 1910 participou nos primeiros Jogos Olímpicos Nacionais, uma verdadeira “pedrada no charco” no desporto lusitano. Aí sagrou-se campeão do salto à vara ex-aequo com Faria Morais do Gymnasio. No ano seguinte as suas qualidades de velocista vieram ao de cima, com os triunfos nos 100 metros (com 12s, estabelecendo novo recorde nacional) e na estafeta de 3X300 metros (com o seu irmão Francisco e Gabriel Ribeiro). Em 1912 venceu os 100 e os 200 metros (aqui com novo máximo nacional – 25,2s). Nesse mesmo ano foi o 1º português de sempre a participar nuns Jogos Olímpicos. Decorreram em Estocolmo, e depois de estar uma hora e meia de pé na cerimónia de abertura, António foi-se abaixo e não passou das eliminatórias dos 100 metros (com um 3º lugar entre 8 concorrentes na 5ª série da prova), o que voltaria a acontecer dias mais tarde nos 200. Em 1913 foi pela 3ª vez Campeão Nacional dos 100 metros, triunfando também na prova de 3X300 com Gabriel Ribeiro e Salazar Carreira.

A partir de 1914 dedicou-se mais afincadamente ao Futebol.

Após a sua despedida do “desporto rei”, a sifilis (por cujas manifestacões deixou de jogar) atacou-o violentamente, tendo passado por um verdadeiro calvário num quarto da Rua Saraiva de Carvalho, em Lisboa, que culminou na sua morte a 6 de Julho de 1921. A 13 de Junho de 1926 o seu nome foi perpetuado numa rua de Lisboa, ao Campo Grande.

Já em 1940, num inquérito nacional feito pelo jornal “Os Sports”, foi considerado (a par de Mourão) o melhor extremo-direito da História do futebol nacional, o que tantos anos depois da sua “era” atesta a popularidade que conseguiu granjear.

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