Oliveira – Um 10 genial

António Luís Alves Ribeiro de Oliveira nasceu em Penafiel a 10 de Junho de 1952. Desde muito cedo nutriu grande fascínio pelo futebol. Franzino, começou no clube da terra, mas aos 15 anos arriscou uma ida para testes às Antas e por lá ficou. Rapidamente chegou à equipa principal onde desde logo mostrou o “perfume” do seu jogo. Contribuiu para acabar com um jejum de 18 anos dos portistas e chegou à Seleção Nacional.

Em 1978 foi contratado pelo Bétis de Sevilha, tornando-se o jogador mais bem pago da História do clube, recebendo 36.000 contos de prémio de transferência, 8.000 contos de “luvas” e 60.000 pesetas mensais. No entanto, 6 meses depois, e completamente desadaptado, quis voltar a Portugal e retornou ao FC Porto. No Verão de 1980, após importantes quezílias no clube portista, saiu para Penafiel, onde se tornou treinador-jogador da equipa duriense com grande destaque.

No Verão de 1981 chegou ao Sporting (por cerca de 20.000 contos) numa das contratações mais inteligentes do consulado de João Rocha à frente do clube. Sob a orientação de Malcolm Allison, estreou-se oficialmente num Sporting-Belenenses (2-2) da 1ª jornada do Campeonato que o Sporting viria a conquistar. Marcou pela 1ª vez à 3ª jornada numa receção ao Braga (3-1). Formou com Manuel Fernandes e Jordão um trio ofensivo do melhor que os leões já conheceram. Só à sua conta fez 22 golos (em 34 jogos oficiais) nessa 1ª temporada, sendo peça fundamental na “dobradinha” conquistada pelos verde e brancos, a ponto de ser galardoado com o Prémio Stromp (atleta profissional).

Com a inesperada saída de Allison começou a temporada seguinte como treinador-jogador. Ao que consta a sua relação com os colegas não era das mais calorosas, e por esse e outros motivos a equipa não rendeu (nem de perto) o que tinha rendido em 1982. Ainda assim conquistou a Supertaça (o seu único título como treinador leonino). Após a eliminação da Taça dos Campeões Europeus em San Sebastian (onde ainda assim o Sporting chegou onde nunca chegara – quartos-de-final) saiu do comando técnico da equipa (mantendo-se como jogador), sendo substituído por Marinho Mateus (primeiro) e Jozef Venglos (depois). Apesar da temporada acidentada fez 15 golos.

Em 1983/84 começou a ser fustigado por lesões, participando apenas em 17 partidas (3 golos). Na época seguinte, com Toshack, o Sporting voltou a ter uma equipa muito ofensiva, mas Oliveira (já com 32 anos) voltou a jogar pouco e passar muito tempo no departamento médico (11 jogos e 2 golos), acabando por sair no final da época – ingressou como jogador-treinador no Marítimo. Realizou o último jogo de verde e branco a 30 de Dezembro de 1984 num triunfo em Setúbal por 4-0. Marcara pela última vez no 1º dia desse mesmo mês numa receção ao Rio Ave (3-2).

Esteve um total de 4 épocas no Sporting, tendo alinhado em 93 jogos oficiais e apontado 43 golos. Ganhou 1 Campeonato Nacional, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Foi um nº 10 dos melhores que a História do Futebol sportinguista já conheceu, com uma capacidade de passe tremenda, uma visão de jogo fantástica, uma técnica magnífica e uma capacidade de concretização assinalável. Foi 24 vezes internacional A.

Depois da Madeira deixou definitivamente de jogar, abraçando a carreira de treinador, onde passou pela Seleção Nacional de Esperanças, Vitória de Guimarães, Académica, Gil Vicente, Braga, Seleção Nacional A (esteve na fase final do Euro 96 onde chegou aos quartos-de-final), FC Porto (onde ganhou tudo a nível nacional), Bétis de Sevilha e de novo Seleção Nacional A (com presença na fase final do Mundial 2002).

Entre 2004 e 2007 foi presidente do FC Penafiel, o clube da cidade onde nasceu. Depois licenciou-se em Direito.

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GOLOS de OLIVEIRA no SPORTING
ÉPOCA TC TU CN TP ST TOTAL
1981/82 - 4 12 6 - 22
1982/83 3 - 10 2 0 15
1983/84 - 1 2 0 - 3
1984/85 - 0 3 0 - 3
Total 3 5 27 8 0 43
ANTÓNIO OLIVEIRA como treinador do SPORTING
ÉPOCA J V E D GM GS % TÍTULOS
1982/83 34 21 7 6 68 28 72,1 1ST

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Comments (1)

 

  1. grande jogador ,mesmo sendo portista.

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